Patrocínios no esporte devem ser vistos como ferramenta social

Falta de incentivo segue como um dos maiores desafios de atletas brasileiros que almejam um futuro profissional em diversas modalidades

 

Faltando pouco mais de um ano para as olimpíadas, um assunto começa a ganhar atenção e apelo dos atletas brasileiros: os patrocínios. Políticas públicas e programas de incentivo vindos do governo são alguns caminhos para conseguir financiamento para o esporte, mas ainda não são suficientes para o desenvolvimento de grande parte dos atletas. Atualmente, muitos jovens têm buscado também a opção do crowdfunding – ou financiamento coletivo – como forma de sobrevivência no esporte, mas o meio mais eficaz para a realização desses sonhos ainda está nas mãos das empresas privadas.

 

A paranaense Luara Mandelli é um exemplo de atleta que conseguiu realizar seus sonhos, graças aos patrocínios que recebeu. Surfista desde os 7 anos, encontrou no hobby uma meta: a de competir nos circuitos, viajando para dentro e fora do Brasil. Hoje, a surfista é patrocinada pela ClearCorrect, marca de alinhadores ortodônticos transparentes e, com apenas 14 anos, coleciona os títulos de campeã brasileira, campeã profissional paranaense júnior e faz parte da delegação brasileira que vai representar o Brasil no Mundial Júnior ISA GAMES deste ano. “Eu me sinto realizada hoje em poder fazer o que mais amo que é o surfe. Dedicar todos os meus dias em busca dos meus objetivos e poder contar com o apoio de empresas que acreditam no meu futuro e em tudo aquilo que posso conquistar por meio do esporte é minha maior motivação”, declara.

 

“Essa é a fórmula. Juntar toda essa dedicação com um incentivo para ter um resultado ainda melhor. Saber que estamos ajudando jovens atletas a ir mais longe é muito gratificante, e é isso que buscamos com os patrocínios a esportistas de diversas modalidades”, avalia Alexandre Giglio, diretor de Marketing e Educação da ClearCorrect.

 

Esportes como o surfe e o atletismo estão entre os que menos recebem incentivo, seja na modalidade individual ou nas seleções. E são esses os esportes que a indústria com planta em Curitiba (PR) apoia. Assim como Luara, a jovem surfista catarinense Maya Carpinelli e Samory Uiki, atleta olímpico da seleção brasileira de salto em distância. A marca já patrocinou também o judoca Daniel Cargnin, gaúcho medalhista de bronze nas Olimpíadas de Tóquio, além de Bárbara Domingos, medalhista de ouro e prata nos jogos Pan-Americanos.

 

“O patrocínio tem um papel fundamental na carreira de qualquer atleta, visto que viver do esporte não é tão fácil para muitos esportistas. Acreditamos que o esporte tem o poder de transformar vidas, formando, além de atletas dedicados, cidadãos de caráter e isso está diretamente relacionado ao nosso propósito, que é criar novos sorrisos todos os dias e transformar vidas”, analisa Alexandre.

 

 

Incentivo vai além

 

Mas até chegar ao tão esperado campeonato, muitas vezes o caminho a ser percorrido é árduo. Crianças e jovens que sonham em viver do esporte precisam começar a se dedicar muito cedo, enquanto ainda estão na escola. Nesse caso, conciliar os estudos com a meta de vida é mais um obstáculo a ser superado.

 

“Ir bem na escola ajuda no futebol também e como eu quero ser jogadora profissional, preciso passar em todas as matérias para poder treinar e conseguir chegar lá.” A declaração é da estudante Maria Eduarda Amaral, de 11 anos, que mora na Cidade Industrial de Curitiba, dentro da Vila Augusta B, e que participa do projeto social Sorrisos da Vila, promovido pela Neodent, indústria de implantes dentários vizinha à vila. A menina faz parte do time desde que foi criado há oito meses.

 

A iniciativa oferece aulas de futebol para crianças e adolescentes de 7 a 15 anos, duas vezes na semana, no contraturno escolar. A frequência escolar é pré-requisito para participação nas aulas de futebol, que beneficiam atualmente 50 crianças, da Vila Augusta B, localizada nas proximidades das fábricas da Neodent. O projeto é mais um exemplo de investimento que as empresas podem realizar para mudar vidas de jovens atletas e também da sociedade.

 

“Existem muitos esportistas que saíram das periferias brasileiras para ganhar o mundo e realizaram seus sonhos graças ao apoio de empresas e marcas. Da mesma forma, aqui, buscamos viabilizar ações que reforcem a importância da inclusão social e do desenvolvimento dos esportes. Buscando ampliar e fortalecer a atuação da Neodent, estamos realizando um mapa social que busca identificar outras necessidades da comunidade do entorno”, explica a diretora sênior de Comunicação e Responsabilidade Corporativa da Neodent, Raphaela Borba.

 

 

 

Sobre a ClearCorrect

 

Presente em mais de 40 países, a ClearCorrect é a segunda maior marca de alinhadores transparentes para tratamentos ortodônticos do mundo. Desde 2018, a marca está presente no Brasil – trazida pelo Grupo Straumann -, se consolidando no primeiro mercado fora dos Estados Unidos, com produção concentrada em fábrica própria em Curitiba (PR). O sistema da ClearCorrect promove a movimentação dentária por meio de pressões exercidas em determinadas regiões da arcada, resultando na remodelação óssea, além de levar à correção da má-oclusão com a elaboração de um planejamento ortodôntico virtual. Mais informações em www.clearcorrect.com.br.

 

Sobre a Neodent

 

Fundada há 30 anos por um dentista e para dentistas, a Neodent tem o propósito de criar novos sorrisos todos os dias. Líder em implantes no Brasil e uma das maiores empresas do segmento no mundo, a Neodent oferece um portfólio completo de soluções odontológicas diretas, progressivas e acessíveis. É responsável pela criação de produtos originais, como o Grand Morse e o Neodent Ceramic Implant System, entre outros que hoje estão presentes em mais de 80 países. O propósito da marca faz parte da cultura organizacional e do cotidiano dos seus mais de dois mil colaboradores, que trabalham com orgulho de pertencer à empresa. A inovação também faz parte também do DNA da empresa, assim como a constante busca por aprendizado e crescimento.

 

A Neodent, que faz parte do Grupo Straumann (SIX: STMN), líder global em odontologia, acredita que a diversidade, a colaboração e o desenvolvimento contínuo dos colaboradores são a chave do sucesso, e o êxito da marca se deve aos seus produtos e soluções odontológicas de alta tecnologia, com excelentes resultados, que permitem que milhares de pessoas sorriam.

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. 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