Investimento em educação é um dos focos do projeto World Tour Créditos: Divulgação/Neodent

Odontologia para exportação: empresas brasileiras aproveitam referência em ensino, pesquisa e inovação para avançarem em mercados internacionais

Pioneirismo incentiva marcas a compartilharem conhecimentos e direcionarem grande parte da produção para países ao redor do mundo

Uma das áreas da saúde que coloca o Brasil como líder mundial em número de profissionais é a odontologia. Segundo dados divulgados no segundo semestre de 2023 pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO), a quantidade de cirurgiões-dentistas com registro pela entidade ultrapassou 400 mil, o que corresponde a uma média de um profissional para cada 503 habitantes.

O número de profissionais pode ser um dos indicadores de reconhecimento do país na especialidade. A qualidade do ensino, das pesquisas e o desenvolvimento de novos produtos no Brasil também são indícios de protagonismo e colocam o país como um dos mais reconhecidos no mundo. “Uma coisa leva à outra. Se temos um dos melhores ensinos em odontologia, com algumas universidades entre as mais bem avaliadas do mundo, o resultado disso é a formação de excelentes profissionais e, consequentemente, o olhar de empresas e indústrias voltado para a melhoria de seus produtos e serviços, além de suas energias voltadas para a inovação”, resume o CEO da Neodent, Matthias Schupp. 

Cadeia positiva

Toda essa movimentação coloca o país em posição de vantagem frente ao crescimento da demanda mundial por tratamentos odontológicos e de estética. Em 2023, a Neodent, indústria que é líder em implantes dentários no país e uma das três principais no mundo, registrou um aumento significativo em sua capacidade produtiva. Em comparação com 2018, o número de máquinas para a produção de implantes cresceu aproximadamente 165% em suas fábricas em Curitiba (PR), o que garantiu um aumento de mais de 200% na produção anual de implantes. 

E mais do que desenvolver, produzir e levar os produtos até novos mercados, há a consciência sobre a importância do investimento em educação e do compartilhamento de resultados de pesquisas para que as novas tecnologias alcancem o maior número de pessoas. 

Pensando nisso, um projeto da empresa brasileira, criado em 2023, percorreu cerca de 80 mil quilômetros levando educação, capacitação e soluções inovadoras para profissionais da odontologia de 13 países em quatro continentes. Com última parada na Costa Rica em junho deste ano, após ter passado pela Argentina, Chile, Uruguai, Estados Unidos, México, Portugal, Hungria, Emirados Árabes, Malásia, Peru, Colômbia e Turquia, o Neodent World Tour, como ficou conhecido, levou mais de 20 especialistas da empresa para apresentarem técnicas da implantodontia combinadas com tecnologias digitais de ponta, mostrando por que o Brasil é considerado líder no mercado. “Atingimos a excelência no cuidado odontológico e isso não é por acaso. Temos uma grande vantagem quando o assunto é inovação e desenvolvimento de produtos, o que nos torna mais competitivos no mercado externo e nos permite levar esse conhecimento onde precisarmos”, destaca Matthias. 

Sobre a Neodent

Fundada há 30 anos, a Neodent tem o propósito de criar novos sorrisos todos os dias. Em parceria com milhares de dentistas, a empresa desenvolve soluções estéticas e reabilitadoras, como implantes dentários inovadores, promovendo o bem-estar através do avanço da odontologia. Com um amplo portfólio e presente em mais de 95 países, a Neodent é líder no Brasil e uma das maiores empresas do segmento no mundo. O propósito da marca é refletido na cultura organizacional e no dia a dia de seus quase 3 mil colaboradores, que se orgulham de fazer parte da empresa, valorizando a diversidade, a colaboração e o desenvolvimento contínuo.

Como parte do Grupo Straumann (SIX: STMN), líder global em odontologia, e tendo a inovação em seu DNA, a Neodent investe na criação de produtos e soluções digitais que auxiliam no tratamento de milhares de pacientes. A partir de iniciativas alinhadas aos princípios ESG (ambiental, social e governança), a empresa cumpre sua missão de proporcionar sorrisos para milhares de pessoas.

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*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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