Indústria alimentícia opera com 90% de energia solar limpa na fabricação de produtos

O impacto ao meio ambiente é uma preocupação permanente das grandes fábricas, visto que o alto consumo de energia afeta diretamente os custos de produção. Em outras palavras, buscar soluções para ocasionar cada vez mais sustentabilidade se tornou uma necessidade não só ambiental, como também econômica. Uma alternativa para reduzir os gastos e diminuir o impacto ambiental tem sido a energia solar que, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), evitou a emissão de 27,8 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade. A fonte solar é a terceira maior geradora de energia no país, atrás apenas da hidrelétrica e eólica. De janeiro a setembro de 2022, houve aumento de 46,1%, com crescimento médio de 1 GW por mês nos últimos 120 dias.

Em janeiro de 2022, todas as instalações e centros de distribuição da Caldo Bom, empresa paranaense do mercado de alimentação, passaram a utilizar fontes renováveis para o abastecimento de energia. Por meio de uma parceria com uma usina localizada em Campo Largo (PR), a indústria alimentícia utiliza cerca de 90% de energia solar nos processos de fabricação. Como a Caldo Bom não possui um sistema de energia solar próprio, ela adquire a energia produzida por terceiros, o que garante que seu parque fabril seja abastecido em quantidade equivalente ao consumo da indústria. “Nos últimos anos, temos como pilar estratégico da marca a sustentabilidade e estamos realizando ações em prol desse compromisso”, conta o CEO do Grupo Caldo Bom, Alexandre Stival.

Práticas sustentáveis

Segundo pesquisa realizada pela agência norte-americana Union + Webster, 87% da população brasileira prefere adquirir produtos e serviços de empresas sustentáveis. Além dos benefícios para o planeta, a prática sustentável minimiza os custos, melhora a retenção de funcionários e aumenta a produtividade. Outro estudo, feito pela Opinion Box, aponta que 67% dos consumidores têm o hábito de pesquisar as práticas de ESG das empresas antes de realizar compras. Entre os respondentes, questões de sustentabilidade e ambientais são algumas das principais buscas feitas antes de fechar negócio.

Novamente, a Caldo Bom, é um exemplo de empresa que zela e adota práticas sustentáveis. Desde 2018, é parceira do Instituto de Logística Reversa (ILOG) e possui o Selo “Nós Reciclamos”, conferido às empresas que se responsabilizam pela logística reversa de suas embalagens – uma garantia para quem cumpre todos os requisitos referentes à destinação de materiais recicláveis.

O novo empreendimento da marca não fica de fora das iniciativas sustentáveis. Recentemente lançada em Curitiba, a rede de franquias de fast food Bean Go! oferece pratos à base de feijão, sem conservantes e aditivos químicos, servidos em embalagens exclusivas, que contam com ingredientes de alto teor nutritivo. Os copos utilizados são de papel, com um material específico para contato com alimentos e, por possuir dupla camada, mantém a temperatura do produto por mais tempo e não transfere o calor. Além disso, os recipientes de cocção são feitos com materiais inteiramente recicláveis. As embalagens atendem às mais rigorosas regras de logística reversa e de controle de uso. De acordo com Alexandre, este conceito está embutido nos preceitos da empresa. “Compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos e da logística reversa, é uma solução que envolve procedimentos de pós-venda ou pós-consumo, garantindo o reaproveitamento ou o descarte das embalagens.”

O percentual de resíduos encaminhados para reciclagem pela empresa é de aproximadamente 70%, a separação é feita internamente. A companhia possui um plano de separação de resíduos, em que cada tipo de material é colocado separadamente. A conscientização dos colaboradores é feita diariamente, reforçando a importância dessa atividade, bem como em frequentes eventos de BPF (Boas Práticas de Fabricação). Após a separação, semanalmente uma empresa terceirizada faz o recolhimento dos resíduos e os leva para locais específicos, conforme as exigências sanitárias de cada um.

A Caldo Bom também promove ações internas de reaproveitamento, reprocessamento e produção consciente, com gestão de todos os resíduos gerados pela empresa, treinamentos e workshops.

Desperdício zero

Uma pesquisa da Ticket, em parceria com a Comida Invisível, indica que 61,5% dos restaurantes, bares e lanchonetes geram sobras e restos de comida diariamente. A Bean Go! é um modelo de empresa que zela pelo desperdício zero de alimentos, garantindo que não nada seja jogado fora, pois os ingredientes nos pratos são porcionados, evitando ir para o lixo. “Em um país onde a insegurança alimentar cresce cada vez mais, é necessário destacar a importância de não jogar comida fora. Como a porção foi bem estudada, a possibilidade é próxima do zero que, por ventura, sobre algum resquício no copo”, conta o CEO.

Alexandre explica que o arroz, o macarrão e o torresmo, por exemplo, são feitos aos poucos, conforme a demanda, para manter a qualidade e a segurança dos produtos. “Se levarmos em conta a média de desperdício em restaurantes tradicionais e fast foods estamos economizando entre 10% e 12%. A  Bean Go! sai na frente de uma forma inteligente, sustentável e socialmente correta”, ressalta.

A franquia possibilita que os clientes acompanhem todo o processo de preparo dos pratos, uma vez que a unidade é aberta e envidraçada. A unidade física está localizada na Praça Gen. Osório, 145, no centro de Curitiba, e também atende via iFood e Rappi.

 

SERVIÇO: 

Bean Go! unidade Curitiba

Endereço: Praça Gen. Osório, 145 – Centro

Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 9h às 21h; sábado, das 11h às 17h

Instagram: @beangobrasil

Site: www.beangobrasil.com.br

 

Sobre a Bean Go!:

A  Bean Go!, uma rede de franquias de foods to go que disponibiliza refeições prontas à base de feijão, sem conservantes e aditivos químicos, com o característico sabor e know-how da indústria paranaense Caldo Bom Alimentos. O restaurante oferece 14 combinações de pratos à base de feijão, servidos em copos com ingredientes de alto teor nutritivo. Os pratos são produzidos e cozidos a vapor, mantendo a qualidade, a saudabilidade e a segurança alimentar. Para mais informações, acesse www.beangobrasil.com.br

Share:

Latest posts

Ganhador-poupanca-cianorte - -Jhon-Marlon-Feltrin-Prodentes - -eletricista-industrial (1)
Sicredi já distribuiu mais de R$ 3 milhões em prêmios para estimular o hábito de poupar
LORD-KRONY
Hard Rock Cafe Curitiba recebe espetáculo em homenagem a Freddie Mercury e o Queen
Bem-estar (1)
Bem-estar emocional como foco no ambiente de trabalho: mudanças na NR-1 colocam a saúde mental como pilar essencial nas estratégias corporativas

Sign up for our newsletter

Acompanhe nossas redes

related articles

Ganhador-poupanca-cianorte - -Jhon-Marlon-Feltrin-Prodentes - -eletricista-industrial (1)
Sicredi já distribuiu mais de R$ 3 milhões em prêmios para estimular o hábito de poupar
Mais de 400 associados já foram contemplados em 2026 na campanha Poupança Premiada, que segue até dezembro...
Saiba mais >
LORD-KRONY
Hard Rock Cafe Curitiba recebe espetáculo em homenagem a Freddie Mercury e o Queen
Freddie-Verso, apresentado por Lord Krony, reúne clássicos da banda em noite dedicada ao legado do cantor O...
Saiba mais >
Bem-estar (1)
Bem-estar emocional como foco no ambiente de trabalho: mudanças na NR-1 colocam a saúde mental como pilar essencial nas estratégias corporativas
Modelo cooperativista se destaca pelo pioneirismo em ações voltadas ao bem-estar emocional dos colaboradores O...
Saiba mais >
*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
ARTIGO: Mentalidade AI First: cinco skills fundamentais para os gestores de RH desenvolverem ainda este ano
*por Juliana Maria – head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em...
Saiba mais >