Iniciativa privada une esforços para tirar Paraná de situação crítica no combate à Covid-19

Empresários se mobilizam e doam 1,7 milhão para ajudar hospitais no Paraná

A campanha “O Amor Contagia” é mais uma ação para o enfrentamento à pandemia no Paraná. O projeto, que surgiu da união de esforços de importantes instituições do estado, recebeu, na última semana, a doação de R$ 350 mil do Instituto Positivo. Os recursos vão beneficiar cinco hospitais em Curitiba, Ponta Grossa, Cascavel, Londrina e Foz do Iguaçu. 

Além do Instituto Positivo, outras seis empresas colaboraram com doações: Ademilar, Boticário, Ebanx, Electrolux, Renault e W/Investments. Juntamente com os recursos da campanha destinados à Saúde, as doações somam 1,7 milhão. A expectativa das instituições é que mais organizações integrem o grupo. Com o cenário crítico no Paraná, os recursos vão ajudar na compra de 21 respiradores para hospitais, além de outros equipamentos necessários. A campanha O Amor Contagia pretende arrecadar doações para auxiliar 50 hospitais filantrópicos no estado.

De acordo com o presidente da Positivo Educacional e do Instituto Positivo, Lucas Guimarães, a doação é uma forma de agradecimento do grupo aos profissionais da saúde que estão trabalhando nesse momento tão difícil. “Nós ouvimos que as equipes de saúde estão esgotadas. As doações servem para flexibilizar e retribuir o trabalho da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) e dos profissionais que estão na luta diária contra a pandemia”, explica. Guimarães ressalta a importância das doações, já que o processo licitatório para aquisição de equipamentos pode demorar. “Pode levar mais de 90 dias para que a Sesa possa encaminhar esses equipamentos aos hospitais. As doações, claro, não são suficientes, mas é importante entender que estamos ajudando a melhorar a situação para que a secretaria de Saúde consiga um respiro durante esse processo”, completa. 

Segundo Guimarães, as doações viabilizadas pelo Instituto Positivo – braço social do Grupo Positivo – vão beneficiar hospitais de cinco cidades diferentes. Em Curitiba, o Hospital do Trabalhador (HT); em Ponta Grossa, o Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais; em Foz do Iguaçu, o Hospital Municipal Padre Germano Lauck e a Fundação Municipal de Saúde; em Cascavel, o Hospital Municipal Allan Brame Pinho e, em Londrina, o Hospital Universitário. 

A doação acontece após recente mobilização desse grupo de empresários paranaenses que conseguiram, em menos de 24h, fazer a doação de dez respiradores no valor de R$ 1,25 milhão para o Hospital de Clínicas de Curitiba, no início do mês. Para isso, 60% da renda foi obtida junto aos sócios do Grupo Positivo, que ainda doaram mais R$ 250 mil para compra de três sistemas de alto fluxo e um sistema especial de ar condicionado para as UTIs do HC.

O Amor Contagia 

A maior campanha de arrecadação vigente no Estado do Paraná nasceu da união das promotorias de Justiça do Ministério Público do Paraná e Ministério Público do Trabalho que firmaram uma parceria com a UFPR (Universidade Federal do Paraná) e a Funpar (Fundação de Apoio da Universidade Federal do Paraná) e já conta com o apoio de mais de 40 empresas e empresários paranaenses. Para saber mais detalhes sobre a campanha acesse www.funpar.ufpr.br/oamorcontagia/.

Como doar

Empresas, pessoas físicas e organizações podem fazer suas contribuições via depósito bancário. As doações são feitas de forma direta e não podem ser abatidas do cálculo do Imposto de Renda. Aqueles que quiserem contribuir, podem fazer depósito ou transferência para a seguinte conta:

FUNPAR – CNPJ 78.350.188.0001-95

Banco ITAÚ – 341

Agência: 4012

Conta Corrente: 43150-0

Os recursos dos fundos são administrados por um comitê gestor que fiscaliza a destinação das doações. A prestação de contas para a sociedade é feita em tempo real e com fácil acesso pelo site da Funpar. Para saber mais detalhes sobre a campanha acesse http://www.funpar.ufpr.br/oamorcontagia/ .

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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