Férias escolares: Livros e filmes para inspirar quem pretende começar 2023 com estágio

Para muitos estudantes, o ano letivo já terminou e o período de férias escolares representa uma oportunidade de descanso e de momentos de lazer. Para quem pretende relaxar, livros, séries e filmes são ótimas opções e algumas obras ainda podem trazer inspiração para o dia a dia e, por que não, para o futuro profissional também. Pensando nisso, o Centro de Integração Empresa-Escola do Paraná (CIEE/PR) separou algumas opções de livros e filmes que podem ser uma motivação a mais para quem pretende iniciar 2023 com uma nova oportunidade no mundo do trabalho.

– “Roube como um artista”, de Austin Kleon

O livro de Austin Kleon é baseado em uma palestra que o autor fez na Universidade do Estado de Nova York e que viralizou na internet. Com páginas bem ilustradas, a obra traz, com ousadia e simplicidade, dicas sobre como ser criativo, especialmente na era digital. De maneira prática e bem humorada, o autor destaca o valor da essência ao mesmo tempo que revela a importância de ser livre para se inspirar na jornada de outras pessoas com o objetivo de  iniciar um caminho próprio, ou seja, “abraçar as influências”.

– “Profissões do futuro: Você está no jogo?”, de Sidnei Oliveira 

Novas tendências e quais carreiras e atividades serão cruciais nos próximos anos? Quem pretende ingressar no mundo do trabalho ou mesmo quem tem uma carreira mais consolidada, provavelmente, já pensou sobre isso em algum momento. E questionando se é possível definir uma profissão do futuro, o autor traz, por meio de uma leitura leve e descontraída, algumas reflexões sobre o mundo do trabalho e a importância de estar atento às oportunidades e seguir, com um olhar diferente, carreiras já existentes.

“Por que fazemos o que fazemos?”, de Mario Sergio Cortella

O livro do conhecido filósofo e escritor brasiliero parte de uma pergunta para propor reflexões que apontem a importância da motivação e do propósito na vida profissional. Com uma linguagem simples, o autor ajuda o leitor a entender melhor as aflições e dilemas de uma carreira profissional, como a dificuldade que muitos têm de “encarar” a segunda-feira. A obra também incentiva a reflexão sobre diferentes esferas que permeiam a vida profissional de um jovem ou de um trabalhador experiente.

Filmes também são inspiração para carreira 

“King Richard: Criando Campeãs”

O filme mostra a história de obstinação do pai das maiores tenistas do mundo, as irmãs Serena e Venus Williams. O filme estrelado por Will Smith e pelas atrizes  Saniyya Sidney e Demi Singleton mostra o plano de carreira que o pai das atletas havia traçado para tornar as meninas grandes campeãs e a persistência para fazer os planos darem certo. A narrativa ainda destaca o valor do talento aliado à dedicação em treinamentos para a superação de desafios.

– “Estrelas além do tempo” 

O filme é baseado na história real de três mulheres negras que trabalhavam na NASA na década de 1960 e que enfrentaram preconceitos e desafios para terem a competência reconhecida no ambiente profissional. Estrelado pelas atrizes Taraji P. Henson, Octavia Spencer e Janelle Monáe, o filme se propõe a contar uma história que nunca foi contada e mostrar as mentes brilhantes das cientistas profissionais Katherine Johnson, Mary Jackson e Dorothy Vaughan que foram fundamentais em uma das maiores operações realizadas pela agência espacial norte-americana.

– “Um senhor estagiário”

Apesar de não ser novo, o filme de 2015 estrelado por Anne Hathaway, no papel de Jules Ostin, e por Robert De Niro, como Ben Whitaker, mostra os desafios de se reinventar no mundo do trabalho ao mesmo  tempo em que revela os benefícios de um ambiente profissional com pluralidade de ideias e experiências visando aprendizados mútuos. Ao mostrar a rotina atarefada de uma jovem empreendedora de um site de vendas de roupas, o filme também ajuda a desmistificar o conceito do sucesso ao valorizar a importância da constante busca pelo equilíbrio na vida pessoal e profissional.

Sobre o CIEE/PR
Há 55 anos, o Centro de Integração Empresa-Escola do Paraná (CIEE/PR) atua para promover a integração dos jovens ao mercado de trabalho. Por meio de programas de estágios e aprendizagem, cursos de capacitação e cidadania e programas sociais, a instituição contribui para o desenvolvimento econômico e social do Estado. Com 39 unidades operacionais distribuídas em todas as regiões do Paraná, o CIEE/PR atende todo o Estado do Paraná, com uma média mensal de 25 mil estagiários e 5,5 mil aprendizes. Já recebeu cerca de 30 títulos de Utilidade Pública Municipal. Possui dezenas de registros nos Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente e também nos Conselhos Municipais de Assistência Social, condição essencial para cumprir o propósito de trabalhar para fortalecer o desenvolvimento humano e social. Ao longo de mais de 54 anos de atuação, o CIEE/PR contribuiu para a inserção e aperfeiçoamento técnico e profissional de mais de 1,5 milhão de estagiários, bem como a iniciação profissional de milhares de aprendizes junto com entidades e empresas parceiras.

 

Legenda: Livros, séries e filmes podem levar motivação para a jornada profissional
Créditos: Guzel Maksutova/Unsplash

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. 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