Projeto que ensina depiladoras a identificar problemas de saúde é ampliado

[flgallery id=549 /]
O projeto Depiladora Amiga, parceria da Secretaria Municipal da Saúde com a Universidade Positivo, começou a ser expandido para toda a rede pública de saúde de Curitiba. Nesta semana, depiladoras que trabalham nos bairros ligados aos distritos sanitários Boqueirão e Cajuru participaram de uma capacitação sobre lesões provocadas por doenças sexualmente transmissíveis (DST) e como ajudar clientes a cuidar da saúde. Também foram orientadas a identificar sinais de violência contra a mulher, além de informações sobre os equipamentos de proteção para o trabalho profissional. O treinamento aconteceu no campus da Universidade Positivo no bairro Hauer.
O “Depiladora Amiga” é uma iniciativa desenvolvida pela médica Andressa Gulin e pela enfermeira Tatiane Herreira Trigueiro, professoras da Universidade Positivo, a partir de uma realidade identificada pela equipe da Unidade de Saúde Augusta, na Cidade Industrial de Curitiba: a baixa procura das mulheres da comunidade por exames. A diretora do Departamento de Atenção Primária à Saúde da Secretaria Municipal da Saúde, Nilza Faoro, afirma que desde que foi implantado, há pouco mais de um ano – inicialmente na US Augusta e depois estendido para outras unidades do Distrito Sanitário CIC – já se verificou um aumento significativo na procura por exames ginecológicos e coleta do preventivo de colo de útero. “É muito importante conseguirmos melhorar o monitoramento e os diagnósticos do câncer de colo de útero em Curitiba. Com a ampliação do projeto, a conscientização feminina também vai aumentar em toda a cidade”, comenta.
Tatiane explica que o papel da depiladora, que normalmente tem bastante intimidade com suas clientes, é o de identificar se a região íntima é sadia. Nos casos negativos, a cliente é orientada a buscar atendimento no serviço de saúde. “Graças ao vínculo com suas pacientes, a depiladora tem um grande potencial e pode se tornar uma promotora de saúde”, destaca. A depiladora Maria José dos Santos, que está no ramo há oito anos, relata que são bastante frequentes as dúvidas entre as mulheres, que muitas vezes não sabem diferenciar um pelo encravado de uma espinha ou mesmo uma verruga. “Com este curso, terei mais informação para orientar minhas clientes”, salienta.
Ouzanas Maria Félix, que trabalha como depiladora há 12 anos e atualmente atende em um salão no bairro Uberaba, gostou muito da proposta do curso, por proporcionar mais capacitação para o seu trabalho cotidiano. “A gente costuma ter muita liberdade com as clientes e quando elas vêm com dúvidas sobre infecção ou algum outro problema, eu já recomendo a buscarem a ajuda de um profissional de saúde”, argumenta.
Iniciativa
Em julho de 2015, 12 depiladoras foram convidadas a participar de uma capacitação com informações sobre como identificar, durante depilações íntimas, indícios de infecções ou doenças sexualmente transmissíveis (DST) e convencer as clientes a buscar orientação médica e fazer exames ginecológicos preventivos. Tatiane salienta que a intenção não é de que a depiladora faça um diagnóstico, mas sim que oriente outras mulheres a procurarem a unidade de saúde. Durante 4 horas, as depiladoras são orientadas por médicos e enfermeiros sobre anatomia, lesões em região inguinal, fluxograma em unidades de saúde, técnicas de depilação, informações sanitárias e como encaminhar clientes para atendimento nas unidades.
As próximas etapas da capacitação das depiladoras acontecem no dia 28 de novembro, profissionais dos distritos Santa Felicidade, Boa Vista e Matriz, participarão do curso no campus Osório, da Universidade Positivo, localizado no Centro, e no dia 5 de dezembro, será no auditório do Hospital do Idoso, para as profissionais que atuam nos distritos sanitários Pinheirinho, Tatuquara e Bairro Novo. Interessadas podem buscar informações nas unidades de saúde ou pelo telefone (41) 3350-9335.
 
Sobre a Universidade Positivo – A Universidade Positivo (UP) concentra, na Educação Superior, a experiência educacional de mais de quatro décadas do Grupo Positivo. A instituição teve origem em 1988 com as Faculdades Positivo, que, dez anos depois, foram transformadas no Centro Universitário Positivo (UnicenP). Em 2008, foi autorizada pelo Ministério da Educação a ser transformada em Universidade. Atualmente, oferece 56 cursos de Graduação (31 cursos de Bacharelado e Licenciatura e 25 Cursos Superiores de Tecnologia), três programas de Doutorado, quatro programas de Mestrado, centenas de programas de Especialização e MBA e dezenas de programas de Extensão. Em Curitiba, a UP conta com três campus: Ecoville, que ocupa uma área de 424,8 mil metros quadrados, Praça Osório, no centro da cidade, e Mercês – Catarina Labouré. Lançou, em 2013, seu programa de Educação à Distância, com dezenas de polos em todo o país. É considerada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) a melhor universidade privada do Paraná, pelo quarto ano consecutivo.

Share:

Latest posts

Ganhador-poupanca-cianorte - -Jhon-Marlon-Feltrin-Prodentes - -eletricista-industrial (1)
Sicredi já distribuiu mais de R$ 3 milhões em prêmios para estimular o hábito de poupar
LORD-KRONY
Hard Rock Cafe Curitiba recebe espetáculo em homenagem a Freddie Mercury e o Queen
Bem-estar (1)
Bem-estar emocional como foco no ambiente de trabalho: mudanças na NR-1 colocam a saúde mental como pilar essencial nas estratégias corporativas

Sign up for our newsletter

Acompanhe nossas redes

related articles

Ganhador-poupanca-cianorte - -Jhon-Marlon-Feltrin-Prodentes - -eletricista-industrial (1)
Sicredi já distribuiu mais de R$ 3 milhões em prêmios para estimular o hábito de poupar
Mais de 400 associados já foram contemplados em 2026 na campanha Poupança Premiada, que segue até dezembro...
Saiba mais >
LORD-KRONY
Hard Rock Cafe Curitiba recebe espetáculo em homenagem a Freddie Mercury e o Queen
Freddie-Verso, apresentado por Lord Krony, reúne clássicos da banda em noite dedicada ao legado do cantor O...
Saiba mais >
Bem-estar (1)
Bem-estar emocional como foco no ambiente de trabalho: mudanças na NR-1 colocam a saúde mental como pilar essencial nas estratégias corporativas
Modelo cooperativista se destaca pelo pioneirismo em ações voltadas ao bem-estar emocional dos colaboradores O...
Saiba mais >
*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
ARTIGO: Mentalidade AI First: cinco skills fundamentais para os gestores de RH desenvolverem ainda este ano
*por Juliana Maria – head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em...
Saiba mais >