Empregabilidade é principal fator na escolha do curso superior, revela pesquisa

Estudo foi realizado com mais de 4 mil estudantes inscritos para a Mostra de Profissões da Universidade Positivo

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Uma pesquisa realizada pela Universidade Positivo, de Curitiba (PR), revelou que 46% dos estudantes do Ensino Médio escolhem o curso superior com a expectativa de, ao sair da Graduação, conseguir um emprego. O estudo foi feito com 4.310 estudantes inscritos para a Mostra de Profissões da instituição, que acontece na próxima quarta-feira, 7 de agosto. Além disso, a pesquisa mostra que 35% dos vestibulandos escolhem o curso para realizar um objetivo pessoal. Ter um bom salário aparece em terceiro lugar, com 15%. 

Por outro lado, dados dos Ipea mostram que 46,6% das pessoas com curso universitário não estão atuando na profissão para a qual se prepararam por quatro, cinco, ou até sete anos. Para o economista e reitor da Universidade Positivo, José Pio Martins, a taxa de aderência –  procedimento estatístico que calcula qual o percentual de diplomados em curso superior que trabalha na profissão de sua diplomação – vem caindo por algumas razões. “O mundo de trabalho tornou-se complexo, a tecnologia muda e evolui constantemente, a população cresce aceleradamente no mundo, as famílias mudam de residência com mais frequência, e tudo isso faz que as pessoas acabem trabalhando em profissões e tarefas diferentes de sua formação, ou por necessidade ou por opção” explica.

De acordo com Pio Martins, outro motivo tem relação com a dificuldade do jovem em escolher uma profissão para o resto da vida quando entra em um curso superior. “A expectativa média de vida vem aumentando – no Brasil, já passa dos 75 anos. É quase cruel para um jovem, geralmente antes dos 20 anos de idade, definir o curso. Por isso, será cada vez maior o número de pessoas que terão mais de uma profissão ao longo da vida ou mesmo mudarão por não terem se adaptado à profissão que escolheram com idade tão jovem” completa.

Além disso, outra razão que explica a diminuição da taxa de aderência é o desperdício de força de trabalho no Brasil. Segundo o economista, o país tem 104 milhões de pessoas em condições de trabalhar; cerca de 12 milhões trabalham no setor estatal; 78 milhões no setor privado e há ainda 12,8 milhões de desempregados e 7,4 milhões de subempregados (os que trabalham em tempo parcial). “Quando isso acontece, as pessoas procuram desesperadamente trabalhar em profissões e tarefas que encontram, não importa em que profissão se formaram. Muitos desistem de trabalhar como empregados e empreendem algum negócio próprio, muitas vezes em atividades diferentes de seu diploma. Aliás, é por isso que o curso superior deve formar o aluno para trabalhar tanto como empregado quanto como empreendedor de negócio próprio ou autônomo”, finaliza. 

Com mais de 50 cursos à disposição, a grande maioria dos estudantes está indecisa quanto à escolha do curso (33%) – um aumento de 409% se comparado com a pesquisa do ano anterior – respondida por 4.331 estudantes. A pesquisa desse ano também mostrou que Medicina ainda é o curso mais procurado (4,5%), seguido por Psicologia (3,5%), Direito (2,9%), e Biomedicina (2,2%).

Realizada desde 2001, a Mostra de Profissões da UP é esperada todos os anos por estudantes do Ensino Médio da capital e do interior do Paraná e Santa Catarina. Neste ano, o evento, que acontece no dia 7 de agosto, das 8h às 21h, no câmpus sede – Ecoville, espera receber mais de 10 mil estudantes. 

Para oferecer aos jovens e suas famílias uma experiência completa no câmpus, o evento conta com food trucks, bandas, mais de 200 oficinas e atividades nos laboratórios da universidade, feira de cursos, visitas guiadas, orientação profissional, além de atrações durante todo o dia. Quem participar do evento terá isenção na taxa de inscrição para o vestibular de mais de 50 cursos da Universidade Positivo. Para participar da Mostra de Profissões UP 2019, os interessados devem se inscrever gratuitamente no hotsite do evento: up.edu.br/mostra

Serviço

Mostra de Profissões Universidade Positivo 2019

Data: quarta-feira, 7 de agosto

Horário: das 8h às 21h

Local: Universidade Positivo (R. Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300 – Ecoville)

Informações: mostraup@up.edu.br – (41) 3068-7800

Inscrições: up.edu.br/mostra

Sobre a Universidade Positivo

A Universidade Positivo concentra, na Educação Superior, a experiência educacional de mais de quatro décadas do Grupo Positivo. A instituição teve origem em 1988 com as Faculdades Positivo, que, dez anos depois, foram transformadas no Centro Universitário Positivo (UnicenP). Em 2008, foi autorizada pelo Ministério da Educação a ser transformada em Universidade. Atualmente, oferece mais de 60 cursos de Graduação presenciais, quatro cursos de Doutorado, sete cursos de Mestrado, mais de 190 programas de Especialização e MBA, sete cursos de idiomas e dezenas de programas de Extensão. A Universidade Positivo conta com três unidades em Curitiba, uma unidade em Londrina (PR), uma unidade em Joinville (SC), além de polos de Educação a Distância (EAD) em mais de 60 cidades espalhadas pelo Brasil. Em 2018, a Universidade Positivo foi classificada entre as 100 instituições mais bem colocadas no ranking mundial de sustentabilidade da UI GreenMetric.  

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Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. 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