Enem digital: simulados on-line são boa alternativa para estudante se familiarizar com novo formato de prova

Edição digital do Enem 2021 acontece na mesma data do exame tradicional; estudantes que optarem pela versão on-line devem se preparar para não perderem tempo no dia da prova por falta de adaptação com a ferramenta

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tem passado por uma série de mudanças e a versão digital é uma delas. Na prova on-line, o estudante resolve as questões em um computador – e não mais no caderno impresso, como na versão tradicional. A inovação tecnológica tem como objetivo trazer praticidade, economia e sustentabilidade, com a redução de papel e de custos de impressão dos cadernos de prova. A expectativa é que, até 2026, o Enem seja 100% on-line. O Inep, órgão responsável pela organização e aplicação das provas, já anunciou que em 2021 a edição digital do exame será realizada nos  mesmos dias da versão impressa, em 21 e 28 de novembro, e terá as mesmas questões e tema da redação.

O Enem Digital 2021 vai permitir a inscrição de 101.100 candidatos, a mesma quantidade da edição anterior. O estudante que optar por esse formato de prova deve tomar alguns cuidados extras, além da preparação em relação ao conteúdo que deve ser estudado e à rotina de estudos para se sair bem no exame.  De acordo com o coordenador editorial do Sistema Positivo de Ensino, Norton Nicolazzi Junior, por se tratar de uma prova que será resolvida em uma plataforma virtual, é importante que o estudante não deixe para aprender como funciona a ferramenta enquanto faz a prova. “Apesar de sabermos que a plataforma utilizada é bem intuitiva e de fácil manuseio, nossa recomendação é que todos tentem se adaptar para não haver desperdício de tempo na hora do exame.”

Segundo o educador, uma alternativa interessante para os que preferem fazer a prova digital é aproveitar o período de preparação para realizar simulados on-line. “O aluno que já fez alguns simulados em plataformas digitais semelhantes à do Enem acaba tendo a vantagem de estar mais familiarizado com as ferramentas digitais e com a forma de resolver as questões, ganhando, inclusive, tempo para o que realmente importa: o raciocínio na interpretação correta dos enunciados e na obtenção da resposta correta. O tempo é um elemento muito importante para o estudante na realização do exame. Se ele ganhar tempo por estar acostumado com a plataforma, isso pode acabar sendo decisivo”, acrescenta Nicolazzi.

O Sistema Positivo de Ensino utiliza uma plataforma bastante semelhante à do Enem e aplica simulados para mais de 500 mil alunos das escolas conveniadas em todo o Brasil. Ao longo do ano, até a data do exame, haverá mais três simulados que seguem o modelo Enem, tanto na elaboração das questões como na correção, o que permite ao aluno conhecer a sua nota da mesma maneira que ela é calculada no próprio Enem. “Para aqueles que se decidirem pela prova digital, essas serão boas oportunidades de treinar a resolução das questões de forma on-line”, destaca o especialista.

Resolução da prova digital, Inep explica como funciona

O próprio Inep divulgou, para a edição de 2020 da prova digital, um vídeo tutorial com instruções sobre como realizar a versão on-line do Enem. Na lateral esquerda da tela, os inscritos têm acesso aos itens “Participante” (com dados pessoais), “Instruções”, “Mapa de Questões”, “Rascunho”, “Pausar”, “Abandonar” e outras funções internas que permitem sinalizar questões para voltar depois e responder ou analisar a resposta.

Para começar as resoluções, o estudante deverá inserir a chave de acesso pessoal, que será fornecida pelo chefe de sala. Essa chave também servirá para pausar a prova, caso o participante tenha a necessidade de ir ao banheiro. O tempo gasto com essas saídas não será acrescido ao final da prova. O horário de aplicação é fixo: de 5h30 no primeiro dia de exame e 5h no segundo. A chave também será necessária para finalizar a prova. Durante a aplicação, também é possível, por meio do “Mapa de Questões”, visualizar as alternativas que já foram respondidas e as sinalizadas.

Sobre o Sistema Positivo de Ensino

É o maior sistema voltado ao ensino particular no Brasil. Com um projeto sempre atual e inovador, ele oferece às escolas particulares diversos recursos que abrangem alunos, professores, gestores e também a família do aluno com conteúdo diferenciado. Para os estudantes, são ofertadas atividades integradas entre o livro didático e plataformas educacionais que o auxiliam na aprendizagem. Os professores recebem propostas de trabalho pedagógico focadas em diversos componentes, enquanto os gestores recebem recursos de apoio para a administração escolar, incluindo cursos e ferramentas que abordam temas voltados às áreas de pedagogia, marketing, finanças e questões jurídicas. A família participa do processo de aprendizagem do aluno recebendo conteúdo específico, que contempla revistas e webconferências voltados à educação.

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. 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