Jovens cooperativistas debatem liderança, colaboração e criatividade

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Sicredi realiza 1º Summit dos Comitês Jovens para incentivar lideranças e engajar associados e colaboradores mais novos na causa cooperativista

Nos dias 22 e 23 de maio, Curitiba recebeu o 1º Summit dos Comitês Jovens, evento promovido pelo Sicredi para reunir, engajar e incentivar as lideranças jovens nas cooperativas que atuam nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. O evento reuniu mais de 200 participantes, entre presidentes das cooperativas, gerentes, assessores e jovens colaboradores e associados da instituição financeira cooperativa, no pequeno auditório do Teatro Positivo.
O evento contou com a participação de nomes que carregam muita experiência quando o assunto é empreendedorismo e liderança. No painel “15×15”, jovens que se destacaram pelo espírito de liderança apresentaram em 15 minutos um pouco sobre o trabalho que desenvolvem em suas comunidades, no mercado de trabalho e no mundo. O primeiro dia de evento teve também a realização do Hackathon Jovens Realizadores e foi finalizado com uma palestra de Eduardo Lyra, autor do livro Jovens Falcões, que narra a trajetória de 14 jovens empreendedores que mudam o mundo com seus projetos e iniciativas.
Com uma programação voltada à troca de experiências e compartilhamento de ideias, o encontro trouxe ainda Gisele Gomes, membro do Steering Committee do Wycup (World Council Young Credit Union Professionals), para falar sobre este programa do Woccu – World Council of Credit Unions (Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito) -,  que concede bolsas de estudos para jovens de até 35 anos que desenvolvem projetos em suas cooperativas de crédito capazes de gerar impacto social e contribuir significativamente para o desenvolvimento da comunidade local. “Esse programa é capaz de transformar mentes, e não há nada mais poderoso do que uma mente transformada e transformadora”, afirmou Gisele. No Brasil, o Sicredi é o único sistema cooperativo associado ao Woccu, e, portanto, apto a inscrever cases no programa.
Carlos Gustavo Alves Ferreira e Cássia Salvalaggio, ambos colaboradores do Sicredi, apresentaram seus cases ganhadores do Wycup. Carlos foi premiado com a bolsa na conferência de 2014 na Austrália, por um grupo exclusivo de consórcio criado pela Sicredi Norte Sul PR/SP para ajudar produtores locais na organização do transporte de mercadorias, sem infringirem leis ou questões de segurança. Já Cássia, recebeu a bolsa em 2017, na Áustria, a partir do Chá das Bruxas, um evento desenvolvido pela Sicredi Nossa Terra PR/SP desde 2012 para estimular a participação das mulheres no mundo corporativo e em cargos de liderança. Atualmente, 50% da base de liderança da Cooperativa é feminina.
No segundo dia de evento, além das apresentações dos trabalhos desenvolvidos durante o Hackathon, Gustavo Caetano, CEO e fundador da Samba Tech e autor do livro “Pense simples: Você só precisa dar o primeiro passo para ter um negócio ágil e inovador”, ministrou uma palestra e contou sobre sua carreira e a sua relação com empreendedorismo e liderança.
Para Manfred Dasenbrock, presidente nacional do Sistema Sicredi e da Central Sicredi PR/SP/RJ, esses eventos mostram como a instituição valoriza o público jovem e reconhece a sua capacidade de fazer a diferença. “Hoje, no Sicredi, temos um aproveitamento de 70 a 80% do público interno que permanecem no sistema cooperativo. Um número incrível, mas nós queremos cada vez mais jovens construindo essa história conosco”, ressaltou Manfred.
 
Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,7 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 21 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.500 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br.
*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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