Iniciativa Oásis é discutida em São Bento do Sul

VI Encontro Oásis reúne, em dois dias de evento, parceiros para discutir formas de potencializar os esforços e avançar com a agenda de Pagamentos por Serviços Ambientais no Brasil

Nos próximos dias 23 e 24 de maio, será realizado o VI Encontro Oásis, em São Bento do Sul (SC). O evento reúne 37 representantes de 21 instituições de diversas regiões do Brasil, que são parceiros do Oásis. Essa iniciativa, promovida pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, estimula a proteção de áreas de vegetação nativa em propriedades particulares.

O VI Encontro Oásis terá um foco especial em mecanismos de colaboração, governança compartilhada e trabalho em rede. No dia 23, primeiro dia de encontro, o foco será a capacitação e troca de informações entre os parceiros do Oásis, incluindo organizações não governamentais, empresa de saneamento e representantes do poder público.

Na quarta-feira (24) pela manhã, a prefeitura de São Bento do Sul e Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (SAMAE) promovem visita de campo a duas das 17 propriedades que participam do projeto “Produtor de Água do Rio Vermelho”, realizado no município, com apoio da Fundação Grupo Boticário. “Essa é a primeira vez que a Fundação Grupo Boticário realiza o Encontro Oásis em uma das cidades-sede de projetos implementados. Assim, aproveitaremos que estaremos em São Bento do Sul para mostrar de perto aos parceiros como funciona esse projeto e quais os ganhos reais que os proprietários e a sociedade têm com ele”, observa Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário.

Natureza Conservada em São Bento do Sul

O Produtor de Água do Rio Vermelho tem como foco propriedades localizadas na bacia hidrográfica do Rio Vermelho. Ao conservarem suas áreas naturais e protegerem mananciais e nascentes, esses proprietários contribuem para a preservação do manancial que abastece a região.

Além do fornecimento de água, garantem o fornecimento de outros serviços ambientais, como a formação dos solos férteis que sustentam a agricultura e a preservação de belezas cênicas – como as cachoeiras – que atraem turistas. Como forma de reconhecimento a esses esforços, os proprietários são premiados anualmente, com valores que variam em função do tamanho e da qualidade da área natural conservada.

Presença nacional do Oásis

Criado em 2006 pela Fundação Grupo Boticário, o Oásis é uma iniciativa de pagamento por serviços ambientais (PSA) que promove a valorização dos ambientes naturais natureza, por meio da premiação financeira a proprietários que se comprometam com a conservação das áreas naturais e a adoção de práticas conservacionistas de uso do solo, garantindo assim a manutenção e melhoria dos serviços ambientais providos por suas propriedades.

Após 10 anos de atuação, o Oásis se expandiu em escala nacional, obtendo como resultados:

  • 7 projetos já implementados, sendo 5 vigentes: em Brumadinho-MG, Corredores Ecológicos Chapecó e Timbó-SC, São Bento do Sul-SC, São José dos Campos-SC e APA do Pratigi-BA;

  • 21 parcerias já formalizadas (11 vigentes);

  • 39 processos para construção de políticas públicas de PSA (9 estão em andamento);

  • 27 normas legais de PSA elaboradas e sancionadas;

  • Cerca de 6 milhões de reais destinados para ações de PSA;

  • Cerca de 10 mil hectares em áreas sob contrato de PSA, sendo metade de área natural.

  • 508 propriedades já contratadas;

  • Cerca de 8 milhões de pessoas beneficiadas indiretamente.

Sobre a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza é uma organização sem fins lucrativos cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza. Criada em 1990 por iniciativa do fundador de O Boticário, Miguel Krigsner, a atuação da Fundação Grupo Boticário é nacional e suas ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras instituições e disseminação de conhecimento. Desde a sua criação, a Fundação Grupo Boticário já apoiou 1.510 projetos de 496 instituições em todo o Brasil. A instituição mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado, os dois biomas mais ameaçados do país. Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ambientais em regiões de manancial, o Oásis. Mais informações: http://www.fundacaogrupoboticario.org.br/

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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