Novos “Canteiros da Leitura” ampliam conhecimento e incentivam hábito de leitura entre profissionais da construção civil

Dados das últimas pesquisas realizadas a respeito do hábito de leitura entre brasileiros revelam um cenário preocupante. Entre 2015 e 2019, o país perdeu 4,6 milhões de leitores, ou seja, pouco mais da metade dos brasileiros têm o costume de ler (52%). O levantamento foi divulgado em 2020 e faz parte da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, realizada pelo Instituto Pró-Livro, em parceria com o Itaú Cultural.

Ainda que no Brasil são poucos os projetos de leitura desenvolvidos por instituições sociais (8,38%), em comparação com pessoas físicas (42%) e bibliotecas (34%), segundo a pesquisa “O Brasil que Lê”, publicada em outubro de 2021, iniciativas como o “Canteiro da Leitura”, do Instituto A.Yoshii, se tornam fundamentais no incentivo à leitura e formação de novos leitores.  

A proposta do projeto, criado há cerca de um ano, em Londrina (PR), é ofertar um espaço nos locais das construções com livros e revistas pensados para as realidades profissional e pessoal dos colaboradores. Recentemente, cinco novos canteiros foram inaugurados nas obras do Grupo A.Yoshii.  

Para o eletricista Zenilto Santana de Araújo, de 51 anos, que procura ler todos os dias em casa, poder contar com um espaço exclusivo para a leitura no ambiente de trabalho “é uma iniciativa muito nobre e também uma boa maneira de incentivo. A leitura une o prazer e o conhecimento da forma mais simples. É lendo que diversificamos nosso vocabulário e passamos a ter mais conteúdo para conversar sobre os mais variados assuntos”, afirma. 

Até o momento, já foram implantados oito “Canteiros da Leitura”, impactando diretamente mais de mil colaboradores. “Com os exemplares disponíveis no ambiente de trabalho e em um espaço projetado para funcionar como biblioteca, as chances deles conhecerem novos livros e tomarem gosto pela leitura aumentam. Ainda, é possível levá-los para ler em casa com a família”, explica o presidente do Instituto A.Yoshii, Aparecido Siqueira. 

O pedreiro Edgard Vera Zerpa, de 55 anos, veio da Venezuela e trouxe consigo a paixão pelos livros. Na inauguração do espaço na obra do Epic, em Londrina, ele fez questão de garantir um exemplar para ler em casa. “Minha mãe é analfabeta e adora que eu leia para ela. É uma forma de distrairmos a mente já que acabamos nos envolvendo com as histórias, e também é o melhor caminho para adquirir conhecimento”, diz.   

O “Canteiro da Leitura” fica disponível durante toda a execução da obra. O mobiliário como luminárias, mesas e bancos presentes nesses espaços são feitos a partir dos resíduos da construção civil, como pallets de madeira, lona e bobinas, reforçando as ações em prol da educação, cultura e meio ambiente, que norteiam a atuação do Instituto A.Yoshii há mais de 15 anos. 

Novos canteiros, mais leitores

O “Canteiro da Leitura” irá contemplar todos os projetos em execução das construtoras A.Yoshii e Yticon, nas cidades onde o grupo atua. Em Londrina (PR), atualmente são três espaços em funcionamento: nas obras do The Edge, Lumini e Epic. A iniciativa também avançou neste ano para o setor de obras corporativas, como em Porto Amazonas (PR).  

Em Maringá, os empreendimentos La Reserve e Landscape também ganharam o espaço para leitura. “Buscamos levar conhecimento para todos os nossos colaboradores, disponibilizando exemplares de temas variados como gestão, autoajuda, biografias, gibis, esportes e religião. Sabemos que essa prática também vai ajudá-los nas relações de trabalho”, finaliza Aparecido. 

 

Sobre o Instituto A.Yoshii

Fundada em 2006, a entidade sem fins lucrativos promove ações solidárias ligadas à educação, meio ambiente e cultura, em busca de resultados com impacto social positivo. Ao longo dos 15 anos de atuação, o Instituto A.Yoshii promoveu diversas iniciativas voltadas a mulheres e jovens em situação de vulnerabilidade econômica-social, minimização de impactos no meio ambiente e democratização do acesso à cultura e educação. Em 2020, o Instituto foi reconhecido pelo quinto ano consecutivo com o Selo Sesi ODS, como uma das principais organizações que trabalham em prol dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU. Mais informações: https://www.institutoayoshii.org.br

Sobre o Grupo A.Yoshii

Fundado há mais de 55 anos, o Grupo A.Yoshii já construiu mais de 2 milhões de m² do Sul ao Nordeste do Brasil, entre obras industriais, edifícios corporativos e residenciais, escolas, universidades, teatros e centros esportivos. É composto pela A.Yoshii Engenharia, com sólida atuação em construções de edifícios residenciais e comerciais de alto padrão em Londrina, Maringá, Curitiba e Campinas; pela Yticon Construção e Incorporação, que realiza empreendimentos econômicos, localizados em regiões de potencial valorização em municípios do Paraná; e pelo Instituto A.Yoshii, voltado para a inserção social e democratização cultural. Além disso, atua em Obras Corporativas, atendendo grandes corporações em suas plantas industriais, nos mais variados segmentos da economia, como papel e celulose, alimentício, químico, agronegócio, energia, assim como usinas sucroalcooleiras, centros logísticos, plantas automobilísticas, entre outros. Mais informações: www.ayoshii.com.br.

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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