Energia solar: por que é tão importante para as empresas?

O alto consumo de energia das fábricas traz uma preocupação com custos e também com o impacto ao meio ambiente. Com isso, a energia solar tem sido uma alternativa para reduzir substancialmente os gastos com as contas de luz, além de diminuir consideravelmente o impacto ambiental. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), esse tipo de fonte evitou a emissão de 27,8 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade.

Ainda de acordo com a associação,  a fonte solar é a terceira maior geradora de energia no país, atrás apenas da hidrelétrica e eólica. A captação de luz solar por placas fotovoltaicas e a transformação dessa luz em energia representa, hoje, 9,6% da matriz elétrica do país. De janeiro a setembro de 2022, houve aumento de 46,1%, com crescimento médio de 1 GW por mês nos últimos 120 dias.

Para produzir energia solar nas indústrias, o processo é semelhante ao de geração nas residências e no comércio. Contudo, o sistema é feito em larga escala em razão da dimensão dos equipamentos fotovoltaicos, bem como, de acordo com as necessidades de cada propriedade. Por conta disso, esse tipo de instalação requer um planejamento bem-feito e, consequentemente, acaba tendo um alto custo. Uma das alternativas para incentivar o uso de energia limpa é o Programa de Eficiência Energética realizado pela Companhia Paranaense de Energia (Copel) e regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que promove o consumo consciente e combate o desperdício da energia elétrica em todos os setores da economia. Isto ocorre por meio do incentivo e financiamento de projetos que demonstrem a importância e a viabilidade econômica de melhoria da eficiência energética de equipamentos, processos e usos finais de energia. O primeiro distribuidor de veículos do Paraná a ser aprovado no projeto foi a concessionária Ford Slaviero, em 2017.

Recebendo recursos para a troca de equipamentos que utilizam energia elétrica, foram instalados 216 painéis solares no telhado da concessionária, com a troca de 1.692 lâmpadas convencionais por lâmpadas com tecnologia LED. O investimento total do sistema e da troca de iluminação foi de R$ 660 mil, gerando uma economia de R$ 85 mil por ano para a concessionária. Para o diretor-executivo da Ford Slaviero, Luís Antônio Sebben, as mudanças resultaram em ganhos incríveis no consumo de energia. “A nova iluminação trouxe aumento de produtividade e qualidade para os funcionários e satisfação para os clientes. Os novos refletores proporcionam maior segurança e economia de energia. Além disso, reforçamos o nosso compromisso com o meio ambiente.”

Por não existirem peças móveis no sistema fotovoltaico, quase não possui desgaste mecânico. Portanto, a única manutenção necessária é manter a limpeza dos painéis para que a eficiência de conversão de energia não seja afetada. Isso depende do ângulo em que as placas estão colocadas e da localidade. A limpeza consiste em lavar os módulos sem a utilização de produtos ou materiais abrasivos.

Todas as concessionárias que usam energia elétrica devem aplicar anualmente 0,5% de sua receita líquida operacional em um fundo, que é usado para executar projetos de eficiência energética em instalações de consumidores. Quando há excedente na geração de energia, a empresa beneficiada a devolve para a Copel para alimentar outras residências e empresas da região.

Sobre a Ford Slaviero

Há quase 80 anos no mercado automotivo, a Ford Slaviero é uma das concessionárias de veículos mais tradicionais e sólidas do mercado, sendo revenda Ford com maior tempo de mercado em Curitiba. Os clientes podem contar com as facilidades oferecidas no comércio de veículos 0km, seminovos multimarcas, peças e serviços especializados. Mais informações: fordslaviero.com.br.

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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