Segundo dia de Enem: pouca interdisciplinaridade e menos questões envolvendo ecologia

Este ano, as perguntas tiveram enunciados mais diretos, práticos e com textos curtos e simples, facilitando a interpretação do candidato

No último domingo (12), o segundo dia de provas do Exame Nacional no Ensino Médio (Enem) teve 45 questões de Matemática e 45 de Ciências da Natureza, que envolve Biologia, Química e Física, para serem respondidas em até cinco horas. Foram 3,9 milhões de exames, aplicados em 10 mil pontos em todo o país, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame dentro do Ministério da Educação (MEC).

De acordo com a assessora de Biologia do Sistema Positivo de Ensino, Samantha Fechio, diferente dos anos anteriores, que apresentavam textos longos, rebuscados e que exigiam muita interpretação para se chegar na resposta certa, este ano as questões foram mais diretas, práticas com textos curtos e simples, em que o estudante facilmente identificava o conceito e fazia a relação com o conteúdo. “Também foi a primeira vez em muitos anos em que teve pouca interdisciplinaridade nas questões, que trouxeram componentes curriculares bem limitados e claros”, destaca.

Samantha conta que as questões de Ciências da Natureza e Matemática estavam fluidas e conectadas a situações cotidianas que os estudantes acompanham no dia a dia e na mídia. “Dava para relacionar e aplicar os conceitos que são vistos no material didático. Com termologia, ondulatórios e cinemática, as questões de Física não surpreenderam, pois foram tópicos muito abordados nas revisões”, comenta.

Segundo ela, os conteúdos também não fugiram da regra em Química, com questões de função, ligação, estrutura química e estequiometria. Em Matemática, foram poucas questões com necessidade de aplicação de fórmulas, com destaque nas áreas de geometria plana e espacial, bastante lógica, análise de gráficos, probabilidade e porcentagem. “As provas estavam todas relativamente bem fáceis e essa proximidade dos temas abordados com a realidade dos estudantes facilitou o entendimento. Muita coisa poderia ser resolvida com regra de três”, avalia a especialista.

A prova de Biologia, segundo Samantha, foi a que mais surpreendeu, dando destaque para citologia, botânica e fisiologia humana. “Nos últimos anos, a ecologia predominava e, nesta edição, não teve tanto destaque em Biologia, aparecendo em apenas três questões: uma sobre o reflorestamento com abelhas, uma sobre o ciclo do nitrogênio e outra sobre cadeia alimentar, que trazia a relação de algas com metais pesados”, conta. Ela lembra ainda que a ecologia chegou a aparecer em Química, com uma questão sobre a poluição do ar e outra sobre a correção do solo; e em Física, com o uso de materiais biodegradáveis, por exemplo. 

O gabarito oficial do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) será divulgado em 24 de novembro. No entanto, o Sistema Positivo de Ensino disponibiliza um gabarito interativo extraoficial no mesmo dia da prova. Para conferir, basta acessar a página, escolher a cor da prova de interesse e verificar as respostas das questões de cada área do conhecimento. Ao acessar a resposta, a ferramenta interativa dará o resultado correto, confirmando se o candidato acertou ou não cada uma das questões. Por fim, somará os acertos e mostrará a nota aproximada do estudante. Os resultados finais serão divulgados pelo Inep no dia 16 de janeiro de 2024.

Sobre o Sistema Positivo de Ensino

É o maior sistema voltado ao ensino particular no Brasil. Com um projeto sempre atual e inovador, ele oferece às escolas particulares diversos recursos que abrangem alunos, professores, gestores e também a família do aluno com conteúdo diferenciado. Para os estudantes, são ofertadas atividades integradas entre o livro didático e plataformas educacionais que o auxiliam na aprendizagem. Os professores recebem propostas de trabalho pedagógico focadas em diversos componentes, enquanto os gestores recebem recursos de apoio para a administração escolar, incluindo cursos e ferramentas que abordam temas voltados às áreas de pedagogia, marketing, finanças e questões jurídicas. A família participa do processo de aprendizagem do aluno recebendo conteúdo específico, que contempla revistas e webconferências voltadas à Educação.

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Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. 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O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. 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