Projetos incentivados na saúde, esporte e cultura devem receber R$ 6,1 bilhões em 2024

Crescimento pode chegar a 29%; empresas utilizam Leis de Incentivo Fiscal para apoiar iniciativas conectadas ao seu propósito, beneficiando milhares de pessoas

No Brasil, as Leis de Incentivo Fiscal desempenham um papel fundamental ao permitir que as empresas destinem parte do imposto devido para causas sociais que impactam diretamente a sociedade. Por meio dessas leis, projetos em áreas como saúde, esporte e cultura se fortalecem, transformando recursos públicos em benefícios concretos para a população. Um levantamento da Simbi, social tech especializada na gestão de investimentos sociais corporativos, indica que os investimentos fiscais nessas áreas devem atingir R$ 6,1 bilhões em 2024 — um crescimento de 29% no volume de recursos em relação a 2023. Os números refletem ações de empresas que utilizam a legislação para ampliar seu compromisso social e melhorar a qualidade de vida nas comunidades onde atuam.

Um exemplo é a Neodent. Em Curitiba, a empresa líder no segmento odontológico apoia instituições como o Hospital Pequeno Príncipe, referência mundial no atendimento infantil. Com uma parceria de nove anos, a instituição vem impulsionando projetos que possuem frentes de atuação em saúde bucal, o que reafirma e fortalece o propósito e os compromissos da empresa incentivadora. Com o apoio, o hospital já ofereceu milhares de atendimentos odontológicos a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, que estavam em tratamento de doenças de média e alta complexidade. É também através da Lei de Incentivo à Cultura que a Neodent incentiva o Pequeno Príncipe, tendo destinado recursos a um projeto que tem o objetivo de oferecer atividades culturais a pacientes, familiares e colaboradores.

“Acreditamos que direitos não são privilégios e que todas as crianças devem receber o melhor atendimento possível. Com o apoio de pessoas físicas e de empresas como a Neodent, estamos conseguindo promover constantes melhorias na nossa estrutura e colhendo resultados importantes, como o avanço do conhecimento, a formação de profissionais de alto nível e produção de inovação com benefícios diretos à sociedade. Somos o maior e mais completo hospital pediátrico do Brasil e seguimos transformando a vida de milhares de crianças há mais de 100 anos”, ressalta a diretora-executiva do Hospital Pequeno Príncipe, Ety Cristina Forte Carneiro. 

Um olhar para a melhor idade

O Angelina Caron é mais um hospital da grande Curitiba que, desde 2018, conta com o apoio da Neodent. Apesar de contemplar também iniciativas voltadas à atenção infantil, grande parte dos projetos incentivados pela empresa é focada na saúde do idoso, o que já possibilitou a aquisição de artigos hospitalares, equipamentos tecnológicos, equipamentos de anestesia com Inteligência Artificial para o centro cirúrgico e a reforma da ala de pediatria e das UTIs pediátricas e neonatais, contribuindo para impactar mais de 200 mil vidas.

Para Raphaela Borba, diretora de Responsabilidade Social da Neodent, projetos incentivados são excelentes alternativas para empresas que desejam unir responsabilidade social e benefícios fiscais. “Ao apoiar instituições de saúde que atendem desde crianças até idosos, além de iniciativas culturais e esportivas, mostramos como nosso compromisso enquanto empresa do setor privado e, principalmente, nosso propósito de criar novos sorrisos podem se alinhar à sociedade para promover mudanças. Mais do que um simples incentivo, é uma oportunidade de escolher, de maneira consciente e transformadora, para onde o dinheiro devido da companhia será direcionado, gerando um impacto positivo nas comunidades e na vida das pessoas”, avalia. Juntos, os hospitais Pequeno Príncipe e Angelina Caron já receberam quase R$ 1 milhão da Neodent.

Mas a adesão às Leis de Incentivo Fiscal ainda enfrenta desafios e mostra oportunidades. Muitas empresas desconhecem o potencial da legislação, e o processo de aprovação dos projetos junto ao poder público para a captação de recursos, por vezes, pode se mostrar complexo. “No entanto, a parceria com empresas como a Neodent é essencial para a continuidade e ampliação da qualidade dos serviços prestados, especialmente no atendimento a pacientes do SUS. O apoio por meio de projetos incentivados nos permite investir em infraestrutura, tecnologia e capacitação, impactando diretamente a vida de milhares de pessoas. Esse tipo de colaboração fortalece a saúde pública e reforça o compromisso da sociedade com o bem-estar coletivo, contribuindo para que recursos privados possam fazer a diferença na saúde pública e beneficiando populações mais vulneráveis”, destaca André Vieira, gerente de Investimento Social do Hospital Angelina Caron.

Além do Pequeno Príncipe e do Angelina Caron, nos últimos anos a Neodent também apoiou os hospitais Erasto Gaertner, Erastinho, Santa Casa, São Vicente e Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, e o Hospital do Amor, em Barretos (SP), junto ao incentivo de iniciativas culturais, esportivas e de atenção a PCDs.

Sobre a Neodent

Fundada há 30 anos, a Neodent tem o propósito de criar novos sorrisos todos os dias. Em parceria com milhares de dentistas, a empresa desenvolve soluções estéticas e reabilitadoras, como implantes dentários inovadores, promovendo o bem-estar através do avanço da odontologia. Com um amplo portfólio e presente em mais de 95 países, a Neodent é líder no Brasil e uma das maiores empresas do segmento no mundo. O propósito da marca é refletido na cultura organizacional e no dia a dia de seus quase 3 mil colaboradores, que se orgulham de fazer parte da empresa, valorizando a diversidade, a colaboração e o desenvolvimento contínuo.

Como parte do Grupo Straumann (SIX: STMN), líder global em odontologia, e tendo a inovação em seu DNA, a Neodent investe na criação de produtos e soluções digitais que auxiliam no tratamento de milhares de pacientes. A partir de iniciativas alinhadas aos princípios ESG (ambiental, social e governança), a empresa cumpre sua missão de proporcionar sorrisos para milhares de pessoas.

Share:

Latest posts

Ganhador-poupanca-cianorte - -Jhon-Marlon-Feltrin-Prodentes - -eletricista-industrial (1)
Sicredi já distribuiu mais de R$ 3 milhões em prêmios para estimular o hábito de poupar
LORD-KRONY
Hard Rock Cafe Curitiba recebe espetáculo em homenagem a Freddie Mercury e o Queen
Bem-estar (1)
Bem-estar emocional como foco no ambiente de trabalho: mudanças na NR-1 colocam a saúde mental como pilar essencial nas estratégias corporativas

Sign up for our newsletter

Acompanhe nossas redes

related articles

Ganhador-poupanca-cianorte - -Jhon-Marlon-Feltrin-Prodentes - -eletricista-industrial (1)
Sicredi já distribuiu mais de R$ 3 milhões em prêmios para estimular o hábito de poupar
Mais de 400 associados já foram contemplados em 2026 na campanha Poupança Premiada, que segue até dezembro...
Saiba mais >
LORD-KRONY
Hard Rock Cafe Curitiba recebe espetáculo em homenagem a Freddie Mercury e o Queen
Freddie-Verso, apresentado por Lord Krony, reúne clássicos da banda em noite dedicada ao legado do cantor O...
Saiba mais >
Bem-estar (1)
Bem-estar emocional como foco no ambiente de trabalho: mudanças na NR-1 colocam a saúde mental como pilar essencial nas estratégias corporativas
Modelo cooperativista se destaca pelo pioneirismo em ações voltadas ao bem-estar emocional dos colaboradores O...
Saiba mais >
*por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais. Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los. 88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
ARTIGO: Mentalidade AI First: cinco skills fundamentais para os gestores de RH desenvolverem ainda este ano
*por Juliana Maria – head de Produtos HCM na Senior Sistemas Existe uma força de trabalho em...
Saiba mais >