Finanças de final de ano: como usar o 13º de forma consciente

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É chegada a época do ano de muitas festas e confraternizações. Período em que muitos param para refletir e programar o próximo ano, momento de celebrar as conquistas e planejar os próximos desafios. É nesta época que, com a entrada do 13º salário, muitos brasileiros têm o mesmo desejo, o de fazer compras, mas antes é importante focar em uma tarefa nem tão prazerosa: quitar as dívidas! 

De acordo com pesquisa realizada pela empresa de informações de crédito Boa Vista Serviços, mais de 70% da população brasileira estava com a renda comprometida para o pagamento de dívidas no primeiro semestre de 2019, número muito superior aos 56% no mesmo período de 2018. Nesse cenário, o 13º salário é um valioso aliado para quitar dívidas, principalmente no cartão de crédito e no cheque especial, que têm maiores taxas de juros. Nos casos em que o recurso não é suficiente para acertar as contas, é importante priorizar o pagamento das dívidas com a maior taxa, sendo fundamental renegociar as dívidas com parcelas que caibam no orçamento.  

Para aqueles que não estão endividados, a recomendação é utilizar o dinheiro extra para começar uma reserva financeira ou reforçar seus investimentos, caso já possuam. Vale lembrar que o primeiro passo para poupar é viver dentro da sua realidade financeira, ou seja, seguir a premissa básica das finanças pessoais, gastando menos do que ganha e investindo com qualidade a diferença.

Guardar parte ou todo o 13º salário pode ser o pontapé inicial para se ter uma vida financeira saudável. E, para alcançar esse objetivo, existem muitas formas. As pessoas podem, por exemplo, estabelecer um percentual do salário mensal que ficará guardado todo o mês. É importante que essa quantia não comprometa as finanças do mês, para que fique confortável e seja um valor possível de guardar. Esse valor deve ser retirado logo ao receber o salário, antes mesmo de começar a pagar suas despesas, para garantir que o dinheiro seja poupado. 

Existem também alternativas, como programar esse percentual de retirada do salário em débito em conta assim que for depositado, destinando para um investimento apropriado. Para ajudar quem não sabe identificar boas opções de investimentos, existem ferramentas gratuitas como o Investindo Juntos (www.investindojuntos.com.br), que desmistifica o mercado de investimentos e auxilia as pessoas a encontrar a opção mais indicada para o seu perfil. 

Planejamento e organização são as chaves para tudo, inclusive para poupar. Por isso, este é o momento de pensar no 13º salário como um benefício, não só imediato, mas a longo prazo também.

*Everton Lopes é economista e especialista em Educação Financeira da Fundação Sicredi 

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