Jovens de cooperativas de crédito de diversas partes do mundo estão reunidos em Curitiba

Representantes de dez países participam do 2º Summit dos Comitês Jovem, na sede da Central Sicredi PR/SP/RJ

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As instituições financeiras cooperativas estão se fortalecendo cada vez mais ao redor do mundo e o Brasil é um dos países mais representativos nesse movimento, que tem como valores principais a inclusão social e a gestão democrática. Maior sistema de cooperativas de crédito do País, o Sicredi realiza nesta semana (21 e 22 de maio), em Curitiba, o 2º Summit dos Comitês Jovem, reunindo lideranças do Brasil e de outros nove países.
Participam do evento representantes de Angola, Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Estados Unidos, Síria e Vaticano, além de jovens que integram cooperativas de crédito brasileiras. Antes mesmo do encontro ter início os estrangeiros puderam conhecer as belezas de Curitiba, como o Jardim Botânico, a Opera de Arame e o Museu Oscar Niemeyer, além do icônico restaurante Madalosso.
No fim do dia visitaram uma agência do Sicredi, que é a primeira instituição financeira cooperativa do Brasil. À noite, alguns integrantes da comitiva jantaram no restaurante da chef Manu Buffara, que vai abrir o Ella em Nova Iorque em breve.
 
O evento
O 2º Summit dos Comitês Jovem é uma realização da Central Sicredi PR/SP/RJ e conta com a participação de diversos profissionais internacionais para discutir temas relacionados ao cooperativismo, à coletividade e à diversidade, com a proposta de integrar centenas de jovens que compõem os comitês organizados pelas cooperativas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, visando formar novas lideranças.
A edição conta com a participação do presidente do WOCCU – World Council of Credit Unions (Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito), Steve Stapp, que fala sobre os projetos de inclusão e diversidade das cooperativas em nível global, do diretor operacional do WOCCU, Paul Treinen, e de Gisele Gomes, que atua na formação de jovens e de mulheres líderes junto ao WOCCU.
Outra atração do evento é Niki Sharma, advogada e diretora da Vancity Credit Union, cooperativa de crédito baseada na cidade de Vancouver, no Canadá, que aborda a necessidade de ampliar a visão de diversidade nas cooperativas. Por fim, o Summitt ainda conta com a participação do argentino Enrique Palmeyro, psicopedagogo e professor de teologia, que é diretor global da “Scholas Occurrentes dei Vaticano”, projeto de autoria do Papa Francisco que realça a importância de uma visão integrada de esporte e arte na educação.
Para o segundo dia (22) estão programadas discussões temáticas dentro do painel “15×15”, que contará com a participação de jovens destaques em assuntos relacionados à liderança e diversidade. Para fechar, Lucas Foster, fundador do ProjectHub, partilhará sua experiência com empreendedorismo e liderança criativa.
 
Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).
*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
 

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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