Indústria alimentícia paranaense inaugura fábrica no Pará com investimento de R$ 30 milhões

O município de Benevides (PA) ganhou nesta quarta-feira (17) a mais nova planta industrial do Grupo Zeppone, que detém as marcas Polpanorte, Origem Açaí e Frutuá, especializadas em processamento de polpa e produção de cremes e sorvetes de açaí e de outros frutos e frutas. O projeto, localizado na Região Metropolitana de Belém, vem sendo estudado e implementado desde 2019. Com um investimento inicial na ordem de R$ 30 milhões, a nova planta industrial ocupa uma área de mais de 20 hectares e tem potencial para produzir mais de 6 mil toneladas de produtos de açaí a cada safra. Ainda, o Grupo Zeppone emprega mais de 120 colaboradores, entre diretos e indiretos, com intenção de aumentar esse quadro nos próximos meses.

Atualmente, o Pará é líder na produção de açaí e responde por quase toda a produção nacional. Segundo dados do Instituto Brasileira de Geografia e Estatística, a produção agrícola do estado correspondeu a R$ 10,8 bilhões em 2019, o que corresponde a 90% do que é produzido nacionalmente. Outro levantamento aponta que, das três milhões de toneladas do fruto produzidas no Brasil, o Pará é responsável por aproximadamente 2,8 milhões.

“O Grupo Zeppone começou como um empreendimento familiar em 1995, no Paraná, e projeta produzir e distribuir 33 mil toneladas de produtos pelo país em ao mês em 2022. Com a demanda crescente, investir em uma unidade no Pará era o próximo passo para expandir a produção e investir no estado que nos proporciona esse fruto tão especial desde 2015”, explica João Zeppone, CEO do Grupo.

As novas instalações contam com equipamentos de última geração e alto nível de automação industrial. São centenas de processos e controles automatizados que vão desde o recebimento do fruto até o despolpamento. Desta forma, a primeira planta do grupo localizada fora do estado do Paraná – a primeira opera em Japurá (PR) – possui avançada e inovadora tecnologia nos processos de produção, além de rigorosos testes laboratoriais, garantindo a procedência, qualidade e segurança alimentar ao fim de cada processo.

Cabe destacar que o Grupo Zeppone reforça seu compromisso de contribuir para a economia e comunidade locais e salienta o objetivo de crescer de maneira sustentável na região. Para isso, o grupo está engajado em diversas iniciativas ambientais, como o extrativismo sustentável, reduzindo o impacto ambiental e favorecendo famílias e comunidades ribeirinhas que atuam no setor – bem como o desenvolvimento de projetos e adoção de ações sustentáveis, como a redução do consumo de água e energia nos processos internos da indústria.

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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