Bem-estar supera a busca por promoções e salários altos no mercado de trabalho Créditos: Divulgação / Grupo Marista

Mais da metade dos brasileiros recusaria promoção para preservar bem-estar

Dado é trazido por estudo que mostra que 76% dos entrevistados valorizam equilíbrio entre vida profissional e pessoal

Um estudo recente revelou um dado surpreendente sobre a visão dos brasileiros em relação à vida profissional: 56% afirmaram que recusariam uma promoção se isso significasse sacrificar seu bem-estar. O dado é do Talent Trends 2024, que destaca uma importante tendência no mercado de trabalho, onde os trabalhadores estão cada vez mais preocupados com o impacto de seus empregos em suas vidas, indo além da simples questão salarial.

“Embora o dinheiro continue sendo uma prioridade na busca por um emprego, está claro que esse não é mais o único fator determinante. O bem-estar e a qualidade de vida têm ganhado destaque como pontos importantes na escolha de uma carreira”, avalia o diretor de Pessoas e Cultura do Grupo Marista, Leandro Figueira Neto. Esse comportamento contrasta com a tendência de alguns anos atrás, quando grandes companhias ofereciam muitos benefícios como forma de atrair talentos. Mesmo que o estudo aponte que 46% dos profissionais ainda valorizam um bom salário, o que se percebe hoje, segundo o diretor, é que os profissionais desejam se sentir bem, considerando o equilíbrio como um componente essencial de satisfação.

Gestão humanizada e liderança inspiradora

Dentro desse contexto, as empresas passam a buscar promover uma gestão humanizada e uma liderança que seja autêntica. “Liderar não é apenas ocupar um cargo, mas assumir uma responsabilidade que deve ser conduzida de forma estável e consciente, integrando a satisfação como parte importante da cultura organizacional”, avalia Leandro. Para isso, o Grupo Marista realizou um diagnóstico interno que serviu como base para o projeto de reformulação da marca empregadora. O resultado confirmou que o equilíbrio entre vida pessoal e profissional é altamente valorizado pelos colaboradores da instituição. 

Além disso, o Grupo vem desenvolvendo outros aspectos, como propósito, governança e comunicação eficaz, ciente de que sempre há espaço para avanços. “Essa percepção, vista como parte da cultura Marista, é uma conquista significativa. Sabemos que temos muitos pontos a melhorar, mas nosso compromisso é com a gestão humanizada, demonstrando que a liderança é uma responsabilidade que vai além do ambiente profissional”, afirma Leandro.

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. 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