Em meio a crescimento de demanda, hospitais filantrópicos buscam formas de captar recursos para investir em melhorias

Os hospitais filantrópicos são hoje responsáveis por 70% da assistência de alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e por metade de todos os atendimentos públicos nessa área. Os dados são da Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB) e expõem o desafio imposto a mais de 1.800 instituições sem fins lucrativos, que ficaram à frente de grande parte dos atendimentos também durante a pandemia da covid-19. Período que  impossibilitou a realização de algumas das principais ações beneficentes de rotina dos hospitais, e trouxe novos desafios para levantar recursos para manutenção e melhoria dos serviços.

“A captação começa no relacionamento com parlamentares em busca da destinação de emendas, passa pelo contato com empresas para conseguir patrocínio e chega até as pessoas físicas, que podem destinar uma parte do seu imposto de renda ou simplesmente doar notas fiscais”, explica Carolina Piva, gerente de Marketing e Mobilização de Recursos da Saúde do Grupo Marista, responsável pela gestão do Hospital Universitário Cajuru.

Referência em transplante renal e suporte a vítimas de trauma, o hospital de Curitiba (PR) realiza em média 147 mil atendimentos por ano, entre internamentos, urgências e emergências, cirurgias e consultas ambulatoriais. “Com um serviço essencial, nossa instituição precisa que a sociedade se una para contribuir na arrecadação de recursos. Então, a doação de valores é fundamental para darmos sequência ao nosso atendimento humanizado e de qualidade”, destaca o diretor-geral do hospital, Juliano Gasparetto.

Corrente do bem

Com os eventos sendo retomados, almoços, festas e bazares voltam a fazer parte da receita de muitas instituições filantrópicas para promover a manutenção dos trabalhos, melhorias dos espaços e aproximação com a comunidade. No Hospital Universitário Cajuru, os eventos beneficentes já fazem parte do calendário há muitos anos. Em julho, a instituição espera arrecadar mais de R$ 150 mil, entre vendas e patrocínios, com a realização do Arraiá pela Saúde.

Com pratos e ritmo musical característicos, a festa está marcada para começar ao meio-dia, do dia 9 de julho, na praça Nossa Senhora de Salette, em Curitiba (PR). Serão dezenas de barraquinhas com comidas e bebidas, além de shows e atrações para as crianças. Tudo com foco nos investimentos em melhorias para o atendimento de pacientes do hospital.

Em 2021, o Bazar pela Saúde conseguiu arrecadar R$ 300 mil com a venda de produtos apreendidos pela Receita Federal. O valor foi revertido na compra de medicamentos e insumos para manutenção do Hospital Universitário Cajuru.

Cada atividade beneficente promovida pelo hospital visa construir uma sociedade melhor, mais empática e com uma visão de mundo mais abrangente. “É importante lembrar que, por sermos uma instituição filantrópica e 100% SUS, atuamos com um déficit de cerca de R$ 1,5 milhão ao mês. Por isso, precisamos que a população junte forças para ajudar o Hospital Universitário Cajuru a continuar salvando vidas”, finaliza o diretor-geral.

Para mais informações sobre como ajudar o Hospital Universitário Cajuru, o contato pode ser feito pelo telefone (41) 99685-9405 ou pelo e-mail mobilizacao.recursos@hospitalcajuru.com.br.

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. 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Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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