Feira de Profissões da UP acontece nesta quarta; inscrições para disputa de game estão abertas

Desafio de Valorant é atividade inédita e acontece no Teatro Positivo

Além das tradicionais atividades de uma feira de profissões, a FEPRO UP apresenta uma atividade inédita em 2023: o desafio Valorant 5×5, com a participação do streamer Manel da Furia, uma das organizações mais importantes do mundo no cenário de esports. Para assistir ou ter a chance de subir ao palco do Teatro Positivo para participar do desafio, é preciso se inscrever via DiskIngresso. As inscrições são gratuitas e abertas ao público, limitadas à idade mínima de 16 anos. A batalha de Valorant terá transmissão via YouTube.

Para participar, depois de fazer a inscrição, é preciso baixar o aplicativo FEPRO, disponível gratuitamente para Android ou iOS. Os inscritos também devem contribuir levando 1kg de alimento para o Centro de Educação Infantil Maria Amélia (AMA), uma instituição apoiada pela UP, localizada dentro do campus Ecoville. Também é possível doar um ou mais resíduos eletrônicos para o projeto Tech Girls, que ajuda mulheres em situação de vulnerabilidade social. Confira a lista de produtos nesse site. Após o desafio, haverá sessão de fotos e autógrafos com o Manel. 

Programação

A FEPRO, Feira de Profissões da Universidade Positivo (UP), oferece um dia repleto de oficinas gratuitas, tours pelo campus, bate-papos com professores e coordenadores, palestras, simulações, desafios, visitas práticas nas clínicas e laboratórios, além de centenas de outros atrativos. São mais de 600 atividades, totalizando 445 horas de conteúdo. Para participar, é preciso baixar o aplicativo FEPRO, disponível gratuitamente para Android ou iOS. O evento tem início às 9h e vai até as 21h do dia 4 de outubro, no campus Ecoville da UP.

Outra novidade deste ano é a Seleção de Novos Talentos, um espaço dedicado às empresas que estão com processos seletivos para estágio e emprego, oportunizando a entrada de jovens no mercado de trabalho. O serviço é aberto e gratuito para estudantes em formação ou já graduados, de qualquer Instituição de Ensino Superior (IES) de Curitiba. Entre as empresas confirmadas estão Mais1Cafe, Tintas Verginia, Nex Energy e Renault. Para participar, é preciso se inscrever por meio do site www.diskingressos.com.br/evento/5682/04-10-2023/pr/curitiba/selecao-de-talentos

Serviço

FEPRO 2023 Universidade Positivo

Evento Gratuito

Data: quarta-feira, 4 de outubro, das 9h às 21h

Local: Campus sede (Ecoville) – Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300 – Curitiba – PR

Inscrições: app FEPRO Android ou iOS

Desafio Valorant: 14h

Local: Teatro Positivo – Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300 – Curitiba – PR

Inscrições: https://www.diskingressos.com.br/evento/5680/04-10-2023/pr/curitiba/desafio-furia

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. 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