Férias dão fôlego para reta final dos estudos

Estudar ou descansar: saiba o que dizem os especialistas sobre o assunto

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Viajar, brincar, encontrar os amigos são planos que, certamente, estão na cabeça de crianças e adolescentes para as férias de julho. Mas para os pais, surge a dúvida: não será melhor dedicar um tempo para os estudos?

Segundo o gestor do Ensino Médio do Colégio Positivo – Ângelo Sampaio, em Curitiba (PR), Carlos Roberto Merlin, as férias são um período importante para ampliar o contato dos estudantes com a família, mas ele ressalta a importância do equilíbrio e do bom senso. “As férias têm como principais objetivos o descanso, lazer, passar mais tempo com a família e amigos, mas cada idade tem uma demanda e foco diferenciados para o período”, sugere.

Em relação à continuidade dos estudos, o professor explica que só os vestibulandos devem continuar com foco prioritário nos livros e exercícios – sem esquecer, é claro, dos momentos sociais e de lazer, da alimentação adequada, da qualidade do sono e dos exercícios físicos. “A concorrência é grande e a capacitação deve ser mantida, sempre com elaboração de um cronograma de estudos específico para esse período”, alerta.

Um novo olhar

Para a diretora pedagógica do Sistema Positivo de Ensino, Acedriana Vogel, descansar não significa, necessariamente, deixar de pensar e se desenvolver. Ela reforça que o estudante deve se perceber como um profissional do estudo. Ou seja, no caso daquele aluno que enfrentou dificuldades durante o semestre, vale dedicar um tempo das férias para revisar o conteúdo e tentar sanar as dúvidas. “Já os outros devem aproveitar o momento para continuar aprendendo, porém, de maneira menos convencional”, opina. 

De acordo com Acedriana, para quem pode viajar, a grande pedida é a ampliação do espectro cultural que envolve o estudo da história e geografia desse novo espaço a ser conhecido, além do deleite gastronômico e artístico, por meio de um roteiro construído por todos os que terão o privilégio de viajar junto. “Para os que vão ficar em casa, sempre sugiro construir um plano de aproveitamento do tempo, porque devemos acordar cada dia melhores pelas vivências que tivemos no dia anterior. Esse planejamento, dependendo da faixa etária, pode ser construído em parceria com os avós, tios ou mesmo outras mães de filhos com as mesmas idades. Seja em viagem, seja em casa, devemos retomar de formas diferentes as aprendizagens escolares de cada faixa etária. Se for alfabetização, por exemplo, pode pedir à criança que escreva a lista do mercado, dia a dia, para quem faz mercado no final de semana. Se o filho for vestibulando, que tal discutir a leitura das literaturas obrigatórias? Ler com os filhos é sempre uma oportunidade de desenvolver a cumplicidade. Normalmente, foram livros que os pais já leram em algum momento de suas vidas”, ressalta a diretora. 

Longe das telas

Independentemente se as crianças vão desligar totalmente das atividades escolares ou se irão tirar um tempinho para revisar o conteúdo aprendido no semestre anterior, os especialistas são unânimes ao dizer que o importante é ficar longe das telas. Isso não quer dizer que o estudante não pode assistir o filme do momento ou jogar o joguinho preferido, mas que o tempo excessivo com tablets, televisores e smartphones pode ser prejudicial. 

Dessa forma, vale separar um tempinho e organizar as atividades dos pequenos e dos adolescentes, incluindo programações pedagógicas, culturais, esportivas e de socialização. “As férias são períodos de glória para os adultos que entendem o real valor da interação com seus filhos, pois – se bem planejadas – são momentos preciosos para acompanhar o crescimento, entender e ajudar a dirimir os conflitos e os desafios das diferentes fases da vida”, finaliza Acedriana.

Sobre o Colégio Positivo

O Colégio Positivo compreende cinco unidades na cidade de Curitiba, onde nasceu e desenvolveu o modelo de ensino levado a todo o país e ao exterior. O Colégio Positivo Júnior, o Colégio Positivo – Jardim Ambiental, o Colégio Positivo –  Ângelo Sampaio, o Colégio Positivo Hauer e o Colégio Positivo Internacional atendem alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio, sempre combinando tecnologia aplicada à educação, material didático atualizado e professores qualificados, com o compromisso de formar cidadãos conscientes e solidários. Os alunos têm à sua disposição atividades complementares esportivas e culturais, incentivo ao empreendedorismo e aulas de Língua Inglesa diferenciadas, além de aprendizado internacional na unidade que leva essa proposta em seu nome. Em 2016, foi incorporada ao Positivo o Colégio Positivo Joinville (SC) e, em 2017, o Positivo – Santa Maria, em Londrina (PR). Em 2018, o Positivo ganhou duas unidades em Ponta Grossa (PR): Colégio Girassol e Positivo Master.

Sobre o Sistema Positivo de Ensino

É o maior e mais tradicional sistema voltado ao ensino particular no Brasil. Com um projeto sempre atual e inovador, ele oferece às escolas particulares diversos recursos que abrangem alunos, professores, gestores e também a família do aluno com conteúdo diferenciado. Para os estudantes, são ofertadas atividades integradas entre o livro didático e plataformas educacionais que o auxiliam na aprendizagem. Os professores recebem propostas de trabalho pedagógico focadas em diversas disciplinas, enquanto os gestores recebem recursos de apoio para a administração escolar, incluindo cursos e ferramentas que abordam temas voltados às áreas de pedagogia, marketing, finanças e questões jurídicas. A família participa do processo de aprendizagem do aluno recebendo conteúdo específico, que contempla revistas e webconferências voltados à educação.

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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