Franquias avançam e se tornam modelo de negócio vantajoso no cenário econômico nacional

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Especialista ensina como alcançar resultados positivos com o franchising

O momento atual do varejo e os aspectos relevantes do mercado são tratados pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo – SBVC no ranking “As 300 maiores empresas do varejo brasileiro 2016” que, somadas, registraram um faturamento bruto de R$ 531 bilhões. A radiografia completa do setor contém uma série de informações e indicadores e um dos pontos que chama a atenção é avanço do franchising. O estudo considera esse formato de negócio uma das forças motrizes da expansão da rede varejista brasileira. O levantamento aponta que das dez empresas que mais abriram lojas no país entre 2014 e 2015, sete atuam no sistema de franquias.
Alternativa para empreendedores meio à crise econômica, o modelo de negócios tem sido assertivo, como indica pesquisa elaborada pela Associação Brasileira de Franchising (ABF). O levantamento aponta que o setor de franquias alcançou faturamento de R$ 139 bilhões em 2015, e é responsável atualmente por 2,3% do PIB nacional. Soma-se a isso o fato de que já existem mais de 3 mil redes e aproximadamente 138 mil unidades franqueadas no Brasil, o que gera 1,1 milhão de empregos diretos.
Negócio assertivo
Para o professor do MBA de Gestão do Varejo e Administração de Shopping Center da Universidade Positivo, Leandro Krug Batista, o sistema de franquias é um modelo de negócio vantajoso. “Um dos primeiros ganhos que um franqueado obtém é a capacidade de expansão rápida”, observa. Ao expandir por meio de franquias, o empresário poderá contar com o capital e a energia executora de outros empreendedores que se identificarem com o negócio. De acordo com ele, um ponto importante nas redes de franquias é a sua profissionalização. “Na formatação de redes de varejo de franquias, todos os processos inerentes à operação feita pelo franqueado são discutidos e formalizados. Muitos varejos de peso não conseguem expandir por não terem uma operação profissional”, observa o especialista.
É fato que o sistema de franquias se desenvolveu nos últimos anos e está amadurecendo, com expansão para inúmeros ramos do varejo, e atrai empreendedores que buscam realizar o sonho do negócio próprio. Mas é necessária uma análise de viabilidade do negócio para que haja êxito na decisão de abrir um novo empreendimento, recomenda Krug,  que há 5 anos dirige uma empresa especializada em processos de formatação e expansão de rede de franquias. “Quando se decide seguir por esse caminho, é preciso levar em consideração três questões fundamentais: “Qual o tamanho e o potencial do mercado a ser atendido? A minha proposta de valor é competitiva? É o tipo de negócio que eu teria disposição e habilidade para atuar durante um longo prazo?”.
Essa análise é muito importante para se conhecer os riscos do negócio e evitar que o empreendimento não tenha sucesso, principalmente num cenário de desaceleração econômica. O estudo do SBVC, impresso no Paraná pela Posigraf, apesar de mostrar um quadro favorável e lucrativo para o setor varejista, revela que entre 2014 e 2015, mais de 130 mil lojas fecharam suas portas. Portanto, a franquia que projeta expansão de sua rede deve ter uma unidade de negócio atual lucrativa, ter mercado para se pagar e gerar lucro. Este é o primeiro passo, ensina Krug. O professor lembra que a marca deve ser registrada no INPI para que possa ser usada pela rede de franqueados. Estudar como funciona a operação, administração e a venda dos produtos e serviços e ajudar o empreendedor a identificar as oportunidades deste negócio e buscar a escalabilidade, ou seja, a capacidade de replicar o produto/serviço, atendendo um grande público ou mercado consumidor também são regras a ser seguidas.
Com sua expertise, Krug tem condições de assegurar que as franquias são, indiscutivelmente, um dos modelos de negócios mais inteligentes para se investir. Nos últimos 20 anos, o franchising brasileiro passou por um grande amadurecimento. “Além disso, a Lei de Franquias no Brasil é uma das melhores do mundo. Por fim, investir em um negócio com mercado já testado e com todo conhecimento do negócio já manualizado facilita bastante a operação”, acentua.
Caminho do sucesso
A empresária Alison Regina Mazza Lubascher considera sua loja um case de sucesso no sistema de franquias. Ela é franqueada da marca de lingerie Liz, empresa brasileira com 26 anos de mercado, e com fábricas em Jundiaí (SP) e Campo Grande (MS). “Estou muito feliz com o negócio”, garante. De acordo com ela, o momento atual requer paciência, tranquilidade, excelência no atendimento, parcerias e controle de compras. “Realizar a compra correta tem sido um dos grandes desafios num período de crise”, assinala, assegurando que as parcerias também são responsáveis pela viabilização de excelentes oportunidades.
Alison coloca que essas parcerias tem sido fantásticas para a franqueada. “Conseguimos trazer marcas que têm os mesmos cuidados em qualidade e bem-estar para dentro de nossas lojas, proporcionando às clientes um momento de cuidados com toda a informação técnica sobre o produto”, observa. “Viver essa experiência faz toda a diferença”. E frisa: são parcerias e eventos sem custos. “Oferecemos momentos de experiência, de descobertas de diferenciais”.
Para a franqueada, a hora não é oportuna para grandes investimentos. “O momento exige moderação, controle e conciliação entre vendas e compras”, coloca. Segundo ela, uma das estratégias para enfrentar a situação atual é aperfeiçoar a equipe para garantir um atendimento de qualidade. Sem perder o otimismo, Alison espera ser surpreendida com um final de ano mais movimentado, “mas imagino que para 2017 possamos retomar o crescimento”, prevê.
Acreditar na marca e no produto que vende é característica que Alison gosta de frisar quando o assunto é empreender. “Tenho absoluta certeza de que iremos colher ótimos frutos, porque contamos com apoio do franqueador que começou com o auxilio na escolha do ponto, projeto, acompanhamento da contratação com o shopping, incluindo negociações, análise de estoque, processos de contratação, treinamentos em todos os aspectos, inclusive sobre a análise do negócio”. Esses fatores são apontados por ela como diferenciais que a mantém firme e segura da escolha que fez.
Do tijolo para o virtual
O varejo digital também apresenta crescimento no mercado e o setor de franquias já está acompanhando essa tendência. Mas Krug avalia que as lojas de “tijolo e cimento” sempre existirão, o negócio digital é apenas mais um canal. Para alguns produtos, ele pode ser o melhor canal -mas não o único -, como é o caso de sites de vendas de passagens aéreas. Em outros casos, o consumidor vai à loja não apenas pelo produto, mas pela experiência de compra. Na opinião dele, dependendo do produto e do público alvo, atuar nos dois canais de venda pode ser bom, além de aumentar as vendas e reduzir os custos da expansão por meio de lojas virtuais.
Foco na inovação é um fator que gera resultados no sistema de franquias, garante Krug – e a melhor maneira de perpetuar a permanência no mercado.  Ampliar investimentos nessa área é um caminho que várias empresas buscaram e obtiveram sucesso. “A inovação pode ser feita por muitas maneiras, seja pela melhoria no produto, no modelo de lucro ou até mesmo no canal de distribuição. Inovar é o caminho”, ressalta.
Alternativa promissora
As marcas vêm apostando no movimento de interiorização para seguir com o crescimento. Para isso, inclusive, boa parte das empresas também está trabalhando com modelos de negócios menores – franquias compactas ou microfranquias –, cujos investimentos são mais baixos e mais atrativos àqueles que pensam em investir em um negócio neste momento. Krug lembra que já formatou microfranquias e este modelo tem dado muito certo, pois atrai um número maior de potenciais franqueados. “O parcelamento da taxa de franquias, em alguns casos, pode ser interessante, mas pelo menos 60% do valor deve ser recebido à vista, para que o empresário se comprometa também com o negócio”, opina.
Outro ponto importante para o sucesso do negócio no franchising é escolher corretamente o franqueado, uma vez que ele será o parceiro que vai levar  o nome e o know how da marca para determinada região. Por fim, Krug destaca que a expansão da empresa por meio de uma rede de franquias hoje é uma alternativa excelente. “Muitas empresas devem, no mínimo, buscar mais informações com um especialista, pois pode ser que exista uma grande oportunidade no mercado que o empreendedor não sabe que está perdendo”, finaliza.
As maiores redes de franquias
O ranking da SBVC mostra que o grande destaque no setor franchising é do Paraná. O Grupo Boticário, com suas quase 4 mil lojas e um faturamento bruto de R$10,1 bilhões em 2015, também é a oitava empresa entre as maiores companhias brasileiras de varejo. A segunda maior rede de franquias, em volume de vendas, é a Smart Supermercados (13ª varejista do País), capitaneada pelo grupo atacadista Martins, com um faturamento bruto de R$ 7,3 bilhões e 900 pontos de venda. A seguir, surge o McDonald’s (16º no ranking geral), com quase R$7 bilhões em vendas, em 883 lojas.
Franchising em números
Pesquisa da Associação Brasileira de Franchising  – ABF reforça que o franchising é resiliente e maduro no Brasil, continuando a atrair franqueadores e novos empreendedores de todo o país,  frente a um cenário político e econômico complexo. Com muita responsabilidade, o setor continua a desenvolver negócios de forma estruturada, o que atrai muitos empreendedores novos e tradicionais.
Os números relativos a 2015 registraram que o franchising se mantém como uma opção para empreender. Com faturamento de mais de R$ 139 milhões, as redes de franquias registraram crescimento de 4,5% no ano passado, em relação a 2014: hoje são mais de 3 mil redes, totalizando quase 140 mil unidades. Desse total, 6% das lojas estão estruturadas no Paraná.
Em relação ao faturamento, os setores de serviços e alimentação lideram a participação no mercado de franquias, com 21% e 20%, respectivamente. Quando o indicador é o número de unidades, o segmento acessórios pessoais e calçado sai na frente, com mais de 10 mil lojas.
Para 2016, a ABF projeta um crescimento de 6% a 8% no faturamento do setor, de 8% a 10% na abertura de novas unidades e de 4% a 6% na expansão do número de redes (marcas).
 
Sobre a Universidade Positivo –A Universidade Positivo (UP) concentra, na Educação Superior, a experiência educacional de mais de quatro décadas do Grupo Positivo. A instituição teve origem em 1988 com as Faculdades Positivo, que, dez anos depois, foram transformadas no Centro Universitário Positivo (UnicenP). Em 2008, foi autorizada pelo Ministério da Educação a ser transformada em Universidade. Atualmente, oferece 59 cursos de Graduação (31 cursos de Bacharelado e Licenciatura e 26 Cursos Superiores de Tecnologia), três programas de Doutorado, quatro programas de Mestrado, centenas de programas de Especialização e MBA e dezenas de programas de Extensão. Em Curitiba, a UP conta com três campus: Ecoville, que ocupa uma área de 424,8 mil metros quadrados, Praça Osório, no centro da cidade, e Mercês – Catarina Labouré. Lançou, em 2013, seu programa de Educação à Distância, com dezenas de polos em todo o país. É considerada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) a melhor universidade privada do Paraná, pelo quarto ano consecutivo.

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Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. 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