Número de vagas em inovação e TI demonstra que aquecimento do setor deve seguir após pandemia

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Empresas devem manter investimento em tecnologia para garantirem atividades e se adequarem a novos hábitos

Com as medidas de distanciamento social estendidas por empresas, que demonstram possibilidade de manutenção do formato de home office, e por consumidores, que estão mais adaptados ao comércio online, as soluções de tecnologia tendem a crescer ainda mais como principais canais de compras, comunicação e trabalho nos próximos meses. E, para atender a toda essa demanda, mais mão de obra especializada é necessária. De acordo com números levantados pelo site Infojobs para a BBC News Brasil, em abril, dentre as oportunidades oferecidas pela plataforma, a área com maior volume de cargos era justamente informática/TI, com 6.577 postos.

Para o diretor técnico do Instituto das Cidades Inteligentes (ICI), Fernando Matesco, a demanda por profissionais do setor demonstra a importância que o segmento ganhou como estratégia para adaptação ao novo formato de consumo e padrões sanitários. “A pandemia exigiu mudanças e evoluções imediatas para que algumas empresas pudessem seguir trabalhando, fosse para viabilizar as vendas online ou até mesmo criar um sistema estável para o home office, isso prova o quão essencial é manter um núcleo de tecnologia preparado dentro de qualquer instituição”, explica. 

Para Matesco, a principal preocupação das empresas agora deverá ser com o ajuste de fluxo e capacidade das plataformas digitais. “Com o isolamento social, o acesso remoto a sites, aplicativos, ferramentas online tende somente a aumentar, além de ganhar novos adeptos, por isso, as instituições devem, além de implantar esses sistemas, garantir sua manutenção e funcionamento”, ressalta. 

Além disso, outro ponto destacado pelo diretor é a atenção quanto à cibersegurança. “Com o aumento de usuários online, a proteção de dados de uma empresa e seu cuidado na manutenção e expansão da rede deve ser redobrado, já que o fluxo elevado pode ter uma interferência direta no funcionamento do sistema e possível vazamento de informações”, orienta.

Nesse cenário, algumas funções registraram maior crescimento de demanda. De acordo com um levantamento da Page Group, empresa mundial de recrutamento especializado, seis cargos de TI tiveram aumento em contratações. São eles: analista de suporte e Service Desk, analista de cibersegurança, analista ou especialista de infraestrutura e redes, especialista em cloud, líder em ciência de dados, líder de cibersegurança.

Sobre o ICI

O ICI – Instituto das Cidades Inteligentes é uma organização criada em 1998, com atuação em todo o território nacional, referência em pesquisa, integração, desenvolvimento e implementação de soluções completas de TIC para a gestão pública. Mais informações: www.ici.curitiba.org.br.

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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