Plataforma brasileira de conhecimento em adaptação à mudança do clima será lançada em 7 de dezembro

Instituições e pesquisadores de todo o Brasil poderão acessar materiais diversos sobre adaptação à mudança do clima, como estudos, ferramentas e métodos, além de compartilhar conteúdo. A proposta é disseminar informação de qualidade a atores dos vários segmentos da economia e da sociedade que lidam com um dos temas mandatórios da atualidade

AdaptaClima é o nome da plataforma que disponibilizará, de forma colaborativa e interativa, informações e material sobre adaptação à mudança do clima, incentivando, ao mesmo tempo, a conexão entre provedores e usuários de conhecimento em torno dessa agenda.

O desenvolvimento da plataforma AdaptaClima, que será lançada em 7 de dezembro, em Brasília, foi coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), implementada pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP) e pelo Instituto Internacional pelo Meio Ambiente e Desenvolvimento (IIED), com o apoio do Conselho Britânico por meio do Fundo Newton. Além dessas entidades que desenvolveram a plataforma, mais de 30 atores chave – entre eles a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza – participaram colaborando cada um com a sua expertise no tema, compartilhando informações e dados em adaptação e construindo em conjunto uma rede de conhecimento no assunto.

“A AdaptaClima é mais que uma ferramenta, é uma rede de apoio à implantação de ações de adaptação no Brasil. E nós da Fundação Grupo Boticário contribuímos ao longo de quase dois anos para o desenvolvimento dessa plataforma compartilhando nossa experiência de atuação junto a tomadores de decisão, visando sempre demonstrar a importância da conservação dos ambientes naturais como parte da estratégia de aumento da resiliência da sociedade em relação aos impactos da mudança do clima. A partir de agora continuaremos dando apoio à gestão da plataforma, junto com os outros membros, por meio da participação em seu Comitê Consultivo. É hora de nos prevenirmos contra os impactos da mudança do clima, e a natureza faz parte da solução deste grande desafio que a sociedade está enfrentando”, afirma a analista de projetos ambientais da Fundação Grupo Boticário, Juliana Ribeiro.

A AdaptaClima foi criada com o objetivo de preencher essa lacuna de conhecimento e em contribuição direta para o 1º objetivo do Plano Nacional de Adaptação que prevê, entre suas metas, uma plataforma online de gestão do conhecimento em adaptação criada e disponível à sociedade.

A plataforma trará informações em diferentes formatos, sobre temas específicos; publicações e ferramentas por região e por setor indicados pelos próprios usuários; interface interativa de dados climáticos para apoiar tomada de decisão em adaptação; materiais para apoiar no passo a passo para a elaboração de estratégias de adaptação; e rede de profissionais.

O desenvolvimento da plataforma AdaptaClima passou por vários estágios no decorrer do biênio 2016-2017. Foram realizados oito workshops, seis webinars, consultas remotas, testes online, reuniões e entrevistas com aproximadamente 60 organizações no Brasil e 15 no Reino Unido.

“A construção conjunta da plataforma, junto a 35 organizações parceiras, foi um processo rico em aprendizado e fundamental para que a AdaptaClima atenda às necessidades e aos interesses dos diferentes atores que vêm trabalhando para reduzir vulnerabilidades e fortalecer resiliência no País”, diz Mariana Nicolletti, que coordena o projeto no GVces. Ela explica que um dos desafios para os investimentos e ações de adaptação no Brasil é o acesso a informações assertivas, aplicáveis e confiáveis. O conhecimento é um recurso necessário para que pessoas e organizações, em estágios distintos, possam levar a cabo suas estratégias e tomar decisões embasadas para a construção de capacidade adaptativa no grupo, organização ou território.

A coordenadora-geral de Ações em Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, Celina Xavier, explica que o processo de tomada de decisão, por parte dos gestores públicos e privados, necessita de base confiável de conhecimento. “A AdaptaClima pretende ser essa base, permanentemente atualizada, no tema de adaptação à mudança do clima. Com ela, o Ministério do Meio Ambiente, com a inestimável parceria da FGV e IISD, cumpre seu papel de democratizar informações confiáveis para toda a sociedade.”

No Brasil, 65 organizações com atuação relevante na agenda contribuíram ao longo do processo; destes, 35 atores-chave participaram ativamente da construção da plataforma. Já no Reino Unido, 15 organizações foram envolvidas como atores-referência por sua atuação na criação de plataformas de adaptação já existentes.

SERVIÇO

Lançamento da plataforma AdaptaClima
Quando: 07/12/2017, das 10h às 12h
Onde: Ministério do Meio Ambiente, Auditório Ipê Amarelo – Brasília, DF
Acesse a plataforma:www.adaptaclima.com.br (disponível a partir de 7/12)

Para participar do lançamento, inscreva-se neste link.

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. 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