Professores se inspiram em Van Gogh para ensinar de Língua Portuguesa a Matemática

[flgallery id=3333 /]

O que crase, artes e matemática cósmica têm em comum? Todos esses conteúdos podem ser explicados a partir da análise da obra do pintor holandês Vincent Van Gogh. Foi o que fizeram os professores Diony Rodrigues, Andreza Pessôa e Morgana Carvalho, do Colégio Positivo, no Paraná. De forma lúdica e criativa, os educadores exploraram conceitos complexos, como a matemática cósmica, que físicos do mundo todo demoraram anos para compreender, de um uma maneira nova para todos: remotamente. Afinal, esse tem sido o desafio desde que a escola passou do presencial para o virtual. 

Diony é professor de artes do Colégio Positivo – Master, em Ponta Grossa. Ele ainda estava com a imunidade baixa, recuperando-se de dengue, isolado no sítio da família, para se proteger do novo coronavírus. E, em meio a isso, deparou-se com o “novo normal”: gravar aulas de artes on-line para os alunos do Ensino Médio. “Eu só tinha o celular e alguns livros no sítio. Bateu o frio na barriga. Como gravar aulas que não ficassem chatas e com os poucos recursos que eu dispunha? Tinha que ser lúdico, mas também precisava ter conteúdo, informar de um jeito leve”, disse o professor.

Diony se reinventou. Fez os alunos se sentirem no lugar do artista. Para as primeiras aulas, foi para o meio da plantação a fim de gravar sobre o movimento Realista na Europa, o qual valorizava o que não era aceito nas artes da época, como o camponês. Pegou roupas e tintas velhas e se caracterizou, com muita fidelidade, de modo a representar um dos autorretratos do artista. E, assim, ele conseguiu um engajamento enorme dos alunos – foi uma das aulas de maior sucesso do professor. Dessa perspectiva, conseguiu mostrar que, se Van Gogh tivesse sido aceito do jeito que era, em sua época, não teria morrido tão cedo. De quebra ainda ensinou aos alunos sobre empatia e pensamento crítico. “São aulas que eles vão lembrar lá no vestibular, ou ensinamentos que vão levar para a vida toda”, comenta o professor, feliz com o resultado que conseguiu com tão poucos recursos.

A estudante Maria Luisa Dalzoto Ribeiro, de 15 anos, conta que agora sabe na ponta da língua sobre a infância de Van Gogh, a briga de família e as características de cada uma das quatro fases do artista. “São coisas que ficam marcadas para sempre, não só do conteúdo, mas do professor. A gente vê que ele se dedicou. Nos faz sentirmos mais importantes e nos motiva a aprender, pois é uma aula diferente das outras. E o Diony ficou muito parecido com o autorretrato. Melhor caracterização que já vi. A aula termina, a turma já começa a comentar sobre o que viu. Todos adoram”, diz.

Entre verbos e crases

Engana-se quem pensa que é somente na aula de artes que Van Gogh ganha a atenção dos alunos. Nas aulas de Língua Portuguesa da Andreza, que leciona para turmas do 9º ano, no Colégio Positivo – Jardim Ambiental, em Curitiba, o tema é crase e análise sintática. “Vimos que, com o decorrer das semanas, os alunos foram cansando. Eu percebi que precisava fazer algo a mais para eles voltarem a ser mais participativos. Aí tive a ideia de me caracterizar de artistas diversos. As gestoras apoiaram e foi um sucesso. A ideia não era linkar o artista ao conteúdo que eu estava ensinando. Era só despertar mais a atenção mesmo. Inicio a aula com a leitura de uma frase, de um trecho, de um poema da personalidade do dia para tocá-los, para fazê-los refletir. Enfim, já fiz uma caracterização por semana”, diz Andreza, que além de Van Gogh, já se vestiu de Frida Kahlo, Afarin Sajedi, Fernando Pessoa e até da personagem infantil Smurfete, para dar aquela descontraída na última semana antes do recesso de julho.

“Antes, os alunos não usavam muito o microfone, não participavam muito. Agora são muito mais ativos, ativam o microfone para responder às perguntas. E ficam supercuriosos perguntando qual será a caracterização da próxima semana. Mas eu faço suspense. O domingo é o meu melhor dia da semana. Eu relaxo e me divirto trabalhando na fantasia da semana seguinte. Faço isso para manter a saúde mental – minha e deles – nesse isolamento. Ser professor é algo mágico, é a oportunidade de tocar vidas de diferentes maneiras”, diz Andreza. “As caracterizações têm ficado tão boas que eles me perguntam que horas eu acordo para fazer tudo aquilo”, completa ela, explicando que as aulas caracterizadas iniciam às 8h da manhã e são ao vivo.

Quem garante que as caracterizações realmente chamam atenção para a aula é Caio Bianchini, 14 anos, aluno de Andreza. “As fantasias são inesperadas e tornam a aula bem interessante. Além da Língua Portuguesa, também aprendi sobre quadros de Van Gogh que eu já conhecia, mas não sabia que eram dele. No começo, achei muito difícil as aulas on-line. Era pesado, muito cansativo. Até ver um professor caracterizado, que começou a tornar a aula muito mais dinâmica. A gente vê que ela se dedicou daquela forma por nós. Motiva a prestar mais atenção”, diz o jovem, que garante que aprendeu bastante sobre crase com “Van Gogh” e análise sintática com a “professora Fernando Pessoa”.

E não é só dos alunos que as aulas caracterizadas estão chamando a atenção. Até os pais estão participando com os filhos. “O Caio sempre foi bom aluno. Mas ter interesse por aula on-line já é outra história. E ele começou a comentar muito da professora, do jeito que ela se caracterizava para as aulas, que ficamos curiosos em ver a aula”, diz Leila Wrobel Schatz, mãe do Caio. Ela garante que isso melhorou muito o interesse e a curiosidade do filho para a disciplina. “Independentemente da faixa etária, a aula tem que despertar o interesse do aluno. Ainda mais de adolescentes, que já fazem escolhas por conta própria. E essa professora conseguiu. Tivemos uma reunião de pais recentemente e todas as mães falaram muito bem do trabalho da professora Andreza”, analisa Leila.

Até a aluna Julia Mazza Auer, de 14 anos, que gosta mais das disciplinas exatas, está animada com as aulas de Língua Portuguesa, graças ao trabalho de caracterização de Andreza. “A Julia acorda toda empolgada para as aulas de Língua Portuguesa”, conta Elisangela Auer, mãe da Julia.

Matemática Cósmica

Mas se tem algo que os físicos do mundo todo demoraram anos para entender e comprovar é a mecânica dos fluídos, retratada em um dos quadros mais famosos de Van Gogh, “A Noite Estrelada”. Para uma websérie sobre mitos e verdades das Artes do Colégio Positivo, a professora de Artes Morgana Carvalho teve o desafio de explicar o assunto universitário avançado para os estudantes. Com três anos cursados de Engenharia Civil e formada em Artes, Morgana explicou aos alunos que Van Gogh teve diversos episódios de esquizofrenia e surtos psicóticos no fim da vida e que, possivelmente, foi em um desses surtos, observando o céu, que o artista holandês conseguiu retratar o movimento do cosmos exatamente igual eles realmente fluem no céu. Agora, a professora também trabalha com os autorretratos do artista na Educação Infantil e segue encantando crianças de todas as idades.

Sobre o Colégio Positivo 

O Colégio Positivo compreende oito unidades na cidade de Curitiba, onde nasceu e desenvolveu o modelo de ensino levado a todo o país e ao exterior. O Colégio Positivo – Júnior, o Colégio Positivo – Jardim Ambiental, o Colégio Positivo –  Ângelo Sampaio, o Colégio Positivo – Hauer, o Colégio Positivo – Internacional, o Colégio Positivo – Água Verde, o Colégio Positivo – Boa Vista e o Colégio Positivo – Batel atendem alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio, sempre combinando tecnologia aplicada à Educação, material didático atualizado e professores qualificados, com o compromisso de formar cidadãos conscientes e solidários. Em 2016, o grupo chegou em Santa Catarina – onde hoje fica o Colégio Positivo – Joinville e o Colégio Positivo – Joinville Jr. Em 2017, foi incorporado ao grupo o Colégio Positivo – Santa Maria, em Londrina (PR). Em 2018, o Positivo chegou a Ponta Grossa (PR), onde hoje está o Colégio Positivo – Master. Em 2019, somaram-se ao Grupo duas unidades da escola Passo Certo, em Cascavel (PR), e o Colégio Semeador, em Foz do Iguaçu (PR).

Share:

Latest posts

LORD-KRONY
Hard Rock Cafe Curitiba recebe espetáculo em homenagem a Freddie Mercury e o Queen
Bem-estar (1)
Bem-estar emocional como foco no ambiente de trabalho: mudanças na NR-1 colocam a saúde mental como pilar essencial nas estratégias corporativas
*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
ARTIGO: Mentalidade AI First: cinco skills fundamentais para os gestores de RH desenvolverem ainda este ano

Sign up for our newsletter

Acompanhe nossas redes

related articles

LORD-KRONY
Hard Rock Cafe Curitiba recebe espetáculo em homenagem a Freddie Mercury e o Queen
Freddie-Verso, apresentado por Lord Krony, reúne clássicos da banda em noite dedicada ao legado do cantor O...
Saiba mais >
Bem-estar (1)
Bem-estar emocional como foco no ambiente de trabalho: mudanças na NR-1 colocam a saúde mental como pilar essencial nas estratégias corporativas
Modelo cooperativista se destaca pelo pioneirismo em ações voltadas ao bem-estar emocional dos colaboradores O...
Saiba mais >
*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
ARTIGO: Mentalidade AI First: cinco skills fundamentais para os gestores de RH desenvolverem ainda este ano
*por Juliana Maria – head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em...
Saiba mais >
Dr. Geninho Thomé, fundador da Neodent.
Paranaense Geninho Thomé é reconhecido entre os 100 Mais Influentes da Saúde na categoria Empresário
Trajetória marcada pela inovação e pela ampliação do acesso à saúde bucal coloca o fundador da Neodent...
Saiba mais >