Self storages viram apoio logístico para estoque de e-commerces

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Com possibilidade de dimensionar espaços conforme necessidade, empresas optam por modalidade para reduzir custos

A venda online de produtos por meio de e-commerces tem crescido a cada ano com a projeção de conquistar, até 2021, mais 21 milhões de usuários brasileiros – chegando a mais de 80 milhões de compradores. Nesse cenário, as marcas utilizam uma estrutura logística apoiada em diversos centros de distribuição alocados em pontos estratégicos pelo País. Várias delas têm optado por fazer parcerias com self storages como uma alternativa para agilizar a distribuição e reduzir custos.
Esse foi o caso da marca Malina Beauty, especializada em produtos tecnológicos e cosméticos para beleza, como pranchas modeladoras, redutores de volume, shampoos e condicionadores. Com sede em São Paulo (SP), a empresa recebe as mercadorias de seu importador em Curitiba (PR) e optou por estocar grande parte dos produtos na Espaço A+, self storage localizada na região central da capital do Paraná. “Nosso escritório não é muito grande e essa opção acabou sendo mais econômica do que trazer todos os produtos para São Paulo”, comenta a analista de recursos humanos da Malina Beauty, Renata Nascimento.
Para ela, outra vantagem é o dimensionamento do espaço conforme a necessidade, evitando custos desnecessários com o aluguel. “Estávamos com dois boxes alugados. Agora, que estamos aguardando nova remessa do importador, cancelamos o contrato e deixamos de pagar aluguel neste período de ‘entressafra’. Assim que os novos produtos chegarem, voltaremos a locar o espaço. Estamos nessa dinâmica desde abril e tem sido prático e mais rentável para nosso negócio”, celebra.
A gerente comercial da Espaço A+, Rousy Rojas, ressalta que muitas empresas têm buscado a self storage exatamente pela facilidade de contratação. Segundo a gerente, os usuários pessoas jurídicas ocupam em torno de 25% dos boxes, e a maioria está localizada em bairros próximos ao empreendimento. “Já estamos recebendo vários contatos para locação de espaço, época na qual o varejo estima vendas maiores com datas como Black Friday e Natal. Acaba sendo uma solução para esse estoque temporário”, adiciona Rousy.
Sobre a Espaço A+
Localizada na região central de Curitiba, a Espaço A+ Self Storage disponibiliza boxes para locação de pessoa física ou jurídica. Além da fachada moderna, o espaço possui sala de reuniões e uma infraestrutura com corredores claros em tons de laranja e azul e monitoramento 24 horas. Recentemente, a empresa inaugurou uma nova sede, situada no bairro CIC, com boxes climatizados e refrigerados que oferecem a possibilidade de armazenamento de produtos a temperaturas que variam de -25º a 18ºC. Na unidade central está prevista uma grande ampliação com o objetivo de oferecer mais boxes, com novas opções de tamanhos, além de um espaço de coworking, demanda solicitada por boa parte dos clientes.

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(dessa forma fica mais preciso) Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039. Cinco habilidades essenciais Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos: Pensamento crítico e julgamento analítico A IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes para orientar o uso responsável dessas ferramentas. Literacia em IA e Engenharia de Contexto Poucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver "skills" específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora. Adaptabilidade e visão sistêmica Enquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time. Empatia e inteligência emocional Apesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador. Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir: construir a governança Governança, ética e responsabilidade A tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados. Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes. *por Juliana Maria - head de Produtos HCM na Senior Sistemas
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