O coração dos pets também merece atenção

[flgallery id=442 /]

Tosse, cansaço e perda de peso podem ser sintomas de doenças cardíacas, especialmente em animais idosos

O seu bicho de estimação anda tossindo ou demonstrando cansaço fora do comum? Fique alerta, pois este pode ser um sinal de que o coração do pet precisa de cuidados especiais. Quem alerta é Alexandre Bendas, cardiologista veterinário do Instituto de Especialidades em Medicina Veterinária do Rio de Janeiro.
Segundo ele, os sinais clínicos de doença do coração em pets nem sempre são evidentes, mas a progressão do distúrbio traz alguns indícios como tosse seca, perda de peso, cianose de língua [um sintoma marcado pela coloração azul-arroxeada das mucosas], apatia e síncope. A doença mais comum em cães de pequeno porte é a endocardiose valvar. Nos de grande porte, a cardiomiopatia dilatada. Já nos felinos a mais comum é a cardiomiopatia hipertrófica.
“Outro ponto de atenção é que, assim como nos humanos, um dos fatores que pode desencadear doenças cardíacas é a idade. Quanto mais idoso o cão ou o gato, maior a chance de alguma debilidade”, argumenta a veterinária Andressa Felisbino, da DrogaVET – a maior rede de farmácias de manipulação veterinária do Brasil.
Tratamento
Alexandre Bendas explica que assim como em humanos, a ciência veterinária evoluiu no tratamento das enfermidades cardíacas fazendo uso, inclusive, de marca-passos e de procedimentos minimamente invasivos. No entanto, ainda não há prevenção para a maioria dos distúrbios cardiológicos que acometem cães e gatos, especialmente as enfermidades congênitas. A exceção é a Dirofilariose, também conhecida como “verme do coração”, cuja prevalência vem aumentando no Brasil, principalmente no estado do Rio de Janeiro. A Dirofilariose pode ser prevenida com administração de medicamentos mensais ou anuais. “O mais importante é o diagnóstico precoce, antes do desenvolvimento de insuficiência cardíaca congestiva. Isso irá aumentar a sobrevida e a qualidade de vida desses animais”, ressalta.
Por isso a necessidade de ficar atento ao comportamento diário do pet. “Manter uma alimentação equilibrada e balanceada para cada animal – especialmente no caso de cardíacos, filhotes, idosos ou alérgicos; visitar o veterinário a cada seis meses, ser rigoroso na administração dos medicamentos e manter uma rotina de exercícios e passeios também faz a diferença quando o tema é o bem-estar e a longevidade do bicho de estimação”, complementa Andressa.
No caso da necessidade de tratamento o especialista Alexandre Bendas orienta o uso dos remédios manipulados. “Por meio da manipulação dos princípios terapêuticos em biscoitos com sabor, o dono terá mais facilidade na hora de dar o remédio ao pet”, destaca. “A manipulação também permite controle mais efetivo da quantidade de medicamento que os pacientes recebem, pois o cálculo da dose é preciso em relação ao peso do animal – o que nem sempre é possível no caso de medicamentos comerciais em que o tutor precisa fracionar manualmente os comprimidos em casa”, salienta a veterinária Andressa Felisbino.
Vale lembrar que todos os animais que serão submetidos a processos anestésicos devem realizar avaliação cardiológica, independentemente da idade e do tipo de cirurgia, seja ela castração ou tratamento periodontal.
Saiba mais sobre o tema
Endocardiose valvar: também conhecida como degeneração mixomatosa, afeta frequentemente a válvula mitral. Ela é mais comum em raças como o Poodle, Schnauzer Miniatura, Chihuahua, Fox Terrier, Cocker Spaniel, Cavalier King Charle Spaniel e Boston Terrier.
Cardiomiopatia dilatada: ocorre quando o músculo cardíaco está fino, enfraquecido e não se contrai corretamente – podendo levar à insuficiência cardíaca congestiva e com acúmulo de líquidos no pulmão, tórax, cavidade abdominal ou no tecido subcutâneo. As raças mais afetadas são Doberman, Boxer, São Bernardo e Afghan Hounds.
Cardiomiopatia hipertrófica: é uma patologia do músculo cardíaco que acomete os gatos, principalmente das raças Maine Coon, Ragdoll e Persa. Ela pode evoluir para retenção de líquido no pulmão (edema pulmonar) ou no tórax (efusão pleural), consequência de insuficiência cardíaca congestiva. Neste caso o sintoma principal é a dificuldade respiratória, acompanhada de redução na atividade e falta de apetite.
Falta de coordenação ou paralisa de membros também podem ser sintomas causados pela formação de coágulos dentro do coração dos pets e que migraram para artérias menores. O tromboembolismo é frequentemente encontrado nos felinos.
Sobre a DrogaVET
Criada em 2004, a DrogaVET está presente em mais de 30 cidades brasileiras e desenvolve medicamentos, suplementos e vitaminas tanto para pets (de companhia), quanto para animais de esporte, ornamentais, silvestres, de exposição e outros. A empresa alia um rigoroso controle de qualidade ao uso racional e eficiente de medicamentos, proporcionando economia aos proprietários, maior aceitação pelos animais e melhores resultados nos tratamentos ministrados pelos médicos veterinários.
Entre os diferenciais da manipulação veterinária da DrogaVET está a possibilidade de produzir formas farmacêuticas variadas que auxiliam a adesão do animal ao tratamento. Exemplo disso são as fórmulas que podem vir em formato de biscoitos com o sabor preferido do pet. As doses também são personalizadas conforme a necessidade e o peso do animal, evitando desperdícios. Mais informações www.drogavet.com.

Share:

Latest posts

Ganhador-poupanca-cianorte - -Jhon-Marlon-Feltrin-Prodentes - -eletricista-industrial (1)
Sicredi já distribuiu mais de R$ 3 milhões em prêmios para estimular o hábito de poupar
LORD-KRONY
Hard Rock Cafe Curitiba recebe espetáculo em homenagem a Freddie Mercury e o Queen
Bem-estar (1)
Bem-estar emocional como foco no ambiente de trabalho: mudanças na NR-1 colocam a saúde mental como pilar essencial nas estratégias corporativas

Sign up for our newsletter

Acompanhe nossas redes

related articles

Ganhador-poupanca-cianorte - -Jhon-Marlon-Feltrin-Prodentes - -eletricista-industrial (1)
Sicredi já distribuiu mais de R$ 3 milhões em prêmios para estimular o hábito de poupar
Mais de 400 associados já foram contemplados em 2026 na campanha Poupança Premiada, que segue até dezembro...
Saiba mais >
LORD-KRONY
Hard Rock Cafe Curitiba recebe espetáculo em homenagem a Freddie Mercury e o Queen
Freddie-Verso, apresentado por Lord Krony, reúne clássicos da banda em noite dedicada ao legado do cantor O...
Saiba mais >
Bem-estar (1)
Bem-estar emocional como foco no ambiente de trabalho: mudanças na NR-1 colocam a saúde mental como pilar essencial nas estratégias corporativas
Modelo cooperativista se destaca pelo pioneirismo em ações voltadas ao bem-estar emocional dos colaboradores O...
Saiba mais >
*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
ARTIGO: Mentalidade AI First: cinco skills fundamentais para os gestores de RH desenvolverem ainda este ano
*por Juliana Maria – head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em...
Saiba mais >