Escritor e ilustrador mineiro está entre os selecionados para o 58º Prêmio Jabuti

A obra “Haicais Visuais”, do mineiro Nelson Cruz, é uma das selecionadas ao 58º Prêmio Jabuti, na categoria Infantil. O livro, que em 2016 já recebeu os prêmios Monteiro Lobato de Literatura Infantil e Juvenil, da Revista Crescer, é uma das apostas da Editora Positivo neste ano.
Nascido em Belo Horizonte, Nelson Cruz mora e trabalha atualmente em Santa Luzia, cidade que fica a 30 quilômetros da capital mineira. Apaixonado pela arte e pela literatura, ele faz ilustrações para o mercado editorial desde 1997. É autor de vinte dois livros – entre eles, cinco receberam prêmios Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro.
Em 2002, a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), indicou-o ao prêmio Hans Christian Andersen de ilustração. Em 2004 e 2012, foi indicado pela FNLIJ para a Lista de Honra do IBBY (International Board on Books for Yong People), na Suíça.  Em 2012, os originais da obra “Alice no telhado” participaram da exposição Tea with Alice, homenagem aos 150 anos do livro “Alice no país das maravilhas”, no Museu de História de Oxford, Londres. Em 2015, a Academia Brasileira de Letras lhe concedeu o prêmio ABL de Literatura Infanto-Juvenil pelo “O livro do acaso”.
A Editora Positivo conversou com o autor sobre mais essa indicação ao Jabuti. Confira abaixo:
– Como é ter o trabalho “Haicais Visuais” selecionado para o Prêmio Jabuti? 
NC: Depois de impresso, o livro tem uma trajetória absolutamente indefinida. No caso do “Haicais Visuais”, a expectativa é bem grande, devido à proposta de raciocínio ser uma transgressão da ideia de haicai. Somente visual. O prêmio Monteiro Lobato, da Revista Crescer, e agora essa indicação para o prêmio Jabuti, me deixa aliviado e muito satisfeito pelo reconhecimento.
– Como é o seu processo de criação?
NC: Criei dez histórias de três quadros fazendo uma relação entre o desenho de humor, tirinhas, e o poema de três frases: o haicai. Cada quadro corresponde a uma frase de haicai. Criei esse livro pensando nesse raciocínio, procurando conduzir a reflexão e o aspecto sensorial do haicai para a narrativa da ilustração.
– Você já concorreu ao prêmio em anos anteriores. Qual a sua expectativa para com este livro? 
NC: Bom, já ganhei por cinco vezes o prêmio jabuti, prêmio da ABL de 2015, Biblioteca Nacional e outros. Quanto ao “Haicais Visuais”, minha expectativa é de que seja um livro entendido na sua proposta de narrativa visual. Sou uma pessoa do desenho e adoro narrar histórias por imagem. Esse livro é um desses que me gratifica muito em poder levar a leitura de imagem e também de poder debater a arte da ilustração em escolas e outros locais por aí.
– Como é trabalhar com livro infantil/ juvenil? De onde surgem as suas inspirações?
NC: Minhas inspirações vêm de muita coisa que já vivi e das leituras que faço. Tenho pensado ultimamente que as histórias que crio são praticamente biográficas. Elas sempre têm uma relação com minha infância ou adolescência, ou algo parecido. Quanto a trabalhar com livro infantil/juvenil, pessoalmente procuro pensar que não existem as categorias livro infantil e juvenil. Existe uma única literatura: a que é ilustrada e aquela que não é ilustrada. A literatura é uma só.

Créditos: divulgação
Créditos: divulgação

Sobre o Prêmio Jabuti
Organizado pela Câmara Brasileira do Livro, o Prêmio Jabuti foi criado em 1958 e é o mais tradicional e consagrado prêmio do livro no Brasil. Abrangente, valoriza escritores e também o trabalho das demais áreas envolvidas na criação e produção de uma obra. Atualmente, o Prêmio contempla 27 categorias. A seleção de 2016 traz os 10 finalistas em cada uma delas. Este ano, mais de 2.400 títulos foram inscritos. Além de recompensa financeira, o Jabuti laureia os vencedores com o reconhecimento da comunidade intelectual brasileira, do mercado editorial e, principalmente, dos leitores. 
Sobre a Obra
“Haicais Visuais”, de Nelson Cruz (Editora Positivo)– com a beleza e a simplicidade do haicai, o humor da tirinha de jornal e a concisão de ambos, estes Haicais Visuais, de Nelson Cruz, trazem dez histórias curtas e silenciosas que nos convidam para uma viagem surpreendente na companhia do pintor de sonhos René Magritte, do King Kong das telas de cinema e da Alice do País das Maravilhas.Recomendado para crianças a partir de 9 anos. Preço sugerido: R$ 39,80.
Sobre a Editora Positivo
Fundada há 37 anos, a Editora Positivo tem a missão de construir um mundo melhor por meio da educação. Tendo as boas práticas de ensino como seu DNA, a Editora especializou-se ao longo dos anos e tornou-se referência no segmento educacional, desenvolvendo livros didáticos, literatura infantil e juvenil, sistemas de ensino e dicionários. A Editora Positivo está presente em milhares de escolas públicas e particulares com os seus sistemas de ensino. Amplamente recomendados pela área pedagógica e reconhecidos pelos seus resultados, os sistemas foram criados de modo a atender a realidade de cada unidade escolar. Para a rede pública a editora disponibiliza o Sistema de Ensino Aprende Brasil. Já as escolas particulares contam com o Sistema Positivo de Ensino (SPE) e com o programa Conquista. Cerca de 2 milhões de alunos utilizam os sistemas de ensino da Editora Positivo, em escolas públicas e particulares, no Brasil e no Japão.

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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