Grupo Boticário participa de debate sobre desenvolvimento sustentável no Congresso GIFE

Compartilhando iniciativas da Fundação, Instituto e Grupo Boticário, o objetivo é contribuir para o desenvolvimento do país

 

Entre os dias 4 e 6 de abril será realizada em São Paulo a 10ª edição do Congresso GIFE, promovido pelo Grupo de Institutos Fundações e Empresas (GIFE). Com o tema Brasil, democracia e desenvolvimento sustentável, o evento, que conta com o patrocínio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, busca aprofundar o debate sobre como o investimento social privado (ISP) pode ser um motor para enfrentar os desafios de desenvolvimento sustentável do Brasil e orientar a destinação de recursos em diversas áreas como a sustentabilidade, por exemplo.
O Congresso GIFE é um evento bianual, referência quando o assunto é investimento social privado no país. Neste ano, o encontro deve reunir cerca de mil participantes que vão discutir caminhos para construir novas agendas e convergências para o país em um ano marcado por eleições. Entre os presentes estão representantes do Grupo Boticário, instituição que, por meio do ISP, destina 1% da receita líquida da indústria a iniciativas de conservação da natureza e de desenvolvimento social, mantendo a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza desde 1990 e o Instituto Grupo Boticário desde 2004.
No primeiro dia (4 de abril), a diretora-executiva da Fundação e gerente de sustentabilidade do Grupo Boticário, Malu Nunes, participa de uma conversa sobre Direito das Mulheres. No mesmo dia, a coordenadora de Educação e Cultura do Instituto Grupo Boticário, Thaís Regina Machado, será uma das facilitadoras da mesa “Alinhamento ao Negócio”, um encontro que faz parte da trilha “Horizontes do Investimento Social Empresarial” e que irá trazer conversas e trocas sobre algumas das principais questões da atuação social de empresas, institutos e fundações empresariais. Participa desta mesa o coordenador de sustentabilidade, Omar Rodrigues, apresentando a estratégia de chegada do Grupo Boticário à Bahia, em 2014 e o relacionamento com a comunidade local.
Na quinta-feira (5 de abril), a programação principal do Congresso contará novamente com a participação de Malu Nunes como facilitadora da agenda “Brasil e investimento social: caminhos para a sustentabilidade e o bem-estar”, debate que destacará a importância da proteção do meio ambiente. Os palestrantes serão Virgílio Viana, da Fundação Amazonas Sustentável; Rachel Biderman, da World Resources Institute (WRI); e Lívia Pagotto, do Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces). Nesta agenda, Malu destacará os quatro objetivos ambientais dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas – que se referem à água, mudança do clima, oceanos e ecossistemas terrestres – e a intrínseca relação deles com os demais objetivos voltados ao desenvolvimento social e econômico. “Vamos demonstrar que todos os objetivos de desenvolvimento sustentável estão direta ou indiretamente ligados com a conservação da biodiversidade; e que os ODS relacionados com a biosfera são a base que sustentam o atingimento dos objetivos sociais e econômicos”, comenta Malu.
Para o último dia (6 de abril), estão programados encontros com mais dois representantes da Fundação Grupo Boticário: Guilherme Karam, coordenador de Negócios e Biodiversidade, e Renato Atanazio, coordenador de Soluções Baseadas na Natureza. Karam participará da discussão sobre Negócios de Impacto e Finanças Sociais, para falar sobre a experiência da Fundação no campo dos negócios de impacto que, além de gerar receita, possuem o propósito de gerar benefícios sociais e/ou ambientais. Um exemplo que será citado por Guilherme é o do Araucária+, iniciativa desenvolvida em Santa Catarina com o objetivo de gerar inovação em negócios que contribuem para a conservação da floresta com araucárias.
Já Atanazio discutirá o tema Água e falará sobre a relevância dos serviços ambientais para os negócios, a partir da experiência do Oásis. Atualmente estruturado em uma rede de impacto, o Oásis é uma iniciativa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) que promove a valorização dos ambientes naturais por meio de mecanismos de incentivo econômico a proprietários que se comprometam com a conservação das áreas naturais e a adoção de práticas conservacionistas de uso do solo.
A programação completa do evento, com diversas outras discussões, pode ser conferida no site https://congressogife.org.br/2018/.
 
Sobre a Fundação Grupo Boticário
A Fundação Grupo Boticário é fruto da inspiração de Miguel Krigsner, fundador de O Boticário e atual presidente do Conselho de Administração do Grupo Boticário. A instituição foi criada em 1990, dois anos antes da Rio-92 ou Cúpula da Terra, evento que foi um marco para a conservação ambiental mundial. A Fundação Grupo Boticário apoia ações de conservação da natureza em todo o Brasil, totalizando mais de 1.500 iniciativas apoiadas financeiramente. Protege 11 mil hectares de Mata Atlântica e Cerrado, por meio da criação e manutenção de duas reservas naturais. Atua para que a conservação da biodiversidade seja priorizada nos negócios e nas políticas públicas, além de contribuir para que a natureza sirva de inspiração ou seja parte da solução para diversos problemas da sociedade. Também promove ações de mobilização, sensibilização e comunicação inovadoras, que aproximam a natureza do cotidiano das pessoas.

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. 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