O que você faria se tivesse poucos meses de vida?

Cuidados paliativos aliviam o sofrimento e proporcionam maior qualidade de vida a doentes terminais

Diante de situações de extremo sofrimento envolvendo doenças graves, a esperança de cura cede lugar à solidão dos tristes quartos de hospitais. A espera pelo inevitável e a ineficiência dos tratamentos convencionais provocam um sentimento de impotência em pacientes e familiares.  O que fazer da vida e como viver o resto dela quando não há mais tempo para superar a morte? O dilema já foi roteiro central de filmes pelo mundo afora, mostrando personagens arrasados com um diagnóstico médico fatal, buscando alternativas que tragam alento, conforto e coragem a eles, à família e amigos próximos.

Casos de doenças terminais ganham as telonas em histórias que, ao mesmo tempo, arrancam lágrimas do público e inspiram as pessoas a enfrentar o problema das mais variadas formas. A filmografia é extensa e inclui Hillary O’Neil (Julia Roberts) e Victor Geddes (Campbell Scott), no filme “Tudo Por Amor”; Will Keane (Richard Gere) e Charlotte Fielding (Winona Ryder) em “Outono em Nova York”; Hazel Grace Lancaster (Shailene Woodley) e Augustus Waters (Ansel Elgort) em “A Culpa é das Estrelas” e também Edward Cole (Jack Nicholson) e Carter Chambers (Morgan Freeman) em “Antes de Partir”. Cabe recordar a festa à fantasia em “Philadelfia”, que trouxe momentos de satisfação e felicidade ao personagem de Tom Hanks (Andrew Beckett). Também o banho de libertação de Cazuza (Daniel de Oliveira) em “O Tempo não para”, ao ser levado para um banho de mar no colo do motorista e amigo.

Todos esses dramas e cenas carregados de emoção indicaram caminhos paliativos de alívio físico e espiritual.  Provocar uma reconciliação, fazer uma visita, dizer palavras de consolo, realizar um sonho, uma vontade e um desejo, tudo tratado como se fosse as últimas providências e sem restrições drásticas antes de uma viagem sem volta, podem levar os doentes a viver com menos angústia e mais serenidade até o fim.

Cuidados paliativos

Apesar de pouco difundido e ainda visto com certo preconceito, o cuidado paliativo tem sido adotado em benefício de pacientes no momento em que muitos pensam que não há mais nada a ser feito. Consiste em um conjunto de ações que buscam melhorar a qualidade de vida e a dignidade da pessoa em tratamento no processo de terminalidade da vida. O coordenador do curso de Pós-Graduação em Oncologia e Cuidados Paliativos da Universidade Positivo (UP), João Luiz Coelho Ribas, doutor em farmacologia, explica que esses cuidados envolvem não apenas o doente, mas também a sua família – e são aplicados por uma equipe multiprofissional: “um grupo composto por médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, odontólogos, farmacêuticos, assistentes sociais e espirituai e educadores físicos, trabalhando juntos para proporcionar o conforto nesses momentos difíceis”, destaca.

Segundo ele, as questões abordadas vão desde a prevenção e o alívio do sofrimento até a identificação precoce de sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais. “O objetivo é que os pacientes possam viver o mais ativamente possível até o último minuto”, esclarece. Os cuidados paliativos são proporcionais às necessidades do paciente e de acordo com a evolução da doença. Para aliviar o sofrimento, eles descartam procedimentos invasivos desnecessários que manteriam a vida artificialmente. Evitam também a chamada “futilidade terapêutica”, que é a indicação de medicamentos que não trazem benefícios reais e podem, inclusive causar danos maiores ao paciente. “O foco principal do cuidado paliativo é a manutenção da qualidade de vida nesse momento com todo o aparato terapêutico necessário para que o doente usufrua esse período de sua vida da melhor maneira possível”.

A experiência mundial aponta que quando os cuidados paliativos são oferecidos precocemente e realizados de forma adequada, observa-se o prolongamento da vida. “No entanto, cabe ressaltar que esse não é e nunca será seu objetivo”, alerta Ribas. Os doentes que têm os sintomas controlados e são capazes de comunicar as suas necessidades emocionais também relatam uma melhor qualidade de vida. Segundo o especialista, esses cuidados devem começar no momento do diagnóstico e continuar durante o tratamento, pós tratamento e no final da vida, aliviando os sintomas e problemas emocionais decorrentes da doença.

 
Serviço

Pós-Graduação em Oncologia e Cuidados Paliativos – Universidade Positivo (UP)

Duração: 420 horas

Início: 19/08/2017

Previsão de Término: Abril de 2019

Aulas sábado e domingo, das 8h30 às 12h30 e 13h30 às 17h30

Local: Câmpus Ecoville (Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 – Ecoville – Curitiba – PR)

Investimento: 24 parcelas de R$ 396,92. Taxa de pré-matrícula: R$ 150,00 (o valor da taxa será abatido na primeira mensalidade).

 

Sobre a Universidade Positivo

A Universidade Positivo (UP) concentra, na Educação Superior, a experiência educacional de mais de quatro décadas do Grupo Positivo. A instituição teve origem em 1988 com as Faculdades Positivo, que, dez anos depois, foram transformadas no Centro Universitário Positivo (UnicenP). Em 2008, foi autorizada pelo Ministério da Educação a ser transformada em Universidade. Atualmente, oferece 58 cursos de Graduação presenciais (31 cursos de Bacharelado e Licenciatura e 27 Cursos Superiores de Tecnologia), três programas de Doutorado, quatro programas de Mestrado, centenas de programas de Especialização e MBA e dezenas de programas de Extensão. A UP conta com sete unidades em Curitiba, além de polos de Educação à Distância (EAD) em 22 cidades espalhadas pelo Brasil. É considerada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) a melhor universidade privada do Paraná, pelo quinto ano consecutivo.

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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