No Mato Grosso, escolas com melhor desempenho são privadas e com nível socioeconômico elevado

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O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), principal porta de entrada para as grandes universidades brasileiras e um dos mais significativos termômetros da qualidade da educação no país, revelou uma distância ainda maior entre o ensino público e o particular. Nos resultados de 2015, divulgados recentemente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), das 100 primeiras escolas no ranking, 97 são particulares e apenas três públicas – todas as três federais. No grupo das 1.000 melhores, 49 são públicas, resultado ainda pior que o do ano anterior: no ranking de 2014, eram 93.
No Mato Grosso, o resultado é ainda mais alarmante: nenhuma escola pública aparece na lista das 50 melhores notas do Enem. Um dos motivos dessa desigualdade pode estar relacionado ao nível socioeconômico: das 15 primeiras colocadas, apenas três são de nível socioeconômico alto – o restante é muito alto. Segundo o doutor em Educação Histórica, Daniel Medeiros, a medida mais eficiente para compensar a deficiência socioeconômica seria aulas em tempo integral nas escolas públicas. “A escola pública precisa é de mais aula, mais assistência aos estudantes, mais exposição aos conteúdos da base curricular, mais tempo junto aos professores, mais atividades, mais leitura (muito mais leitura), mais projetos envolvendo as áreas do conhecimento, mais compreensão da história dessas ciências e de sua interação com o mundo real”, ressalta.
Para Medeiros, outros motivos também estão associados a essa distância: materiais didáticos de qualidade e professores mais qualificados. Para se ter uma ideia, das 15 primeiras escolas no ranking, três utilizam o Sistema Positivo de Ensino (SPE), nas cidades de Juína, Rio Verde e Sinop. O SPE é desenvolvido em Curitiba (PR), onde conquistou a melhor nota do Enem em toda a região Sul do Brasil. Quem responde por ele é justamente o Colégio Positivo, em Curitiba – que pertence ao mesmo grupo onde o sistema foi criado e onde é testado todos os dias. Atualmente, cerca de 2 milhões de alunos brasileiros se preparam para o vestibular e o Enem tendo como base o conteúdo desenvolvido pela Editora Positivo.
Para o diretor editorial da Editora Positivo, Joseph Razouk Júnior, o resultado não pode ser usado para comparar escolas entre si, uma vez que a participação dos estudantes é voluntária e os participantes vem de contextos muito heterogêneos. “Mesmo assim, o exame é uma boa ferramenta para a análise da educação no Brasil e suas perspectivas ao longo prazo, uma vez que sinaliza onde é preciso melhorar”. Neste sentido, o SPE aparece como uma ferramenta estratégica, pois traz instrumentos que contemplam tanto o aluno, como o professor, a comunidade administrativa da escola e a família.
 
Saiba mais:
Sobre o Sistema Positivo de Ensino –  é o maior e mais tradicional selo voltado ao ensino particular no Brasil. Com um projeto sempre atual e inovador, ele oferece às escolas particulares diversos recursos que abrangem alunos, professores, gestores e também a família do aluno com conteúdo diferenciado. Para os estudantes, são ofertadas atividades integradas entre o livro didático e plataformas educacionais que o auxiliam na aprendizagem. Os professores recebem propostas de trabalho pedagógico focadas em diversas disciplinas, enquanto os gestores recebem recursos de apoio para a administração escolar, incluindo cursos e ferramentas que abordam temas voltados às áreas de pedagogia, marketing, finanças e questões jurídicas. A família participa do processo de aprendizagem do aluno recebendo conteúdo específico, que contempla revistas e webconferências voltados à educação.
Sobre a Editora Positivo – Com a missão de construir um mundo melhor por meio da educação, a Editora Positivo tem as boas práticas de ensino como seu DNA. Fundada em 1979, a empresa tornou-se referência no segmento educacional, desenvolvendo livros didáticos, literatura infantil e juvenil, sistemas de ensino e dicionários. Quase dois milhões de alunos utilizam os sistemas de ensino da Editora Positivo, em escolas públicas (Aprende Brasil) e particulares (Sistema Positivo de Ensino), no Brasil e no Japão.
Sobre o Grupo Positivo – O Positivo nasceu em 1972, a partir da ideia um grupo de professores visionários que criaram um curso pré-vestibular inovador. Hoje, a marca Positivo consolidou sua liderança em todas as áreas em que atua Ensino, Soluções Educacionais, Cultura, Tecnologia e Gráfica, graças à qualidade de seus serviços e produtos. Na área de Ensino, o Grupo atua desde a Educação Infantil até o Ensino Superior – Graduação (Bacharelados, Licenciaturas e Cursos Superiores de Tecnologia), Especialização, Mestrado e Doutorado. Mais de 1 milhão de alunos utilizam os sistemas de ensino da Editora Positivo, em escolas públicas e particulares, no Brasil e no Japão. Escolas de mais de 40 países utilizam soluções desenvolvidas pela divisão de Tecnologia Educacional da Positivo Informática. A maior fabricante brasileira de computadores possui plantas em Curitiba (PR), Manaus (AM) e na Argentina. A Posigraf, uma das maiores gráficas da América Latina, tem filiais e representações em todo o Brasil, Mercosul e Estados Unidos. Na área cultural, os espaços destinados aos eventos e exposições passaram a contar com o Expo Renault Barigui, em 2012, e a administrar o espaço de feiras e eventos do Shopping Estação, em 2015.  No ano em que completou 40 anos, o Grupo Positivo também lançou o Instituto Positivo, para centralizar e potencializar as ações de responsabilidade social e investimento social privado das suas empresas e unidades educacionais.

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