Produtos de limpeza em cápsulas são apostas para revolucionar mercado

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Empresa que utiliza somente compostos de origem natural na produção está entre os 15 projetos selecionados na chamada de casos de Soluções Baseadas na Natureza, realizada pela Fundação Grupo Boticário

 

Atualmente, o Brasil é o 4º colocado no mundo em consumo de produtos de limpeza. No entanto, em sua maioria, são materiais que possuem componentes químicos poluentes para corpos d’água e organismos aquáticos. Produtos de limpeza também costumam ser diluídos em água para aumentar o volume e exigem mais plástico e papelão na fabricação de embalagens, que trazem frascos enormes e termos técnicos difíceis de serem compreendidos pela população em geral. Esse processo todo pode causar sérios danos ao meio ambiente, como o aumento da emissão de gases para o transporte dessas embalagens, além da produção de lixo de forma desnecessária.

Como solução para o problema, a empresa YVY, com fábrica sediada em São Paulo, apostou na criação de produtos que contam com ativos de origem natural em sua composição, além de embalagens recicláveis e econômicas que pouco agridem a natureza. Os produtos são oferecidos em forma de cápsulas hiperconcentradas que podem ser encaixadas nos borrifadores permanentes, adquiridos na primeira compra, ou diluídos em um balde, utilizando dois litros de água. Os itens têm como base o terpeno, composto encontrado em sementes, flores, folhas, raízes e madeira de plantas e são as substâncias responsáveis pela assepsia na natureza e não possuem petroquímicos, cloro ou fosfatos, e contam com embalagens sustentáveis, produzidas com PET.

Os produtos que agem como solventes, bactericidas e neutralizadores de odores são vendidos pela internet na modalidade de assinaturas mensais e oferecem três tipos de kits (P, M e G), que variam de acordo com a quantidade de pessoas que residem no local. Segundo o CEO, Marcelo Ebert, o menor kit, que conta com 14 cápsulas, reduz em mais de 5 kg o plástico e água utilizados na produção dos produtos similares.

Ebert, que há 11 anos atua no mercado com produtos que utilizam componentes de origem natural de fontes renováveis em sua composição, garante que essa se tornará uma tendência de mercado. “Quando decidimos seguir por essa linha, diante da grande procura por mercadorias sustentáveis, pesquisamos o segmento de produtos de limpeza e percebemos que fora do Brasil já havia um movimento nesse sentido. A partir daí, apostamos nessa ideia que é totalmente inovadora, avalia.

O CEO ressalta que a forma como o País apresenta seus produtos de limpeza é antiquada e a ideia da empresa é melhorar a qualidade da limpeza, além da experiência de compra, uso e descarte das embalagens. “Mais de 90% do conteúdo dos produtos tradicionais é água. Queremos revolucionar esse mercado, oferecendo um produto sustentável, que otimiza tempo e espaço, além de contar com uma embalagem com um design moderno e reciclável”, conta.

A empresa foi apresentada pela primeira vez durante o evento que revelou os selecionados na chamada de casos de Soluções Baseadas na Natureza, realizada pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. A ideia da YVY foi uma das 15 escolhidas e seu histórico está disponível na edição especial e bilíngue online da Revista Página22 (p22on.com.br). “Nosso objetivo com a chamada foi divulgar o potencial das Soluções Baseadas na Natureza no Brasil e mostrar que elas podem ser elaboradas e aplicadas de forma simples. Esperamos que outras pessoas e instituições se interessem em desenvolver práticas como essas”, comenta Guilherme Karam, coordenador de Estratégias de Conservação da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

A chamada selecionou projetos de empresas, governos, sociedade civil e universidades que visam utilizar os ecossistemas para solucionar situações do dia a dia das cidades.

Sobre a Fundação Grupo Boticário

A Fundação Grupo Boticário é fruto da inspiração de Miguel Krigsner, fundador de O Boticário e atual presidente do Conselho de Administração do Grupo Boticário. A instituição foi criada em 1990, dois anos antes da Rio-92 ou Cúpula da Terra, evento que foi um marco para a conservação ambiental mundial. A Fundação Grupo Boticário apoia ações de conservação da natureza em todo o Brasil, totalizando mais de 1.500 iniciativas apoiadas financeiramente. Protege 11 mil hectares de Mata Atlântica e Cerrado, por meio da criação e manutenção de duas reservas naturais. Atua para que a conservação da biodiversidade seja priorizada nos negócios e nas políticas públicas, além de contribuir para que a natureza sirva de inspiração ou seja parte da solução para diversos problemas da sociedade. Também promove ações de mobilização, sensibilização e comunicação inovadoras, que aproximam a natureza do cotidiano das pessoas.

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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