Futuro do Cooperativismo de Crédito é discutido durante Fórum Nacional de Presidentes e Diretores Executivos do Sicredi

Dirigentes da instituição financeira cooperativa estiveram reunidos para debater sobre planejamento estratégico e desafios para os próximos anos

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O Sicredi – instituição financeira cooperativa com mais de 4 milhões de associados e atuação em 22 estados brasileiros e Distrito Federal – realizou o Fórum Nacional de Presidentes e Diretores Executivos entre os dias 21 e 23 de agosto, na Chapada dos Guimarães (MT). Na edição deste ano, o tema principal de debate foram as “Conexões para o futuro”, com o objetivo de trazer reflexões sobre o futuro da instituição e do Cooperativismo de Crédito no Brasil. O evento teve a participação de 250 representantes das cinco centrais e 113 cooperativas de crédito que integram o Sistema.

“A união foi o que nos trouxe nessa caminhada de mais de 100 anos. E a união fez com que construíssemos bases importantes e mantivéssemos o respeito pela nossa missão, visão, valores, pelas nossas normas, princípios e áreas de atuação. Que a nossa união possa nos conduzir para o próximo ciclo que estamos começando”, afirmou o presidente da SicrediPar, da Central Sicredi PR/SP/RJ e conselheiro do Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (Woccu, na sigla em inglês), Manfred Alfonso Dasenbrock, durante a abertura do Fórum, no dia 21 de agosto, que também contou com as boas-vindas do anfitrião do evento, o vice-presidente do Conselho da SicrediPar, presidente da Central Sicredi Centro Norte e presidente do Fundo Garantidor das Cooperativas de Crédito, João Carlos Spenthof. Ainda na abertura, e em sintonia com a apresentação inicial realizada por Dasenbrock, o diretor de Regulação do Banco Central do Brasil (BACEN), Otávio Ribeiro Damaso, fez uma apresentação sobre as aspirações do BACEN para o futuro do Cooperativismo de Crédito no País.

Seguindo a tônica de reflexão sobre o futuro do Sicredi e do Cooperativismo de Crédito brasileiro, no segundo dia do evento, 22 de agosto, o presidente executivo do Banco Cooperativo Sicredi, João Tavares fez um resgate da natureza do Sicredi e como ela é importante para os desafios da instituição. “A grande sacada do Sicredi é saber atender a cada um dos públicos do jeito que eles são, se adaptar aos diferentes cenários e fazer bem o nosso trabalho em todos eles. Nossa natureza cooperativa vai nos levar juntos para o futuro de sucesso que queremos construir”, ressaltou.

O Fórum também teve espaço para o debate de conceitos de diversidade e inclusão nos âmbitos da instituição, dos associados e da educação financeira, com uma apresentação do sócio fundador da consultoria Mais Diversidade, Ricardo Sales. Também no segundo dia do Fórum, cinco cooperativas das diferentes centrais regionais do Sicredi participaram de um painel apresentando iniciativas dos programas sociais que impactam no desenvolvimento das regiões onde são desenvolvidos.

Ao final do evento, os fundadores da No One Business Transformation Through Design, Marcelo Quinan e Mariana Gutheil, fizeram uma reflexão sobre como devemos nos preparar para o futuro e realizaram uma apresentação sobre o novo papel da liderança em um mundo mais dinâmico e inclusivo.

Conexão 
Com o objetivo de criar um espaço de troca entre os participantes do Fórum e os palestrantes, ao longo de todo o evento, foi realizado o “Momento Conexão”, período em que os participantes foram convidados para dividir o palco com os apresentadores para ampliar ainda mais as reflexões sobre os temas debatidos durante a programação, entre eles, “Nossas Forças e Diferenciais + Desafios para o Próximo Ciclo”, “Modelo Fisital, Digital e Inovação”, “Diversidade + Programas Sociais que nos Inspiram” e “Preparando as Pessoas para o Futuro”.

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. 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