Litoral Paranaense recebe grandes líderes para discutir Educação

Especialistas em Educação estiveram em Morretes (PR) para conhecer a realidade educacional dos municípios que fazem parte do Arranjo de Desenvolvimento da Educação (ADE) Litoral Paranaense. Membros do Conselho de Governança do Instituto Positivo se encontraram com secretários municipais de Educação e equipes técnicas com o objetivo de praticar a escuta ativa. O encontro permitiu aos educadores falarem das iniciativas e expectativas junto às ações do ADE, possibilitando, assim, a troca de conhecimento e o direcionamento das iniciativas a serem implantadas. Participaram do encontro equipes dos municípios de Guaraqueçaba, Morretes e Paranaguá.

De acordo com o conselheiro do Instituto Positivo, Mozart Neves Ramos, o encontro foi marcado pela troca de informações e pela compreensão do trabalho colaborativo para melhorar os níveis de aprendizagem escolar na região. “Foi interessante ver o brilho nos olhos dos secretários e suas equipes ao falarem de educação, pois isso estimula quem vai trabalhar de maneira colaborativa onde estão inseridos os ADEs, no modelo em que trabalhamos, juntos, em prol da solução de um problema comum. Aqui, como talvez no resto do Brasil, o desafio maior é a aprendizagem escolar tanto em Língua Portuguesa quanto em Matemática, que são disciplinas que dependem muito fortemente da escola. Um dos papéis do Conselho é ajudar na orientação e trazer eventuais ideias para melhorar o trabalho já iniciado pelo ADE Litoral Paranaense”, destaca Ramos, que, além de conselheiro, participou do evento como titular da cátedra Sérgio Henrique Ferreira do Instituto Estudos Avançados da USP, de Ribeirão Preto, que será também um dos parceiros no processo da melhoria da aprendizagem dos estudantes da região.

Em rodadas de conversas foi possível conhecer a realidade dos municípios, os desafios e os avanços da educação na região. Já os secretários puderam receber uma análise e consultoria sobre as ações que estão sendo implantadas. Muito mais do que só conversar, foi uma troca de ideias e experiências com orientações e direcionamento. 

Entre os secretários que participaram do encontro, a secretária da Educação de Morretes, Adriana Assumpção, mostrou-se entusiasmada com a troca de informações e as devolutivas de quem é mais experiente na área. “A análise deles, principalmente pela expertise que todos têm, é uma contribuição muito grande para nós que estamos vindo de uma jornada de análise sobre a nossa forma de gestão e de liderança. Eles ouviram as nossas dificuldades, os nossos sucessos e desafios e, com a bagagem que têm, irão contribuir muito para avaliar se estamos no caminho certo, e ainda no repasse de orientações de como progredir”, afirma Adriana.

Para a diretora do Instituto Positivo, Eliziane Gorniak, as equipes que compõem o ADE Litoral foram muito corajosas em escolher o tema da melhoria da aprendizagem como eixo principal de atuação, pois reflete a responsabilidade e o desejo genuíno de proporcionar para os profissionais da educação e, em especial aos estudantes, melhores condições para o presente e futuro. “O papel do Instituto Positivo no Arranjo é mediar e apoiar, as demandas apontadas pelos profissionais que atuam nas sete redes de ensino. O encontro foi muito rico, pois uniu pessoas que têm longa trajetória no campo da Educação para dialogar e unir forças em busca de soluções para a região. A partir da decisão das redes de ensino sobre o que é prioridade, o Arranjo une pessoas e organizações que tenham disposição de ouvir, compreender a realidade local e ajudar a pensar em estratégias que possam fortalecer as redes territorialmente”, enfatiza Eliziane.

O Instituto Positivo é incentivador do modelo de cooperação intermunicipal em prol da Educação e conduziu a implantação do ADE Litoral Paranaense. Atualmente, dois projetos estão sendo realizados pelos secretários e suas equipes: o Vozes do Litoral, que é uma pesquisa direcionada aos professores e coordenadores pedagógicos a fim de mapear os principais desafios enfrentados em sala de aula nas disciplinas de Matemática e Língua Portuguesa para construir os projetos a serem desenvolvidos pelo ADE Litoral Paranaense; e o Liderar, com foco no aprimoramento do trabalho dos líderes.

“É muito bom ver o Instituto Positivo trabalhar pela melhoria da educação pública paranaense. Depois de Santa Catarina, veio para nosso estado no momento certo, com mais ideias para ajudar os prefeitos e secretários da educação a se juntar, trocar ideias, compartilhar o que fazem bem, e a repensar outras questões, com o objetivo comum de beneficiar a Educação. São secretários que estão dispostos a doar seu tempo para algo que vai melhorar a Educação daqui a 10, 15 anos, e o futuro dessas crianças”, destaca o conselheiro e diretor-executivo dos colégios do Grupo Positivo, Celso Hartmann.

Instituto Positivo

O Instituto Positivo (IP) foi criado em 2012 para fazer a gestão do investimento social de todo o Grupo Positivo em favor da comunidade. A missão do Instituto Positivo é contribuir para a melhoria da qualidade da Educação Pública do Brasil por meio do incentivo ao Regime de Colaboração. Para tornar isso possível, o IP incentiva e apoia a implantação de Arranjos de Desenvolvimento da Educação (ADE) em todo o país, desenvolve pesquisas e publicações sobre o tema e participa de discussões em instâncias como MEC, CNE, Senado e Câmara de Deputados a fim de contribuir em propostas de lei e resoluções que favoreçam esse modelo de Regime de Colaboração. O Instituto também é responsável pela gestão do Centro de Educação Infantil Maria Amélia, em Curitiba, que atende gratuitamente cerca de 100 crianças em situação de vulnerabilidade social. Para ter mais informações, acesse o site do Instituto Positivo: instituto.positivo.com.br.

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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