Finalistas Jabuti 2020: Editora Positivo concorre com dois dos cinco indicados na categoria juvenil

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A Câmara Brasileira do Livro divulgou a última lista de finalistas da 62ª edição do Prêmio Jabuti. Na primeira e segunda fases de divulgação dos finalistas, a Editora Positivo foi a editora paranaense com maior número de indicações. Para a última fase, em que apenas cinco finalistas concorrem em cada categoria, a Editora Positivo tem duas obras concorrendo na categoria juvenil: A Rede Florida, de Graziela Bozano Hetzel, e Rabiscos, de Luís Dill. Com temáticas que abordam sentimentos delicados que tomam conta das crianças em fases decisivas da vida, como a frustração de descobrir que é filha adotiva e as incertezas que podem povoar os pensamentos de um garoto com medo do que está por vir, os dois livros já receberam o Selo Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ),. 

A cerimônia de premiação do Jabuti será no dia 26 de novembro, com transmissão pelas redes sociais da Câmara Brasileira do Livro. 

A Rede Florida

Recomendado a partir de 10 anos.

60 páginas

R$ 46,90

A obra da carioca Graziela Bozano Hetzel, com ilustrações de Anna Cunha, conta a história de Maria Rosa, uma adorável menininha que vive uma vida tranquila com os pais. Como toda criança, frequenta a escola, gosta de brincar, de ler e de ouvir histórias. Mas a data de seu aniversário chega trazendo, com a festa, algumas surpresas: a menina recebe da mãe e do pai uma dolorosa notícia, que aos poucos se acomoda em seu coração e se transforma em mais um espaço de afeto. Como a irmãzinha de sua colega Natália, Maria Rosa descobre que é filha adotiva de seus pais e que essa condição não quer dizer menos amor.

Rabiscos

Recomendado a partir de 11 anos.

96 páginas

R$ 63,90

O escritor Luís Dill e o ilustrador Fernando Vilela retratam a angústia de um menino, sentado no corredor de um hospital, tentando entender o que o espera. Nesse tempo, observa o que acontece ao seu redor. Sozinho, sentindo frio – ele e a mãe saíram de casa às pressas, após um telefonema –, com uma caderneta azul nas mãos, ele escreve-desenha-conta sua história, a da mãe grávida e a do padrasto, um motoboy que acaba de sofrer um acidente. Silenciosamente, cuida de seus medos e tenta não se sentir tão só naquele lugar vazio e gélido, ao mesmo tempo que pensa em sua vida. Rabiscos é uma narrativa sensível em que texto, imagens e projeto gráfico contam juntos pequenos momentos de solidão e de descobertas de seu narrador.

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. 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