Energia alternativa: fontes sustentáveis e rentáveis

Por Adriana Cássia Zandoná França, gerente de Desenvolvimento de Negócios na Central Sicredi PR/SP/RJ

 

Segundo o Plano Decenal de Energia Elétrica 2024 (PDE 2024) do Ministério de Minas e Energia (MME), até 2024, a geração de energia elétrica a partir dos raios do sol, chamada de fotovoltaica, passará dos atuais 0,02% para 4% da potência elétrica do País, alcançando 7.000 MW (megawatts), sem contar com a geração distribuída. Essa e outras fontes alternativas, como a eólica, contribuem diretamente para a sustentabilidade de nossas atividades, sejam profissionais ou pessoais, o que traz benefícios ambientais e econômicos.
Mas nem tudo são flores. Uma das grandes barreiras quanto ao uso da energia solar – e outras chamadas “limpas” – é o alto investimento para a instalação do sistema. Alguns equipamentos podem ser encontrados a partir de R$ 10 mil, mas em alguns casos o investimento é bem maior. É por isso que algumas instituições financeiras, como o Sicredi, vêm tentando facilitar o acesso a essas novas tecnologias, desenvolvendo soluções para a compra desses equipamentos. Algumas das soluções são o consórcio e a concessão de crédito, com taxas e prazos diferenciados, voltados para os consumidores que desejam produzir a sua própria energia, mas que não têm o capital para investir.
Com o crescimento de soluções financeiras focadas nesse setor, opções como energia solar, por exemplo, se tornam cada vez mais viáveis e acessíveis para o consumidor final, que passa a ter a chance de baixar custos com o consumo de energia, a médio e longo prazos. Devido aos constantes avanços tecnológicos e comerciais que envolvem o processo de produção da energia solar, essa fonte alternativa está se tornando uma tendência mundial e traz muitos benefícios para quem decide investir. Facilitar a aquisição de painéis solares, geradores eólicos e equipamentos para tratamento de água e esgoto, além de ir ao encontro da necessidade dos consumidores e das tendências mundiais, ainda contribui para a preservação do meio ambiente.
A lista de benefícios é extensa: além de reduzir em até 95% a conta de luz, fugindo também dos reajustes futuros nas tarifas de energia, outra vantagem é que os painéis solares geralmente são instalados nos telhados de casas e edifícios, ocupando um espaço ocioso. A energia solar também é uma alternativa para os locais remotos e isolados, que não possuem acesso à energia elétrica. A localização geográfica do Brasil também ajuda, já que o clima tropical faz com que a energia solar seja um recurso válido durante todo o ano e em todos os pontos.
Investimentos desse tipo são uma tendência sem volta. Hoje, pessoas e empresas estão preocupadas com o meio ambiente e com a sustentabilidade, tendência que está estritamente alinhada com os valores do cooperativismo. O Sicredi é parceiro dessas boas práticas, que preservam o meio ambiente, estimulam o fortalecimento econômico e proporcionam maior rentabilidade e desenvolvimento para os associados. Além disso, a sustentabilidade faz parte do DNA cooperativista. Juntos podemos ir além e com ações que garantam o desenvolvimento de todos, de maneira igualitária.

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Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. 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