Falar sobre patrimônio cultural com crianças ajuda a preservar passado, diz especialista

Nem só de pedra, madeira e cimento são formadas a história e a cultura de uma nação; conservação é responsabilidade de todas as gerações

Museus, música, prédios históricos, objetos que foram fundamentais para determinados momentos da história, gastronomia, festas. Todas essas manifestações – e muitas outras – fazem parte do que se conhece como patrimônio material e imaterial de um país. A educação patrimonial contribui para que as novas gerações compreendam a importância da preservação de riquezas materiais e imateriais da sociedade.

De acordo com o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o patrimônio cultural é formado pelo conjunto desses bens materiais e imateriais. Ou seja, não é patrimônio apenas aquilo que é tombado, como os palacetes, por exemplo, mas toda uma coleção de itens – palpáveis e impalpáveis. As expressões artísticas, as paisagens, os rituais e outros, portanto, fazem parte desse patrimônio cultural. Para a assessora de História do Sistema Positivo de Ensino, Stephanie Tassoulas, falar sobre todo esse conjunto com crianças e adolescentes é fundamental para ajudar a preservá-lo. “Para que uma sociedade cuide de seu patrimônio histórico-cultural é preciso que ela se identifique com ele, que o conheça e conheça sua importância para a formação daquele povo, cidade ou país, dando sentido ao passado por meio do seu presente e cotidiano”, explica.

A definição do que faz ou não parte do patrimônio cultural também influencia na forma como as pessoas se relacionam com esse patrimônio. Prédios históricos, em geral, chamam a atenção por sua imponência e, por isso, sua conservação costuma ter mais “apelo” junto à sociedade. Mas nem só de pedra, madeira e cimento são formadas a história e a cultura material de uma nação. No Brasil, quem determina o que será preservado são as associações, fundações, instituições, sociedades culturais, enfim, as agências de fomento cultural. Apesar disso, o envolvimento dos cidadãos nesse processo contribui para as discussões sobre como foi o passado e como ele deve ser mantido no presente. “Quando as pessoas participam dessas escolhas, a tendência é que elas tenham uma compreensão mais ampla do por que é importante manter esse conjunto de bens”, detalha a especialista.

Ensinando a preservar

O próprio Iphan afirma que “a Educação Patrimonial se constitui de todos os processos educativos formais e não formais que têm como foco o patrimônio cultural, apropriado socialmente como recurso para a compreensão sócio-histórica das referências culturais em todas as suas manifestações, a fim de colaborar para seu reconhecimento, sua valorização e preservação”. Quanto mais cedo as crianças começarem a ter contato com o patrimônio histórico-cultural, mais fácil será para que ela compreenda a relevância dele para sua vida e formação. O órgão lembra, ainda, que o processo de educação patrimonial precisa ser uma “construção coletiva e democrática do conhecimento”. Ou seja, as comunidades responsáveis pela produção das referências culturais devem, sempre, participar desse processo.

“Isso pode ser feito por meio de visitas a museus e prédios históricos, mas também promovendo festas, músicas e danças tradicionais, por exemplo, ou convidando as crianças a cozinhar uma receita típica de alguma região do país. Seja na escola ou em casa, cabe aos adultos orientar e conversar sobre o assunto com as crianças e adolescentes para que, por meio da identificação, o passado ganhe sentido no presente, possibilitando o vislumbre de um futuro”, finaliza Stephanie.  

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Sobre o Sistema Positivo de Ensino

É o maior sistema voltado ao ensino particular no Brasil. Com um projeto sempre atual e inovador, ele oferece às escolas particulares diversos recursos que abrangem alunos, professores, gestores e também a família do aluno com conteúdo diferenciado. Para os estudantes, são ofertadas atividades integradas entre o livro didático e plataformas educacionais que o auxiliam na aprendizagem. Os professores recebem propostas de trabalho pedagógico focadas em diversos componentes, enquanto os gestores recebem recursos de apoio para a administração escolar, incluindo cursos e ferramentas que abordam temas voltados às áreas de pedagogia, marketing, finanças e questões jurídicas. A família participa do processo de aprendizagem do aluno recebendo conteúdo específico, que contempla revistas e webconferências voltadas à educação.

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