Premiada como uma das 10 melhores professoras do mundo, educadora inspira colegas brasileiros

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Débora Garofalo fala sobre sua trajetória e projetos ao longo do podcast PodAprender

Débora Garofalo foi a primeira mulher brasileira e primeira sul-americana a ser finalista no Global Teacher Prize, que tem como objetivo destacar a importância dos professores e como os seus esforços devem ser reconhecidos em todo o mundo. A premiação, considerada o Nobel da Educação, foi recebida por ela em 2019 em reconhecimento ao projeto Robótica com Sucata, que desenvolveu com alunos da educação pública de São Paulo. 

Débora formou-se em Letras e Pedagogia, é mestranda em Educação e teve uma trajetória de ida e volta às salas de aula, com outras experiências na carreira, em indústria e bancos antes de retornar à docência. “Eu voltei para a sala de aula justamente para a educação pública por acreditar que ali é onde o professor realmente faz a diferença. Mas ter a oportunidade de ter presenciado esses outros olhares me fez ser um pouco da professora que me tornei”, conta. 

Foi em 2015 que ela criou o trabalho de Robótica com Sucata em uma escola municipal da Zona Sul da cidade de São Paulo. “70% dos meus estudantes me relatavam que o lixo era um problema sério na vida deles. Naquele momento, eu podia ficar indiferente ou entender que era com o lixo que eu tinha que trabalhar. Eu precisava potencializar o lixo como um objeto de conhecimento”, relata sobre a realidade do meio educativo quando criou o projeto que leva o conhecimento de robótica com a utilização de sucatas retiradas das ruas da cidade. 

“O Robótica com Sucata me fez ser e ter esse olhar diferenciado para o trabalho dentro da sala de aula. Entender que os estudantes são o centro do processo de aprendizagem e o professor é só um parceiro, aquele que vai apoiar essas ações”, explica Débora. “Eu tinha que mostrar pra eles o poder que eles tinham de realmente transformar a comunidade deles”. 

Em uma carta de agradecimento recebida por Débora, escrita por seus alunos, na entrega do prêmio, uma frase se destacou: “professora, obrigada por entender que na favela moram pessoas”. “Essa frase pra mim é muito forte porque a gente faz todo um trabalho mas nunca entende o que de fato se passa na cabeça de um estudante e como todo esse momento de aprendizado vai realmente impactá-los”, expõe Débora. 

Para os colegas de profissão, a professora indica que a cobrança deve estar presente nos dois lados. “Hoje, estar nessa posição de ser reconhecida por esse trabalho me traz também uma grande responsabilidade com meus próprios colegas, de mostrar que é necessário que nós tenhamos altas expectativas para os nossos estudantes, mas é essencial nós termos altas expectativas para nós mesmos, os professores”, aconselha. 

“O professor é essencial. É necessário que ele entenda que ele precisa dar o primeiro passo. O segundo passo é que ele compreenda que realmente precisa envolver o território educativo. Hoje, eu não acredito mais numa educação somente baseada numa sala de aula com quatro paredes. A educação perdeu um pouco dessa essência e precisa envolver o território educativo”, afirma Débora, indicando ainda que é preciso entender que a inovação e a tecnologia precisam estar contextualizadas para os alunos. “E, mais do que isso, eles precisam entender que a educação não está distante da realidade deles. É preciso envolver esses estudantes em resoluções de problemas, trazer um pouco dos aspectos reais para realmente transformar essa realidade em objeto de conhecimento”. 

Débora conta mais sobre sua trajetória até o prêmio no oitavo episódio do podcast PodAprender, com o tema “SuperProf – conheça Débora Garofalo, uma das dez melhores professoras do mundo“. Com produção da Central Press Brasil, o PodAprender é uma realização da Editora Aprende Brasil, que atende 266 mil alunos em mais de 200 municípios brasileiros. Ao longo de 24 episódios quinzenais, são abordados temas relacionados à Educação com convidados com vasta experiência na área. O programa pode ser ouvido no site http://sistemaaprendebrasil.com.br/podaprender/, nas plataformas Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts e nos principais agregadores de podcasts disponíveis. 

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Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. 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