Projeto de educação do Sicredi chega ao Haiti

Principal iniciativa de responsabilidade social da instituição, o Programa A União Faz a Vida rompe barreiras beneficiando mais de 270 crianças em Porto Príncipe

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Demonstrar uma forma diferente de ensinar e aprender, baseada nos conceitos de cooperação e cidadania. Essa é a motivação do Sicredi que, durante o mês de setembro, esteve no Haiti em uma missão especial para promover a educação integral no País. Os colaboradores embarcaram rumo à capital Porto Príncipe levando na bagagem a metodologia do Programa A União Faz a Vida (PUFV), principal iniciativa de responsabilidade social do Sicredi, primeira instituição financeira cooperativa do Brasil. O programa, que no ano passado, impactou mais de 284 mil crianças e adolescentes em todo o território brasileiro realizou sua primeira incursão fora do país pela iniciativa da Sicredi Centro Oeste Paulista, com apoio da Central Sicredi PR/SP/RJ e da Fundação Sicredi. 

Na missão no Haiti os colaboradores apresentaram a metodologia do Programa para os religiosos, professores e funcionários da escola Institution Sacré Coeur de Jésus, em Porto Príncipe. A instituição, ligada à Sagrado Rede de Educação, oferece ensino de excelência e refeições diárias para mais de 270 crianças que vivem em condições de vulnerabilidade social na capital do Haiti. “Mostramos como funciona o programa de formação de professores dentro da metodologia que desenvolvemos. Entendemos que por meio da educação podemos transformar a vida das pessoas e esperamos que essa iniciativa traga bons frutos”, comenta a assessora pedagógica do Programa A União Faz a Vida, Sabrina Conde.

A iniciativa possui um longo histórico de atuação e bons resultados no Brasil. O Programa A União faz a Vida iniciou suas atividades em 1995, no município de Santo Cristo, interior do Rio Grande do Sul, e atualmente é realizado em mais 1,9 mil escolas em mais de 360 municípios de todo o Brasil. Com uma metodologia própria, o programa propõe uma aprendizagem participativa tendo o diálogo como premissa básica. O sucesso do projeto está aliado ao engajamento de vários atores da rede de compromisso. Além do Sicredi, gestor do programa, são protagonistas nesta iniciativa: educadores, assessoria pedagógica, parceiros, apoiadores, gestores das escolas, todos juntos buscando fazer a diferença na vida de crianças e adolescentes por meio da educação.

A vivência da metodologia com os alunos inicia com as expedições investigativas, que são o ponto de partida para a definição dos temas dos projetos cooperativos. Os educadores formulam questões que orientam a visita ao território da investigação e os estudantes vão para a comunidade para observar, experimentar e descobrir o ambiente a sua volta. Após a expedição, os alunos definem democraticamente o projeto a ser realizado, escolhendo o tema sobre o qual querem conhecer mais. 

Intercâmbio com o Haiti 

Consolidado no Brasil, o PUFV extrapolou fronteiras e chegou ao Haiti por meio do trabalho desenvolvido por uma das cooperativas filiada à Central Sicredi PR/SP/RJ, que compõem o Sicredi. Atuando no interior de São Paulo, a Sicredi Centro Oeste Paulista já desenvolve ações do Programa A União Faz a Vida nos municípios de Dracena e Pompeia, com o envolvimento de escolas participantes. Em Bauru,Marília e Adamantina, também no interior paulista, o programa deverá ser implementado em 2020, mas a atuação da cooperativa no ambiente escolar, com oficinas de educação financeira e peças teatrais chamaram a atenção das religiosas  e gestoras executivas que mantêm a Sagrado Rede de Educação – instituição educacional que desenvolve o projeto no Haiti. 

Com a proximidade de intenções pela educação de qualidade, surgiu a parceria e a possibilidade de levar para a instituição de Porto Príncipe um novo olhar sobre educação. “Soubemos que no Haiti a percepção de educação era muito diferente do que estávamos acostumados, mas sabemos que o ensino de qualidade é a chave para o desenvolvimento das comunidades. Acreditamos nisso e estamos muito felizes por levarmos nossa experiência a um País ainda mais carente que o Brasil”, explica o presidente da Sicredi Centro Oeste Paulista, Dr. João Alberto Salvi.

O projeto, que tem a colaboração como inspiração, contou com doações que possibilitaram o envio de 270 uniformes esportivos para as crianças da instituição. Os integrantes da missão brasileira foram como voluntários e levaram  todo material de apoio ao projeto, como livros traduzidos para o francês, língua falada no país caribenho. “Exercer o voluntariado é uma forma de se tornar próximo aos outros e representa muito o espírito de equipe do Sicredi. Levar uma metodologia educacional a um país em reconstrução foi uma maneira de reafirmarmos nosso compromisso com a comunidade, mesmo que se tenha que extrapolar fronteiras, já que o Programa “A União Faz a Vida” possui números e histórico suficiente para exportar conhecimento”, finaliza o assessor de Desenvolvimento do Cooperativismo da Sicredi Centro Oeste Paulista, Marcello Zanluchi. 

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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