Diadema (SP) é exemplo de uma das cidades que as ocorrências criminais caíram 36% nas áreas onde são encontrados os equipamentos Créditos: Divulgação / Helper Tecnologia

Macapá passa a contar com totens como estratégia de segurança

10 equipamentos serão instalados nas ruas da capital para auxiliar tanto em emergências, quanto em investigações policiais

Presença imponente 24h, prevenção de criminalidade e atendimento de emergência são algumas das funcionalidades que o novo sistema de segurança instalado em Macapá (AP) vai oferecer para a população. Presentes em 12 estados brasileiros, os Totens de Segurança Helper chegam à cidade, servindo como referência para outros municípios da região. Serão 10 equipamentos instalados em pontos estratégicos.

Personalizados com a identidade visual da guarda municipal, os totens têm uma presença imponente que contribui para a sensação de segurança da população. Os equipamentos, com tecnologia patenteada, auxiliam tanto nas ocorrências de urgência e emergência, quanto nas investigações policiais. “Com quatro metros de altura, reúnem várias funcionalidades em um único dispositivo, incluindo estrutura robusta, sistema de giroflex que remete às viaturas policiais, comunicador de alta potência que envia alertas à população e mensagens automáticas de áudio para campanhas educativas e orientativas, além de monitoramento simultâneo por câmeras 360°”, conta Edison Endo, diretor da Helper Tecnologia, empresa responsável pelo desenvolvimento dos equipamentos. O sistema também é equipado com alto-falantes de alta potência que possibilitam a atuação remota em uma ocorrência, a transmissão de alertas instantâneos e mensagens de conscientização à população.

Totens pelo Brasil 

Presente também em outros estados brasileiros, os totens de segurança têm trazido resultados positivos, como é o caso de Rondônia. No ano de 2023, o estado apresentou redução nos crimes de latrocínio (- 50%), nos casos de roubo a estabelecimentos comerciais (- 30%), em roubo a residências (- 29%) e em crimes de feminicídio (- 17%).

Já o Pará alcançou reduções importantes nos índices de criminalidade, com queda de 67% no número de homicídios, o que representou o melhor resultado na linha histórica em abril de 2024, considerando todos os meses desde 2010. Os números são reflexo de ações estratégicas, incluindo a instalação dos totens.

E no estado de São Paulo, mais de 14 municípios contam com esses  totens de segurança, e os dados indicam uma redução significativa de crimes. Em Diadema, por exemplo, as ocorrências criminais caíram 36% nas áreas onde são encontrados os equipamentos, segundo levantamento do INFOCRIM (Sistema Estadual de Informação Criminal), divulgado pelo Observatório Municipal de Segurança Pública de Diadema.


Sobre a Helper Tecnologia

A Helper Tecnologia é uma empresa que desenvolve e aplica tecnologia avançada para o monitoramento e segurança das cidades brasileiras. Conta com a visão inovadora de um time de executivos com grande experiência nas áreas de segurança e projetos voltados ao setor público.

Responsável pela criação e pela patente dos Totens de Segurança Helper, a empresa está alinhada às tendências de cidades inteligentes e conectadas, usando os benefícios da digitalização para oferecer serviços eficientes e, com isso, melhorar a segurança e a qualidade de vida das pessoas.

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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