Modelo de orgânicos é alternativa para métodos convencionais de produção agrícola

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Pedro Paulo Diniz irá apresentar iniciativa da Fazenda da Toca durante IX Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC)

“Precisamos trocar o paradigma da escassez para o paradigma da abundância”. Com essa afirmação, o empresário e ex-piloto de Fórmula 1, Pedro Paulo Diniz, inicia um debate cada vez mais atual – a produção orgânica e sustentável como alternativa aos métodos tradicionais de produção de alimentos. Adepto de sistemas agroflorestais, ele transformou gradualmente a propriedade da família, a Fazenda da Toca, em um local de produção 100% orgânica e sustentável, que é referência nacional.
A experiência com a fazenda e outros negócios baseados na natureza serão tema da palestra “O compromisso da sociedade brasileira pela biodiversidade e cidadania” que Diniz fará em Florianópolis (SC), durante o IX Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC), realizado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza entre os dias 31 de julho e 2 de agosto. O tema deste ano, “Futuros Possíveis: Economia e Natureza”, retrata bem a realidade proposta pela Fazenda da Toca. “Precisamos falar sobre a inteligência que está por trás da natureza e mudar o paradigma de que para produzir é preciso lutar contra a natureza, para um paradigma de se associar com a natureza”, explica ele, que defende: “fazer uma parceria com a natureza é muito mais útil para todos”.
Com seu trabalho, Pedro Paulo Diniz comprova que a produção de orgânicos como modelo econômico é uma alternativa possível e muito provavelmente seja a solução que torne viável o futuro diante das mudanças que o planeta vem sofrendo nos últimos anos. “Precisamos de sistemas que gerem vida em vez de destruir o meio ambiente”, afirma Diniz.
Fazenda da Toca
O projeto de Pedro Paulo Diniz completa dez anos em 2018 e mostra como a associação com o meio ambiente pode trazer benefícios para quem produz, para quem consome e principalmente para o meio ambiente. Com foco na produção de ovos e polpa de frutas, a Fazenda da Toca é viável e próspera do ponto de vista financeiro, social e ambiental. “Nós vimos que os melhores sistemas produtivos eram aqueles que tentavam se inspirar na natureza. Nesse processo de entender mais sobre o meio ambiente, aprendemos que era importante saber como a natureza opera. Para entrar no fluxo com a natureza e não brigar com ela”, explica Diniz. O proprietário conta que levou para a Fazenda da Toca os conceitos da agrofloresta, que é uma prática recomendada para regeneração do solo.
Nos sistemas agroflorestais (SAFs) é comum associar produções agrícolas e pecuárias com o plantio de sementes e mudas, por exemplo, o que resulta em um conjunto de produção e conservação dos recursos naturais. “Os SAFs acabam por diversificar a produção e auxiliam na estabilidade das produções. Além disso são uma alternativa de auxiliar na conservação dos solos, das microbacias e áreas florestais”, analisa Emerson Oliveira, coordenador de Ciência e Conservação da Fundação Grupo Boticário.
Além disso, Diniz também afirma que a biodiversidade é a solução para as pragas, pois a infestação é um desarranjo do sistema, segundo ele. “Com o meio ambiente em equilíbrio, a biodiversidade se encarrega do assunto para que nenhum ser vivo se torne uma praga”, conta.
Planos para o futuro
Os aprendizados colhidos na Fazenda da Toca estão gerando outros modelos de negócio. Diniz conta que, futuramente, o plano é divulgar e ampliar os métodos desenvolvidos para que a produção orgânica se torne cada vez mais acessível. “A Toca se limita a seu espaço, mas a nova empresa que estamos criando amplia nossos horizontes. Nossa meta é ter um milhão de hectares impactados em dez anos”, conta o ex-piloto. Já há um espaço de mil hectares onde haverá um projeto de integração de lavoura, pecuária e floresta, um modelo que impacta o core business brasileiro.
“A gente vive em um paradigma de escassez, mas eu acredito fortemente que a gente  pode mudar isso e mudar a nossa cabeça. Se entrarmos no fluxo do nosso planeta, a gente pode viver no paradigma da abundância”, conclui.
Sobre o IX CBUC
O IX Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC), realizado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, periodicamente desde 1997, é um dos mais importantes fóruns da América Latina sobre áreas protegidas, seus desafios e sua importância para a sociedade. Neste ano, em sua nona edição, o evento acontece em Florianópolis (SC), entre 31 de julho a 2 de agosto.
“Nesta edição de 2018, O CBUC terá uma programação abrangente, que inclui conferências, palestras e simpósios, além de mostras que possibilitam ao público presente ter contato com iniciativas e projetos inovadores”, destaca a diretora executiva da Fundação Grupo Boticário, Malu Nunes. Paralelamente ao CBUC, outros dois eventos serão realizados de forma simultânea: o Simpósio Internacional de Conservação da Natureza e a Mostra de Conservação da Natureza.
Os valores da inscrição são de R$ 600 (inteira) e R$ 300 (meia-entrada); até 15 de maio; e entre 16 de maio e 19 de julho os valores passam para R$ 800 (inteira) e R$ 400 (meia-entrada). No dia do evento as inscrições serão R$ 1.000 (inteira) e R$ 500 (meia-entrada), mediante disponibilidade de vagas. As categorias válidas para meia-entrada são: estudantes, idosos, portadores de deficiência, jovens carentes de 15 a 29 anos, doadores de sangue; funcionários públicos de órgãos ambientais; profissionais de ONGs; e proprietários de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).
A programação do IX CBUC está disponível no site www.fundacaogrupoboticario.org.br/cbuc.
 
Sobre a Fundação Grupo Boticário
A Fundação Grupo Boticário é fruto da inspiração de Miguel Krigsner, fundador de O Boticário e atual presidente do Conselho de Administração do Grupo Boticário. A instituição foi criada em 1990, dois anos antes da Rio-92 ou Cúpula da Terra, evento que foi um marco para a conservação ambiental mundial. A Fundação Grupo Boticário apoia ações de conservação da natureza em todo o Brasil, totalizando mais de 1.500 iniciativas apoiadas financeiramente. Protege 11 mil hectares de Mata Atlântica e Cerrado, por meio da criação e manutenção de duas reservas naturais. Atua para que a conservação da biodiversidade seja priorizada nos negócios e nas políticas públicas, além de contribuir para que a natureza sirva de inspiração ou seja parte da solução para diversos problemas da sociedade. Também promove ações de mobilização, sensibilização e comunicação inovadoras, que aproximam a natureza do cotidiano das pessoas.

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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