Livro Infantil: histórias para o amanhã

Era uma vez um ritual que nasceu no berço e nunca mais se perdeu. Não é história da carochinha: estimular a leitura desde a primeira infância é mesmo uma forma de criar um hábito para a vida toda. Nas páginas dos livros infantis moram aventuras e descobertas capazes de transformar o futuro das crianças.

Para a coordenadora de evolução de conteúdo do Sistema Positivo de Ensino, Anna Baratieri, contar histórias é um ritual tão antigo quanto a história da humanidade. “Foi, e ainda é, por meio das histórias que promovemos a manutenção das nossas heranças culturais. Por termos nos afastado um pouco da prática de contar histórias de cabeça, a leitura nos permite acessar um mundo que extrapola o real”, afirma. É nessas histórias que o ser humano pode exercitar sua imaginação, viver aventuras, conhecer realidades distantes e até mesmo falar sobre temas complexos.

Dessa forma, incentivar o hábito da leitura não serve apenas para desenvolver bons leitores, mas também para ajudar a ampliar o repertório das crianças. Quanto mais os pequenos lêem, mais chances têm de se tornar bons exploradores, curiosos, pessoas que consideram novas hipóteses e possibilidades. Por isso, esse incentivo precisa ser dado mesmo antes que eles sejam formalmente alfabetizados.

“As crianças aprendem e crescem com muita velocidade e o desenvolvimento da linguagem atua como catalizador desse crescimento. Mas, mesmo antes disso, a leitura já pode fazer parte da rotina das crianças, ajudando a criar vínculo emocional com seus cuidadores e a expandir seu universo”, destaca a especialista. Além das habilidades de interpretação e ampliação de conhecimentos, a leitura também tem um papel importante no desenvolvimento psicomotor, cognitivo e cultural. O contato constante com os livros aumenta o vocabulário, potencializa o desenvolvimento da fala e melhora o rendimento escolar.

Páginas físicas em um universo virtual

Um dos desafios mais significativos, na sociedade contemporânea, é continuar encantando as crianças pelos livros, mesmo frente ao tentador apelo dos meios digitais. Jogos eletrônicos, redes sociais, filmes e séries disponíveis por streaming estão constantemente disputando a atenção dos pequenos com as páginas de papel. Mesmo assim, diz Anna, é possível criar novas gerações de leitores. “As crianças aprendem muito por observação. A leitura é um hábito que também se desenvolve por meio de prática constante. Ao observar as pessoas ao seu redor lendo, a criança pode desenvolver interesse pela leitura.”

Ela explica que o estímulo visual de observar outra pessoa lendo é tão importante quanto a maneira como se promove a leitura. “Para a criança, se a leitura for conduzida como um momento de brincadeira, a atividade ganha mais significado. Nesse sentido, a leitura se transforma em diversão e interação”, detalha. E é por essa razão que os pais e professores devem evitar recompensar a leitura com tempo de tela, por exemplo. Isso faz com que a criança associe o ato de ler a uma tarefa qualquer que precisa ser cumprida ao longo do dia.

Páginas do futuro

Estimular a leitura entre crianças é, por fim, uma maneira eficaz de garantir um futuro melhor para o planeta. É por meio dela que se inicia uma jornada de desenvolvimento pessoal e intelectual. “Nesse processo, a criança passa a interagir, questionar e interpretar o mundo de forma mais ativa e autônoma, pois detém as habilidades necessárias para participar do mundo letrado”, lembra Anna. O contato com as experiências de outras pessoas é, ainda, uma chance de refletir, planejar e agir, ao mesmo tempo desenvolvendo habilidades como a empatia e a generosidade para com os outros. “Por isso, a leitura contribui para que as crianças se tornem cidadãos melhores, pois dá a elas diferentes perspectivas e, também, autonomia para viver de forma mais consciente”, finaliza.

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Sobre o Sistema Positivo de Ensino

É o maior sistema voltado ao ensino particular no Brasil. Com um projeto sempre atual e inovador, ele oferece às escolas particulares diversos recursos que abrangem alunos, professores, gestores e também a família do aluno com conteúdo diferenciado. Para os estudantes, são ofertadas atividades integradas entre o livro didático e plataformas educacionais que o auxiliam na aprendizagem. Os professores recebem propostas de trabalho pedagógico focadas em diversos componentes, enquanto os gestores recebem recursos de apoio para a administração escolar, incluindo cursos e ferramentas que abordam temas voltados às áreas de pedagogia, marketing, finanças e questões jurídicas. A família participa do processo de aprendizagem do aluno recebendo conteúdo específico, que contempla revistas e webconferências voltadas à educação.

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. 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