Paraná tem mais de 4,2 mil oportunidades de estágio; confira 7 dicas para conquistar uma vaga

O Paraná tem mais de 4,2 mil oportunidades de estágio pelo Centro de Integração Empresa-Escola do Paraná (CIEE/PR). Em todo o estado, as áreas com mais ofertas para os estudantes são: Administração, Pedagogia, Engenharia Civil, Marketing, Contábeis, Direito e Educação Física. 

Há  vagas disponíveis em diferentes regiões do Paraná. Somente em Curitiba e Região Metropolitana são mais de 2,1 mil oportunidades. “O estágio é a porta de entrada para o mundo do trabalho, aliando a teoria da sala de aula com a prática da profissão. E, apesar do número de vagas, a concorrência também pode ser grande. Por isso é importante o jovem  estar atento e se preparar bem”, afirma a coordenadora da Central de Atendimento ao Estudante do CIEE/PR, Fernanda Ortiz. A especialista separou sete dicas para ajudar a conquistar uma vaga. Confira:

1 – Atenção ao português 

O uso incorreto do português pode ser um obstáculo para o estudante que busca uma vaga de estágio. Por isso é importante estar atento aos erros gramaticais no currículo ou nos testes que algumas empresas aplicam para os candidatos. Vale evitar o uso excessivo de gírias ou expressões muito informais também durante a entrevista e cuidar com a concordância. Uma boa dica para ajudar a aprimorar o português é a leitura. Quem não tem tanta familiaridade com os livros pode começar com contos, crônicas e textos menores,  e ir avançando até as obras mais consagradas da língua portuguesa. O importante é buscar uma leitura que também seja prazerosa. 

2 – Capriche no currículo 

O currículo é o cartão de visitas de quem procura uma vaga. O documento deve ser preenchido com os dados pessoais como nome completo, idade, e-mail, telefone, além do endereço das redes sociais. “Como muitas vezes o candidato não possui experiência profissional anterior, vale citar cursos de capacitação, trabalhos voluntários e outras atividades que ajudem a demonstrar habilidades ou o perfil pessoal”, explica Fernanda. No currículo, além de uma apresentação profissional também é importante demonstrar um objetivo profissional: destacando as metas, e o porquê busca conseguir aquela vaga. 

3 – Não pare de buscar conhecimento 

É importante buscar aprendizado constantemente, mesmo durante o processo de seleção para alguma vaga ou até quando já estiver trabalhando. Existem várias opções de cursos gratuitos em formato presencial e on-line. O CIEE/PR, por exemplo, oferece uma série de cursos para quem deseja se qualificar e atualizar o conhecimento com foco no mundo do trabalho como: liderança, interpretação e síntese de textos, matemática financeira aplicada, entre outros. 

4 – Invista em relacionamento interpessoal

Comunicação e bom relacionamento interpessoal são qualidades cada vez mais buscadas por empresas em diferentes áreas. Além disso, vale comunicar o círculo de amizades, familiares e professores sobre a busca por um estágio ou oportunidades de qualificação. “Além disso, habilidades como criatividade e inteligência emocional podem ser mais desenvolvidas na relação com outras pessoas, no contato com ideias e pensamentos diferentes”, comenta Fernanda.  

5 – Conheça seus pontos fortes 

Vale focar nas oportunidades de estágio que estejam conectadas ao perfil pessoal e profissional. Esse autoconhecimento é importante tanto na preparação para o mundo do trabalho quanto para atuação no dia a dia de uma organização. O site do CIEE/PR oferece a Jornada Comportamental, um teste para os estudantes que, de forma gamificada e com storytelling, o participante consegue descobrir o seu perfil comportamental predominante. 

6 – Proatividade é importante 

Ter claro os objetivos de um estágio para a carreira profissional ajuda na produtividade tanto na busca pela vaga mais indicada como na atuação dentro de uma empresa ou organização. Ao definir os objetivos, o estudante pode buscar com mais clareza, cursos e oportunidades que tenham maior relação com as metas traçadas. “É importante destacar que os objetivos profissionais podem mudar ao longo do tempo, e  ter esse olhar para a ação”, afirma a coordenadora, que destaca: “no CIEE/PR, o estudante precisa ter papel ativo também na busca pela vaga, entrando em contato com empresas selecionadas para dar andamento ao processo, com a marcação da entrevista, por exemplo”. 

7 – Não desista 

Muitas vezes, é preciso ter paciência. A busca por uma vaga pode ser cansativa e frustrante, especialmente após os primeiros “nãos”. “Cada negativa pode ser uma oportunidade de aprimoramento ou de busca para algo mais alinhado com o perfil e as habilidades pessoais. De modo geral, confie no seu potencial e nas suas virtudes, que podem ser potencializadas para o mundo do trabalho”, finaliza Fernanda Ortiz.

 

Sobre o CIEE/PR

Há mais de 54 anos, o Centro de Integração Empresa-Escola do Paraná (CIEE/PR) atua para promover a integração dos jovens ao mercado de trabalho. Por meio de programas de estágios e aprendizagem, cursos de capacitação e cidadania e programas sociais, a instituição contribui para o desenvolvimento econômico e social do Estado. Com 39 unidades operacionais distribuídas em todas as regiões do Paraná, o CIEE/PR atende todo o Estado do Paraná, com uma média mensal de 27 mil estagiários e 5,8 mil aprendizes. Já recebeu cerca de 30 títulos de Utilidade Pública Municipal. Possui dezenas de registros nos Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente e também nos Conselhos Municipais de Assistência Social, condição essencial para cumprir o propósito de trabalhar para fortalecer o desenvolvimento humano e social. Ao longo de mais de 54 anos de atuação, o CIEE/PR contribuiu para a inserção e aperfeiçoamento técnico e profissional de mais de 1,5 milhão de estagiários, bem como a iniciação profissional de milhares de aprendizes junto com entidades e empresas parceiras.

 

Créditos: StartupStockPhotos/Pixabay

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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