Mais de 160 universidades estrangeiras estarão em Curitiba em busca de estudantes brasileiros

Na terça-feira, 18 de outubro, Curitiba recebe mais de 160 universidades do Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Austrália e outros seis países com oportunidades para estudantes brasileiros. O Gradeup University Day, evento gratuito realizado pela Gradeup Education Consultancy, reúne as mais prestigiadas instituições de ensino superior estrangeiras com candidatos a uma vaga em seus programas de graduação e pós-graduação. Esse é um mercado que movimenta mais de US$ 1,3 bilhão todos os anos, de acordo com a Brazilian Educational & Language Travel Association (Belta) – e que ajuda a movimentar economias em todo o mundo por meio da qualificação profissional.

Em busca de uma formação fora do país, mais de 400 mil brasileiros já fizeram intercâmbio, ainda segundo informações da Belta. O objetivo dessas pessoas é ter uma experiência no exterior, seja ela educacional ou profissional. Para o diretor da Gradeup, Leonardo Trench, esse tipo de vivência é uma ótima oportunidade tanto para quem quer seguir carreira em outro país quanto para quem quer se aperfeiçoar para ser mais competitivo no mercado de trabalho nacional. “Cursar um programa em uma das melhores universidades do mundo é uma decisão que vale como aprimoramento pessoal, não importa qual é seu objetivo. Quem volta de um período como esse tem muito mais chances de se inserir no mercado de trabalho seja aqui, seja em qualquer parte do mundo”, avalia.

Embora instituições de todo o planeta tenham programas voltados a estudantes estrangeiros, alguns países têm a preferência dos candidatos. Os Estados Unidos, por exemplo, recebem boa parte desse contingente. O Reino Unido, com instituições como Oxford, Cambridge e St. Andrews – onde estudou o príncipe William -, vem logo a seguir. “Esses destinos e essas universidades têm uma tradição de receber alunos estrangeiros já há algum tempo, com estrutura para isso, além de figurarem entres as melhores instituições do mundo. Quem estuda lá também alcança um melhor nível de empregabilidade”, explica Trench.

No Gradeup University Day, os estudantes terão a oportunidade de conversar com os representantes das universidades e entender como funciona cada um dos programas ofertados por elas, além de se informar sobre possíveis bolsas de estudos. A inscrição é gratuita.

Serviço

Gradeup University Day

Quando: Terça-feira, 18 de outubro, das 16h às 20h

Onde: Design Center – Av. do Batel, 1750 – Curitiba-PR

Inscrições gratuitas: www.gradeup.com.br

_________________________

Sobre a Gradeup

A Gradeup é uma consultoria especializada na preparação e orientação de estudantes e profissionais de todo o Brasil a ingressar em programas acadêmicos das universidades mais prestigiadas do mundo. Com mais de dez anos de experiência em consultoria educacional internacional, a empresa tem parceria com as principais instituições de ensino superior de países como o Reino Unido, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Itália, Alemanha, entre outros. Para isso, conta com consultores treinados e qualificados em aconselhamento educacional. Além disso, todo o staff tem experiência acadêmica e profissional no exterior.

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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