Qual o segredo dos estudantes aprovados no vestibular?

Especialista dá dicas para se inspirar no exemplo de quem já conquistou vaga na universidade

Dos cursos preparatórios à sala de aula do terceirão, milhões de estudantes brasileiros enfrentam, todos os anos, o mesmo desafio: conquistar vaga em uma boa universidade. Para esse oceano de candidatos, algumas estratégias, técnicas e horas de dedicação diária podem fazer a diferença e aumentar significativamente as chances de alcançar os resultados desejados. Mas, afinal, existe uma “fórmula mágica” seguida pelos aprovados?

De acordo com a especialista em projetos da Conquista Solução Educacional, Alessandra Cavichia, não se trata de fórmula mágica, mas de consistência. “Alcançar resultados exige muito esforço, mas uma rotina de estudos bem planejada, que leve em conta as necessidades de cada um, é o melhor caminho para estar bem preparado para esses exames”, destaca. Além disso, ela lembra que é fundamental contar com bons professores, que sirvam também como referência de apoio emocional, e contar com um material didático que leve em conta os principais conteúdos da matriz do Enem e dos vestibulares que se vai prestar.

Uma jornada

Não é da noite para o dia que se faz um estudante de sucesso em processos seletivos. Especialistas afirmam que esse processo é mais parecido com uma maratona do que com uma corrida de 100 metros rasos. E, ao longo dessa jornada, é necessário passar muitas vezes pelo desafio principal: a prova. Para isso, realizar os famigerados simulados é indispensável, porque ajuda a assimilar e colocar em prática todos os conteúdos aprendidos.

Mas há, sim, alguns hábitos comuns entre os estudantes aprovados. Alessandra afirma que um deles é planejar e colocar em prática uma rotina diária de estudos. “Quando digo planejar, isso está muito relacionado ao tempo que será preciso dedicar a essa tarefa. É preciso levar em conta a concorrência do curso escolhido, a maior necessidade de preparação em algumas áreas do conhecimento, o espaço em que esse estudo será feito, entre outros fatores”, detalha.

Também é importante prestar atenção aos períodos de descanso, lazer e atividades físicas. A já conhecida recomendação de manter-se saudável é uma unanimidade entre especialistas. Afinal, cultivar uma boa saúde física e mental é fundamental para se concentrar nos estudos e ter bom desempenho nas provas. Invista em uma dieta equilibrada, faça atividades físicas regularmente e durma o suficiente.

Superando dificuldades

Nem sempre é fácil assimilar determinados conhecimentos e é natural que a maior parte das pessoas tenha facilidade em alguns conteúdos, enquanto enfrenta dificuldades em outros. O que não pode acontecer é deixar de lado os conteúdos “difíceis” simplesmente porque são difíceis. Esse é outro segredo dos aprovados: eles se dedicam mais justamente àqueles conteúdos que não conseguem resolver com facilidade.

“Duas boas estratégias são pedir indicações aos professores sobre leituras, atividades e até mesmo videoaulas complementares para ampliar o estudo nas áreas de maior dificuldade e pedir ajuda também aos colegas. Aqui, grupos de estudos podem ser uma ótima oportunidade de trocas nessas situações”, aconselha a especialista. 

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Sobre a Conquista Solução Educacional

A Conquista é uma solução educacional que oferece aos alunos da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio uma proposta de educação que tem quatro pilares: a educação financeira, o empreendedorismo, a família e a educação socioemocional. Com diversos recursos, material didático completo e livros de Empreendedorismo e Educação Financeira, o objetivo da solução é ajudar, de forma consistente, os alunos no processo de aprendizagem e estimular o desenvolvimento de suas capacidades. Atualmente, mais de 2 mil escolas de todo o Brasil utilizam a solução. 

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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