Música em sala de aula transforma o aprendizado

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Especialistas destacam benefícios e possibilidades da música na Educação Básica

Desde muito pequenos nós interagimos com os sons e suas infinitas formas: mães cantam para os bebês enquanto ainda estão na barriga, desenhos animados são cheios de melodia e qualquer produção cultural nos envolve com ritmos e sons que, juntos, despertam inúmeros sentimentos. A música naturalmente vai se fazendo presente em todas as etapas da vida. Com isso, nada mais justo que essa arte estivesse presente também na Educação desde a infância. 

O ensino de Música nas escolas brasileiras é estipulado por lei desde 2008 e, apesar de bem antes disso já existirem muitas escolas que ofereciam esse aprendizado, ainda hoje encontramos muitas escolas que não tiram proveito dessa arte na sua rotina de ensino. Para o doutor em Música e mestre em Comunicação e Linguagens Tiago Madalozzo, a justificativa para a presença da música nas escolas é sua presença em todas as culturas humanas. “Tem muitos musicólogos que já conseguiram evidências científicas de que não existiu nenhuma comunidade humana sem música e, por conta disso, penso que já seria suficiente esse argumento. Como ela é algo que faz parte da nossa cultura, ela merece ter um espaço para acontecer na escola”, defende. 

“Na infância isso fica ainda mais evidente. Sabemos que qualquer criança no momento em que está sozinha ou interagindo com outras crianças, sempre está agindo e se expressando por meio da arte. É difícil imaginarmos a imagem de uma criança parada, sem se mexer, sem cantar ou sem balbuciar uma música, porque isso faz parte, é algo quase que natural da vida da criança”, explica Madalozzo.

A mestre em Música, especialista em Regência Coral e Google Innovator, maestrina Priscilla Prueter, destaca os impactos que a música causa no desenvolvimento do ser humano. “Ainda há nas escolas aquela posição das carteiras em que o aluno vê a nuca do colega da frente e o professor com um quadro. Mas, quando você trabalha a voz e o corpo, você está dando um espaço diferente para essa criança, um local diferente, um lugar de fala diferente. Ela vai ganhar voz. Inclusive no estudo de canto, quando você começa a estudar a técnica vocal, você acaba mudando aspectos da sua personalidade. Porque quando você abre a voz e canta na frente de outra pessoa, isso acaba mudando aspectos da sua personalidade”, expõe. 

Segundo estudos realizados por pesquisadores alemães, pessoas que analisam tons musicais apresentam área do cérebro 25% maior em comparação aos indivíduos que não desenvolvem trabalho com música. Os que estudaram as notas musicais e as divisões rítmicas obtiveram notas 100% maiores que os demais colegas em relação a um determinado conteúdo de Matemática. Em um outro estudo, realizado pelo Laboratório de Neurociência da Northwestern University nos EUA, jovens que haviam tido contato com o ensino musical desde a infância mostravam-se mais bem-sucedidos em atividades como discursar em público e na leitura e interpretação de livros, por exemplo.

Tiago Madalozzo e Priscilla Prueter debatem esse tema, com exemplos práticos e dicas para professores, em uma conversa de aproximadamente trinta minutos no sexto episódio do podcast PodAprender, com o tema “Ensinando com música – como aprimorar o ensino com a musicalização”. Com produção da Central Press Brasil, o PodAprender é uma realização da Editora Aprende Brasil, que atende 266 mil alunos em mais de 200 municípios brasileiros. Ao longo de 24 episódios quinzenais, são abordados temas relacionados à Educação com convidados com vasta experiência na área. O programa pode ser ouvido no site http://sistemaaprendebrasil.com.br/podaprender/, nas plataformas Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts e nos principais agregadores de podcasts disponíveis.

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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