Mais representatividade: mulheres compõem 46% do quadro de funcionários em indústria no Paraná

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Setor industrial, que antes empregava principalmente os homens, hoje apresenta crescimento no número de colaboradoras e líderes mulheres

O chão de fábrica já foi um ambiente quase que totalmente ocupado por homens.  Hoje, as mulheres estão cada vez mais em igualdade de posições no setor industrial e, melhor ainda, conquistando cargos de liderança. Ainda há um longo caminho a seguir. Em todo o Paraná, apenas 32% dos 609 mil trabalhadores da indústria são mulheres, segundo dados da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). Mas em algumas fábricas a balança já está quase equilibrada. Na Alegra, indústria de alimentos de carne suína, dos 1.500 colaboradores, 46% são mulheres. 

Há quatro anos na empresa, a assistente de exportação Patrícia Stockler, de 25 anos, vê uma tendência de aumento na representatividade feminina dentro da indústria. “Desde que eu entrei, tive um crescimento dentro da empresa. Hoje em dia as mulheres estão se profissionalizando mais e conquistando novos espaços no mercado”, destaca. Na Alegra, a presença feminina pode ser vista em todos os setores da indústria, com destaque para a linha de produção e o setor comercial. Na liderança, 18 mulheres ocupam cargos de supervisão e coordenação.

Ainda de acordo com a pesquisa da Fiep, em números absolutos, o setor de alimentos é o que mais emprega mulheres, com 69 mil empregadas. Seguido por confecções e artigos do vestuário, com 41 mil, e de fabricação de móveis com 9 mil. Há 15 anos atuando na indústria de alimentos, Iolete Muller conta que entrou no segmento por indicação de amigas, para ajudar no sustento da família. Hoje, com 59 anos e filhos criados, ela continua na linha de produção para dividir as contas de casa com o marido e garantir uma aposentadoria. “Hoje em dia tudo mudou. As mulheres são mais independentes no trabalho e dentro de casa”, afirma. 

Mais independentes e buscando mais qualificação. Os números da Fiep mostram que o público feminino é maior na graduação a distância, 56%, e na graduação presencial do IEL, 54% do total de alunos. De acordo com a Federação, isso é um indicativo que as mulheres estão dispostas a estudar mais e se aperfeiçoar para ter mais estabilidade na profissão. O resultado seria uma rotatividade menor no setor e uma tendência de buscarem evoluir dentro da própria empresa. 

Sobre a Alegra

A indústria de alimentos Alegra é a união das cooperativas de origem holandesa, Frísia, Castrolanda e Capal, que constituem o grupo Unium. Uma empresa que combina condições de trabalho ideais aliando tecnologia, equipamentos de última geração, preocupação com o bem-estar dos animais e sustentabilidade em seu parque industrial, sempre primando pela excelência em seu produto final, que utiliza as melhores carnes suínas.

Em 2017, a marca conquistou o reconhecimento internacional quanto às Práticas de Bem-estar Animal no abate, tornando-se a primeira planta brasileira a receber essa certificação em bem-estar suíno, pela WQS. Mais informações em www.alegrafoods.com.br.

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