Linguagem de programação é o novo idioma nas escolas

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Crianças são capazes de produzir aplicativos e softwares, dizem especialistas

A linguagem de programação está presente em praticamente tudo. Além de já ser relevante para quase todas as profissões, ela funciona como um idioma universal, que não muda entre as diferentes nacionalidades e pode ser aprendida por qualquer pessoa. Grandes países como Estados Unidos, Austrália e Suécia já valorizam o ensino dessa linguagem, tornando o conteúdo obrigatório nas escolas.

Apesar de o Ministério da Educação brasileiro não exigir o ensino de programação nas escolas, algumas instituições já reconhecem a necessidade desse conhecimento. Em Curitiba, o Colégio Positivo oferece aulas de linguagem de programação para os alunos de Ensino Médio e Fundamental desde o início de 2016. As turmas têm aulas semanais ou quinzenais e desenvolvem desde aplicativos mobile para o sistema Android, até dispositivos utilizando a plataforma Arduino, que podem ser utilizados em robôs, projetos de automação, projetos de iluminação, entre outras coisas.

O professor de Lógica de Programação do Colégio Positivo, Fernando Dimas Souza, conta que a linguagem aumenta a capacidade cognitiva desses alunos, desenvolvendo, inclusive, a capacidade de solucionar problemas logicamente. “Programar nada mais é que conversar com a máquina e ensiná-la a fazer o que você quer. Quando o aluno desenvolve essa capacidade, ele adquire mais autonomia, raciocínio lógico e confiança”, explica. A intenção, segundo o professor, é que, no futuro, os alunos possam criar os próprios programas e resolver problemas do cotidiano por meio desse conhecimento tecnológico.

“No início, boa parte dos alunos não entendem o motivo da disciplina, mas, no decorrer do ano, eles criam interesse e começam a fazer seus próprios projetos e nos procuram para auxiliá-los”, garante Dimas. Apesar das aulas não contabilizarem notas na grade curricular, as turmas têm boa participação dos alunos e alguns começam a considerar a área de tecnologia da informação como uma possibilidade para o vestibular. “Hoje, a área tecnológica é uma das que crescem mais no mercado, com salários atraentes e inúmeras vagas disponíveis para mão de obra capacitada”, explana o professor, sobre as oportunidades para quem quer seguir carreira.

Sobre o Colégio Positivo

O Colégio Positivo compreende quatro unidades na cidade de Curitiba, nas quais nasceu e se desenvolveu o modelo de ensino levado a todo o país e ao exterior. O Colégio Positivo Júnior, o Colégio Positivo – Jardim Ambiental e o Colégio Positivo – Ângelo Sampaio atendem alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio, sempre combinando tecnologia aplicada à educação, material didático atualizado e professores qualificados, com o compromisso de formar cidadãos conscientes e solidários. Os alunos têm à sua disposição atividades complementares esportivas e culturais, assim como aulas de Língua Inglesa diferenciadas. Em 2013, foi lançado o Colégio Positivo Internacional, que atende alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental, com uma proposta de aprendizado internacional.

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Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. 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