Escolas internacionais antecipam debandada de brasileiros insatisfeitos com quadro político e econômico do país

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Número de brasileiros que deixaram o país mais do que dobrou nos últimos 7 anos. Procura por colégios internacionais reflete preocupação dos pais com adaptação das crianças no exterior

Nos últimos anos, o número de brasileiros que deixaram o Brasil para viver no exterior mais do que dobrou. Segundo dados da Receita Federal, em 2011, foram entregues 8.170 declarações de saída definitiva do país, montante que passou para 21.236 no ano passado. O dado parece espantoso, mas vai de encontro ao desejo de muitas famílias e jovens. De acordo com levantamento realizado pelo Datafolha em maio, 62% dos jovens, com idades entre 16 e 24 anos, gostariam de mudar de país, se pudessem. Entre os que têm de 24 a 34 anos, o percentual é um pouco menor, mas ainda assim, relevante, atingindo 50% dos entrevistados.
O desejo de partir para um futuro melhor também é observado entre as famílias que, cada vez mais, têm procurado o auxílio de escolas internacionais para que os filhos sofram menos em uma eventual mudança. “Nos últimos três anos, tem havido bastante procura de pais que desejam sair do país por conta do atual cenário político e econômico nacional e eles veem a escola internacional como uma prévia do que os filhos irão encontrar lá fora”, diz Pedro Daniel Oliveira, diretor do Colégio Positivo Internacional, de Curitiba (PR). Desde 2014, a instituição tem ampliado em uma média de 15% o número de vagas todos os anos, mas, mesmo assim, não consegue suprir a demanda crescente e segue com lista de espera.
Ingresso facilitado
Estados Unidos, Portugal, Canadá, França, Espanha e Inglaterra estão, segundo o Datafolha, entre os destinos mais desejados pelos jovens que gostariam de deixar o país. Nestes locais, contudo, o ingresso nas universidades se dá de forma distinta do Brasil, que opta pelo vestibular, mas pode ser facilitado se o aluno estrangeiro tiver estudado em uma escola participante do IB Diploma Programme (Programa Internacional de Bacharelado Internacional).
Desenvolvido na década de 1960 em Genebra, na Suíça, por um grupo de educadores internacionais, o IB é um currículo educacional de dois anos, destinado a jovens entre 16 e 19 anos, que oferece uma qualificação aceita em universidades do mundo todo. Com o programa, o Ensino Médio continua dividido em três anos. Entretanto, a primeira série é uma preparação para o IB Diploma Programme, que se desenvolve na segunda e na terceira séries, quando, ao final, o estudante é submetido a um teste. No mundo, 4,7 mil instituições de ensino de 140 países oferecem o programa. No Brasil, existem 35 escolas participantes.
Portas para o mundo
Além de ser uma alternativa para quem quer deixar o país em breve, a matrícula dos filhos em uma escola internacional é sinônimo de solução em longo prazo, visto que o currículo internacional possibilita o ingresso em uma universidade, ou mesmo o início de uma carreira no exterior. “Acredito que todos os pais querem o melhor para os seus filhos e acho que falta, nas escolas tradicionais, a formação para um pensamento crítico, criar consciência para trabalhar em equipe, e isso tudo é favorecido nas escolas internacionais. O aprendizado é mais duradouro. Além disso, o IB é uma porta de entrada para várias universidades no mundo, é como se os meus filhos tivessem uma série de oportunidades, um mundo a escolher”, diz Tâmara Altenfelder,  38, economista, mãe de Monique, 16, e Henrique, 8, estudantes do Colégio Positivo Internacional, uma das 35 escolas certificadas pelo IB no Brasil.
Outra vantagem apontada pelos pais é a visão multicultural – e foi essa uma das razões que levou a administradora Mônica Gavazzoni, 43, a escolher o colégio para os filhos Giuliana, 13, e Luca, 10. “Moramos em Portugal por seis anos e lá os meus filhos já estudavam em uma escola internacional. Gostamos muito da experiência, pois o contato com várias culturas, religiões, abre a cabeça. Assim, quando voltamos, procuramos uma escola com o mesmo padrão, que possibilitasse o ingresso em uma universidade no exterior, caso, no futuro, eles queiram estudar fora”.
 
Sobre o Colégio Positivo
O Colégio Positivo compreende cinco unidades na cidade de Curitiba, nas quais nasceu e se desenvolveu o modelo de ensino levado a todo o país e ao exterior. O Colégio Positivo Júnior, o Colégio Positivo – Jardim Ambiental, o Colégio Positivo –  Ângelo Sampaio, o Colégio Positivo Hauer e o Colégio Positivo Internacional atendem alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio, sempre combinando tecnologia aplicada à educação, material didático atualizado e professores qualificados, com o compromisso de formar cidadãos conscientes e solidários. Os alunos têm à sua disposição atividades complementares esportivas e culturais, incentivo ao empreendedorismo e aulas de Língua Inglesa diferenciadas, além de aprendizado internacional na unidade que leva essa proposta em seu nome. Em 2016, foram incorporadas ao Grupo duas novas unidades do Colégio Positivo Joinville, em Santa Catarina, em 2017, a unidade do Colégio Positivo – Santa Maria, em Londrina (PR) e, em 2018, duas unidades em Ponta Grossa (PR), Colégio Girassol e Colégio Positivo Master.

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