Educadores levam neurociência para sala de aula

São Paulo sedia evento nacional de Educação na próxima sexta

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A Educação passa por mudanças constantes, influenciadas principalmente pelas inovações tecnológicas e sociais, que refletem diretamente no que será exigido dos profissionais em um futuro próximo. Como o Ensino Básico prepara os alunos para enfrentar esses desafios futuros? São necessários a discussão e o pensamento conjunto para que as escolas apliquem, no dia a dia, a Educação 4.0, na qual o professor deixa de ser o protagonista e passa a mediar o desenvolvimento do aluno com foco na realidade diária e no uso ampliado de tecnologia. 

É com esse intuito que professores e gestores escolares paulistas se reúnem, no dia 9 de agosto, no evento “Um Dia Positivo”, em São Paulo. Promovido pelo Sistema Positivo de Ensino, o encontro reúne 600 profissionais da região com debates sobre os temas “O uso da Neurociência na Educação”, “O currículo em uma sociedade 4.0”, “O profissional do futuro e os seus desafios” e “Gestão de aprendizagem”. “Quando se trata de educar e mediar o conhecimento, não podemos permanecer no mesmo ponto de antes. É preciso refletir, conhecer e discutir para avançar rumo ao futuro”, afirma a diretora pedagógica do Sistema Positivo de Ensino, Acedriana Vogel.

Conforme dados apresentados no The Global Summit 2017, o futuro da Educação, também chamado de Educação 4.0, baseia-se no conceito de Learning by Doing, ou seja “aprender fazendo”. Esse conceito traz a ideia de que todos – principalmente quem está na escola hoje – aprenderão coisas diferentes e de maneiras diferentes, por meio de experiências, projetos, testes e muita ‘’mão na massa’’. “Devemos estar aptos a preparar o aluno não apenas para a aprendizagem das disciplinas, mas para trabalhar conteúdos que lhe sejam significativos e façam parte da sua realidade”, ressalta Acedriana.

O encontro acontece no Bourbon Convention Ibirapuera, a partir das 8h30. Na programação, a professora e neurocientista Carla Tieppo traz o uso da Neurociência na Educação e suas vantagens para a melhora da relação aluno-professor em sala de aula e maior desenvolvimento da qualidade de ensino. Para Carla, “o educador é um ‘fazedor de cérebros’. É ele quem mentora a inserção de conhecimento, que apresenta formas de se fazer escolhas e auxilia na formação intelectual e ética dos alunos – e é por isso que ele precisa entender o funcionamento do cérebro”. A especialista ainda aborda a necessidade de oferecer mais experiências psicomotoras às crianças, reduzindo o contato com telas e aumentando as ações manuais e sensoriais. 

Além dela, o economista Adeildo Nascimento fala sobre o profissional do futuro e seus desafios, expondo ideias sobre vocação e necessidades futuras de mercado. Segundo ele, “nós sempre recebemos de nossos pais uma ‘receita pronta de sucesso’: você estuda, se forma, arranja um emprego, trabalha e se aposenta. Mas o mundo está mudando, não vemos mais tanto essa trajetória linear. Para se adaptar a essas mudanças, é preciso saber qual a sua ocupação e qual a sua vocação – e estar preparado mentalmente para isso”, aponta Nascimento. Por fim, a consultora, interculturalista e especialista em Gestão de Pessoas e Liderança, Luciana Gazzoni, debate sobre a Liderança no Contexto da Revolução 4.0.

Enquanto os gestores assistem às palestras, os professores participam do programa de cursos. O tema deste ano vai ao encontro do slogan do Sistema Positivo de Ensino: a educação é para sempre. “São cursos voltados para o campo temático das competências no âmbito da Educação Escolar – algo muito relevante e que volta ao centro do cenário educacional em nosso país com a homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC)”, explica Joseph Razouk Júnior, diretor editorial do Sistema Positivo de Ensino. O programa de cursos possibilita aos professores conversar com seus pares de outras escolas e conectar informações da BNCC com o livro integrado, com o livro digital e com a plataforma On, presentes nas escolas conveniadas. São 5.800 horas de cursos presenciais que orientam os professores nas práticas escolares, a fim de potencializar o ensino e a aprendizagem.

O evento já aconteceu em Curitiba, Porto Alegre, Brasília, Cuiabá, Rio de Janeiro, Florianópolis, Belo Horizonte e Salvador – e estão previstas outras edições em Ribeirão Preto (SP), Belém (PA) e Manaus (AM). O Sistema Positivo de Ensino é o maior e mais tradicional sistema voltado ao ensino particular no Brasil, presente em 1.816 escolas e atendendo quase 500 mil alunos em 974 municípios do território nacional. Em São Paulo, são 463 escolas conveniadas, sendo 107 delas na capital. 

Serviço 

Evento: Um Dia Positivo! São Paulo
Data: 9 de agosto, das 8h30 às 17h
Onde: Bourbon Convention Ibirapuera (Av. Ibirapuera, 2927 – Moema)
Inscrições e mais informações: grupo@umdiapositivo.com.br


Programação

8:30 – Abertura do Evento
8:45 – O Profissional do futuro e os seus desafios – Adeildo Nascimento
10:15 – O Uso da Neurociência na Educação – Carla Tieppo
13:30 – Relatórios SPE: gestão de aprendizagem – Vitória Rodrigues
14:30 – Comunicando boas práticas – Marketing
15:45 – Liderança no contexto da revolução 4.0 – Luciana Gazzoni
17:00 – Encerramento

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. 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Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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